domingo, janeiro 31, 2010

Os 100 Anos da República

No início das Comemorações dos 100 anos da República,precisamente no fim de semana de 30/31 de Janeiro,no Porto, honrando também a primeira revolta, frustrada, contra a monarquia, ocorrida em 31 de Janeiro de 1891 naquela cidade. Revolta militar a que aderiram civis e que foi brutalmente reprimida pelas forças leais ao regime monárquico. Seriam precisos mais 19 anos para que o grito de "Viva a República" se tornasse um clamor no país. Foi a 5 de Outubro de 1910.
Aqui fica o busto,belo,por sinal, que ganhou o concurso organizado pela Câmara de Lisboa e que é da autoria do escultor Francisco dos Santos,sendo certo que o busto que acabaria para ficar para a história seria o de Simões de Almeida,que havia ficado em 2ºlugar...
Osvaldo Castro

quinta-feira, janeiro 28, 2010

O Praça Stephens no Parlamento Global da SIC

O Parlamento Global da SIC é um instrumento fundamental de visibilidade e informação da vida parlamentar, pelo que se saúda e enaltece vivamente. O Praça Stephens agradece a referência e prometemos colaborar continuadamente com este projecto.


João Paulo Pedrosa
PS - E mais esta aqui

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Adaptabilidade do horário de trabalho


A questão foi-me suscitada por um empresário da Marinha Grande, obviamente, o PCP não respondeu.


João Paulo Pedrosa

terça-feira, janeiro 26, 2010

A administração da TUMG, notas breves

O frenesim à volta da constituição do Conselho de Administração da TUMG é, de todo, injustificado, por razões fáceis de explicar.
Até aqui a TUMG não tinha presidente do CA (havia apenas uma caricatura) situação que causou dificuldades e prejuizos ao concelho da Marinha Grande. Decisões erradas, indecisões sobre medidas fundamentais para a qualidade de vida do cidadão e uma total ausência de gestão. Decisões erradas ou indecisões são, portanto, como é bom de ver, custos.

Ao contrário do que se diz aqui, não há agora um novo CA, há apenas um novo presidente já que, sem o crivo e a aprovação da câmara, o CA da TUMG se remunerou a si próprio.

Ora acontece que era necessário um novo presidente do CA, dada a necessidade da empresa ser gerida com eficiência e avançar para a concretização de medidas inscritas no seu objecto social e que têm vindo a ser adiadas. Dizem os estatutos que a TUMG remunera o presidente do CA com um vencimento 85% do salário de um vereador, foi isso que foi feito. Poder-se-à dizer ou argumentar que a caricatura de presidente que antes existia não era remunerado porque era vereador, mas acontece, é bom lembrar, que este executivo tem um vereador, em regime de premanência, a menos que o anterior e, por essa razão, é compreensível que a Câmara supra essa lacuna preenchendo o CA da TUMG. Não é exequível, sob pena de nada se fazer bem, que dois vereadores façam o trabalho de três e ainda acumulem a presidência de uma empresa municipal.

No meu entender o que é preciso são resultados sem, como é óbvio, proceder a gastos exagerados mas a verdade é que, mesmo com um presidente do CA da TUMG remunerado, os custos deste executivo municipal são muito inferiores aos do executivo anterior.

Por fim a escolha da Câmara merece o meu aplauso dado que o Dr Rui Pedrosa é um profissional qualificado, competente e que, por onde passa, deixa uma marca de qualidade. Estou certo que também aqui isso se vai passar.

Um custo que se transformará em proveito.



