quinta-feira, julho 28, 2011

Ai as gravatas Srs Secretários de Estado

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Ontem, na Comissão de Agricultura questionei a nova Ministra sobre alguns problemas relativamente ao distrito de Leiria, fui até vestido a rigor, como pediu a Srª Ministra aos seus Secretários de Estado. Estes, nem uma semana passou e já não lhe obedecem...


João Paulo Pedrosa

segunda-feira, julho 25, 2011

Ainda a procissão não vai no adro

e já quase não são suportáveis, apenas num mês, as contradições entre o que diziam na oposição e fazem no governo.
Há muito, na verdade, que uma regra de equilíbrio político estabelece que o presidente da Caixa Geral dos Depósitos seja uma personalidade do principal partido da oposição. Não há memória desta regra ter sido quebrada, muito menos em tempos de maiorias absolutas. Foi-o agora!
Após ter conquistado o velho sonho de um governo, uma maioria e um presidente, o PSD não se contenta apenas com essa escassa total parcela poder. Quer mesmo o poder absoluto, sem controlo, equilíbrio ou moderação, já que acabou de indigitar Faria de Oliveira (ex-ministro do PSD nomeado por Sócrates) para presidente da CGD e ainda mais duas personalidades do PSD para lugares chave no maior banco português. Depois de ter andado a dizer, durante a campanha eleitoral, que não ia para o governo para substituir os "boys" do PS pelos do PSD, eis que Passos Coelho não pode, de facto, ser acusado de mentir. É que tratou mesmo foi de substituir os "boys" do PSD, pelos do PSD. 
Não sei se Alberto João Jardim não começa a ter razões de queixa, ao menos lá sempre há o Diário de Notícias!


João Paulo Pedrosa


João Paulo Pedrosa

domingo, julho 24, 2011

Amy Winehouse

Quase nunca se vive no tempo certo, como se poderia nunca morrer na hora certa.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, julho 11, 2011

Mais vale um mau acordo que uma boa demanda

De tempos a tempos acontece isto, a SAD da União de Leiria, para obter ganhos de causa nas suas relações com a Câmara de Leiria, utiliza a Marinha Grande como arma de arremesso, foi assim no meu tempo de autarca é assim também agora; Sejam, na realidade, contractos assinados que não são cumpridos ou negociações de melhorias contratuais na utilização do Estádio Magalhães Pessoa, tudo tem servido para usarem o nome da Marinha Grande.
É bom, por isso, lembrar o seguinte, a União de Leiria é de Leiria,  e não da Marinha Grande e se, há uns anos atrás, jogou no nosso municipal foi porque as obras do Euro 2004 impediram que jogasse na cidade a que pertencem, portanto, só circunstâncias semelhantes, como é óbvio, poderiam levar a Marinha Grande a voltar a acolher a União de Leiria, ao contrário do que tenho lido e visto escrito em muitos órgãos de comunicação social.
Diz-se por aí, mais uma vez, nos jornais desportivos, que a UDL se recusa a pagar um contrato que assinou e que, se bem me lembro, partiu mesmo da própria UDL a proposta firmada e que ainda hoje rege as relações entre a Câmara Municipal e a SAD da UDL. Por conseguinte, é bom de ver, mesmo aquela situação anterior (empréstimo em circunstâncias de excepção) só se poderia concretizar se a UDL/SAD honrasse estes compromissos de imediato, de outro modo estaríamos (pelo menos) a abrir as portas para que não cumprissem connosco também, coisa, aliás, que o executivo municipal da Marinha Grande nunca se sujeitaria, porque como diz o nosso povo "depois de casa roubada trancas na porta".
Não se verificando, portanto, nenhuma das situações anteriores, não faz qualquer sentido, a meu ver, falar-se da ida da UDL para a Marinha Grande.

Dito isto, entendo que a UDL não deve deixar de jogar em Leiria e para que isso aconteça todos os esforços não são demais. 
Já vimos que a Marinha Grande, em situações de excepção, pode ser uma solução, mas isso não resolve o problema de fundo que é fazer com que a UDL jogue definitivamente em Leiria, com o apoio da cidade e das suas instituições.
Com a distância de quem acompanha estes assuntos, sobretudo, pela comunicação social, li esta semana que João Bartolomeu, presidente da SAD, afirmou que a UDL sai do Magalhães Pessoa "empurrada pelo Vereador do CDS, António Martinho". Ora, sem pretender agora aqui saber quem tem razão, a verdade é que me parecem estar já estremadas as posições e que deste diálogo tenso não deve já sair nenhum tipo de solução é, pois, por isso, necessário um derradeiro esforço e esse esforço só pode estar ao alcance do Presidente da Câmara, Raul Castro.
Apelo por isso, ao Presidente da Câmara, para que chame a si a resolução definitiva deste assunto, numa última tentativa, não esquecendo a razão que lhe assiste, mas tendo sempre presente as dificuldades que todos os clubes vivem hoje em Portugal e que os custos de uma infraestrutura cara e mal projectada por más práticas de decisores políticos anteriores, seja também agora imputada ao seu principal utilizador.
Se este espírito estiver em cima da mesa, com cedências, obviamente, de parte a parte, estou certo que o bom senso acabará por prevalecer.O ditado é velho...


João Paulo Pedrosa