João Paulo Pedrosa

Uma contelação de estrelas




João Paulo Pedrosa

Adivinhem quem veio jantar




João Paulo Pedrosa

No dia da apresentação do Orçamento do Estado




João Paulo Pedrosa

sábado, janeiro 23, 2010

Catarina Sarmento e Castro

é a mais recente juíza do Tribunal Constitucional, tendo superado, ontem, no parlamento, o número necessário de votos para a eleição. Ser Juiz do Tribunal Constitucional é uma coisa grandiosa, de enorme responsabilidade, só ao alcance de muito poucos e por parte de alguém com grande competência e saber, como é o caso e como se constata aqui.
Dá-se a circunstância da Catarina ser minha amiga e ter sido deputada na Assembleia Municipal da Marinha Grande no ano em que fui candidato à Câmara e razão pela qual nasceu este blogue, por isso a satisfação não pode ser maior.

Ao companheiro blogger Osvaldo, à Margarida Teresa, ao Tiago, ao Guilherme e ao Dinis e a todos os que são seus amigos os meus entusiasticos parabéns.

Como ela é uma grande admiradora e entusiasta de S. Pedro de Moel, a mais bonita das praias de Portugal, em sua homenagem, aqui vai uma imagem para compartilharmos com todos os leitores do Praça Stephens.



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Segurança e reportagem na cidade de Lisboa

A fotografia não está grande coisa, tremulamente, talvez dê para presumir Dom Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda dos tempos modernos, um fidalgo conservador minhoto que encarna de maneira satírica o povo português, será?
Aceitam-se sugestões, pelo menos uma boa garantia, na cidade, a altas horas da noite, há segurança e informação.



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Parlamento Global da SIC


Hoje à tarde, apesar de alguma resistência inicial, lá acedi a juntar-me à iniciativa da SIC Parlamento Global para gravação de videobiografias. Em boa o hora o fiz, já que pude testemunhar a simpatia e profissionalismo da jornalista Anabela Neves, na foto com alguns deputados que aguardavam a sua vez. O Parlamento Global da SIC é um site muito interessante, com iniciativas pioneiras e para as quais já fui solicitado a dar o meu contributo, vou procurar colaborar.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Alimentos Transgénicos (AGM)

Há uns anos atrás, a propósito de um debate em que participei, lembro-me de defender a inviolabilidade do património genético humano, numa altura em que se falava da possibilidade dos pais poderem escolher a cor dos olhos dos filhos, os seus traços fisionómicos, etc,. Agora fui designado para pertencer ao grupo de trabalho sobre (AGMs) Alimentos Geneticamente Modificados, matéria muito importante, em crescente discussão e não menos polémica. É um assunto muito difícil e delicado, a União Europeia tem optado pelo principio da prudência, não obstante existirem milhões de ha cultivados com milho e soja trangénica. Está pois em discussão a segurança alimentar mundial, a generalização de bens alimentares a um maior número de pessoas, a saúde pública, a industria, a economia, tanta coisa...
Vou ter que estudar, procurar saber mais. Aproveito para solicitar aos leitores contributos, quem tiver conhecimentos ou opiniões sobre este assunto agradeço a ajuda e a colaboração.
Na sexta-feira à tarde recebemos em audição na Comissão da Agricultura e Pescas o Centro de Formação de Biotecnologia. Um caminho longo a percorrer...


João Paulo Pedrosa

Pescadores da Nazaré

Na sequência de um compromisso eleitoral que assumi com o cabeça de lista Luís Amado, recebi na quinta-feira, enquanto deputado integrante da Comissão de Agricultura e Pescas, os vereadores do PS na câmara da Nazaré acompanhados de um conjunto de pescadores. O objectivo principal é mais de ordem da Segurança Social do que das pescas, trata-se de especificidades próprias do exercício da profissão após a reforma, num momento em que é muito difícil recrutar profissionais para esta ancestral actividade. Vamos ver o que diz o MTSS sobre o assunto...



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Cidadania

Sempre me incomodou, mesmo antes de ter sido eleito, o facto de os cidadãos que pretendem assistir às sessões parlamentares, tenham que esperar, às vezes horas a fio, ao frio e à chuva, para entrarem no hemiciclo. Todos sabemos que o controlo e a segurança são necessários, todavia, há mecanismos mais expeditos dos que actualmente são utilizados. O Parlamento Inglês tem mecanismo simples que permitem maior celeridade no processo de entrada. Com a inscrição através da Internet, por exemplo, é hoje possível evitar as longas filas e o incomodo do cidadão.
Esta foto foi tirada na semana passada e, posso garantir, algumas daquelas pessoas ali em baixo, só entraram já o debate ia longo no tempo. Há que melhorar...



João Paulo Pedrosa

Loja para a Exportação

foi um conceito inovador, apresentado no passado sábado, em Leiria, numa sessão do governo presente. Esta excelente ideia e iniciativa, inserida no âmbito do, também novo, Conselho para a Internacionalização, presidido por Francisco Van Zeller, foi profundamente defendida por Luís Amado durante a última campanha eleitoral, daí, claro está, que não seja de estranhar que este novo conceito de serviço para apoio às exportações conte com a forte participação dos organismos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. No fundo, trata-se de colocar a diplomacia ao serviço do apoio à internacionalização dos nossos produtos.
Leiria e Marinha Grande, a meu ver, cumprem os requisitos necessários e suficientes para instalar este novo organismo, mas o mais importante é evidenciar aqui a louvável iniciativa e o facto de ser a nossa região a primeira a recebê-la.



João Paulo Pedrosa

A José Loureiro Botas, em Vieira de Leiria

foi a escola que se seguiu. É a escola onde estudei até ao 9º ano e é a escola da minha freguesia de origem, onde agora já estão os meus filhos (vi-os por lá a espreitar enquanto falava para os participantes no projecto).
O pavilhão estava cheio, muitas equipas a participar e um sentido de respeito e solenidade pelo órgão de soberania que representa directamente os cidadãos, que muito me apraz registar. Os alunos foram os mais intervenientes de todos, com perguntas de toda a índole sobre a vida parlamentar. Tal como nas restantes escolas, os professores que dirigem o projecto assumem-no com grande competência e empenhamento. Pelo que pude constatar neste três dias de contactos com as escolas, fica a sensação que este é um projecto decisivo para aproximar, dar a conhecer e prestigiar a função parlamentar junto dos cidadãos. É, talvez, o único projecto que cumpre essa função. E cumpre-o da melhor forma. Há que o valorizar e apoiar ainda mais. A cidadania e a vida pública assim o exigem.



João Paulo Pedrosa

A Calazans Duarte, na Marinha Grande

foi a segunda escola a que me desloquei a propósito da iniciativa Parlamento dos Jovens. Esta presença teve um especial significado por ter sido um antigo aluno, circunstância que foi realçada pelo coordenador do projecto, o meu estimado amigo, dr António Santos. A antiga sala do canto coral, no meu tempo, sala de matemática, estava repleta e os alunos foram muito interventivos, sobretudo, no que diz respeito à política "pura", situação social do país, investimentos públicos, etc. Fui bastante questionado sobre a eficácia real de muitas prestações sociais, sobretudo o Rendimento Social de Inserção. Sinal dos tempos?


João Paulo Pedrosa

Da necessidade de um Orçamento de credibilidade para a retoma…

Na actual situação económica e financeira, o próximo Orçamento de Estado tem de se pautar por regras e medidas que plasmem de forma inequívoca o factor credibilidade. É disso que o país precisa para recuperar a confiança nos mercados internacionais. É igualmente da sustentabilidade económica que o governo carece para recuperar a confiança dos empresários, dos trabalhadores e dos portugueses em geral.
O ano que agora se inicia, e que encerra a primeira década do século XXI, tem de ser o ano da inversão da trajectória negativa que a maior crise internacional dos últimos 80 anos provocou, mas também da criação das condições indispensáveis à recuperação económica e ao controlo do défice.
Para tal, torna-se indispensável dar sinais claros de que é possível alavancar o crescimento económico, e os recentes indicadores do Banco de Portugal, embora tímidos, invertem pelo menos a tendência recessiva. Urge persistir com mais eficácia e maior celeridade no apoio ao sector privado, designadamente às pequenas e médias empresas da indústria, do comércio e dos serviços, diferenciando positivamente as que criem emprego e, de modo especial, as exportadoras.
A visita do governo ao distrito de Leiria no passado fim-de-semana foi disso um bom exemplo. Ficou patente a determinação do governo em apoiar as pequenas e médias empresas exportadores, através das Lojas para a Exportação, mas de igual modo se evidenciou o investimento público nas áreas escolares, nas creches ou nos estabelecimentos de saúde, em claro apoio ao pequeno investimento privado. E obviamente, foi um acto de justiça tardia a adjudicação de novas vias rodoviárias que vêm suprir e pôr termo ao “escândalo”, nas palavras do primeiro-ministro, que consubstanciava uma verdadeira descriminação negativa para as populações da zona do Pinhal Interior, com todo o estendal de obstáculos à circulação de pessoas e mercadorias com sérios reflexos negativos nos negócios e no desenvolvimento desses concelhos.
A iniciativa “Governo Presente” terá deixado em Leiria, como já sucedera noutros distritos, uma clara ideia de que este governo aposta em governar durante a legislatura. Desenganem-se, pois, os que sonham que Sócrates quer ir a jogo em eleições antecipadas…Aliás, basta ter em conta os recentes acordos com os professores, as ensejadas inflexões correctivas na área da justiça, e as propostas de diálogo a propósito do Orçamento de Estado a todos os partidos parlamentares, para se entender com meridiana clareza que Sócrates governou com maioria absoluta, mas que pretende evidenciar que compreende que, neste momento, salvar o país é governar com maioria relativa com todos os compromissos e acordos que essa situação implica.
É por isso muito positivo que as negociações em curso entre o governo e, pelo menos, os partidos de vocação governativa, deixem transpirar, para o exterior e para o país, um clima de sentido de estado e de vontade de resolver os principais problemas do país.
Dito de outro modo, o próximo OE deve ser estribado no crescimento económico sustentado, no apoio social aos desempregados e aos mais carenciados, no apoio aos empreendedores que arrisquem investir, induzido por medidas de investimento público selectivo, mas sempre sem deixar de sinalizar que Portugal precisa de tomar medidas que vão no sentido da redução do défice. Vale por dizer, reduzindo despesas correntes, que não, obviamente, as de natureza social.

(publicado no Jornal de Leiria de 14 de Janeiro de 2010)

Osvaldo Castro

A Guilherme Stephens, na Marinha Grande

foi a escola onde comecei o contacto com jovens alunos para falar da iniciativa Parlamento dos Jovens, tratando-se de alunos mais novos a discussão foi mais sobre o tema (educação sexual) do que propriamente sobre a actividade parlamentar.A tarefa é mais difícil, o tema obriga a uma linguagem entendível e apropriada à faixa etária.
Nada fácil, mesmo!

Uma palavra de reconhecimento para os professores (de todas as escolas) que estão responsáveis pela iniciativa, muito conhecedores, competentes e empenhados.



João Paulo Pedrosa

domingo, janeiro 10, 2010

A neve, ainda há pouco


O sortudo tem uma janela na cozinha com vista para toda a encosta da Serra da Estrela. Ainda agora mandou estas belas fotos, que inveja...




João Paulo Pedrosa

Falta de investimento rodoviário no Pinhal Interior nos últimos 25 anos é um "escândalo", diz Sócrates


Ansião, Leiria, 10 Jan (Lusa) -
"O primeiro-ministro José Sócrates classificou hoje em Ansião de “escândalo” a falta de investimento rodoviário na zona do Pinhal Interior nos últimos 25 anos, considerando um acto de justiça a concessão de construção e requalificação de vias, hoje adjudicada.
“Este é o momento em que o País faz justiça à zona do Pinhal Interior" que "constituía, no quadro das acessibilidades rodoviárias, um buraco negro onde nada acontecia há décadas”, disse o primeiro-ministro na cerimónia de adjudicação da concessão ao consórcio Ascendi.
“Há 25 anos foi aprovada a primeira proposta de Plano Rodoviário. Há 25 anos que o Estado disse ao Pinhal interior que iríamos construir estas acessibilidades e nada foi feito”, situação que classificou de “escândalo”.
Disse ainda que as acessibilidades rodoviárias hoje adjudicadas “correspondem aos mínimos exigidos em termos de segurança e conforto”.
“Não é um luxo”, frisou.
“Aceitou-se, durante décadas, que um conjunto significativo do país, uma região que tem concelhos de quatro distritos, ficasse assim desprezada e até um pouco humilhada do ponto de vista do investimento público perante o resto do país”, continuou.
A concessão Pinhal Interior engloba 22 concelhos en quatro distritos e tem um extensão de 567 quilómetros, 173 dos quais de construção de novos lanços.
Estes respeitam ao IC3 (Tomar-Coimbra), IC8 (entre Proença-a-Nova e a Auto-Estrada A23) e a ligação entre aquela via, na zona da Sertã até Cernache do Bonjardim.
Os novos troços a construir incluem ainda a ligação da Sertã a Oleiros (EN 238) e a Estrada Nacional 342 entre a Lousã, Góis, Arganil e Côja.
Dos 173 quilómetros de lanços a construir, 80 terão perfil de auto-estrada.
A concessão, por 30 anos, representa um investimento total de 1.244 milhões de euros e engloba ainda 135 quilómetros de vias a requalificar, incluindo a variante de Tomar (IC3) ou os troços do IC8 entre Pombal e Ansião e entre Pedrógão Grande e Sertã, entre outros.
Integra ainda a manutenção e exploração de 259 quilómetros de estradas já em serviço.
Na sua intervenção José Sócrates lembrou os nomes de povoações servidas pela concessão agora adjudicada - Alvaiázere, Ansião, Pampilhosa da Serra, Oleiros, Sertã, Proença-a-Nova “e até o Troviscal” - defendendo que “é altura do País conhecer melhor estes nomes”.
“Se há boa razão para lançar esta concessão é a ideia que durante anos estes nomes e estas terras foram esquecidos pelo Poder Central”, sublinhou.



JLS/Lusa



OC

Primeira Loja de Exportação do país vai ser criada em Leiria

Leiria, 10 Jan (Lusa)

"O primeiro-ministro José Sócrates anunciou, sábado à noite, que a primeira de uma rede de 14 Lojas de Exportação a criar no país vai ser instalada em Leiria.
O anúncio foi feito num jantar com cerca de 200 empresários de vários sectores de actividade do distrito, que decorreu na Associação Empresarial da Região de Leiria (NERLEI), no âmbito da iniciativa “Governo Presente” e no qual participaram quatro ministros e vários secretários de Estado.
As Lojas de Exportação são uma das medidas do Pacto para a Internacionalização que integra igualmente o Conselho para a Promoção da Internacionalização, presidido por Francisco van Zeller, que tomou posse sábado.
O ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento, Vieira da Silva, disse à Agência Lusa que o objectivo é instalar as Lojas de Exportação no primeiro trimestre deste ano.
O que se trata é de serviços públicos que, de alguma forma, fazem a fusão dos serviços que hoje o IAPMEI faz, um pouco disseminado por todo o país, e a AICEP, mais voltada para a exportação e mais centrada em Lisboa e no Porto”, explicou Vieira da Silva.
O governante adiantou que o objectivo destes espaços é “facilitar o contacto mais directo de pequenas e médias empresas que têm uma pequena quota da sua produção exportadora ou querem começar a exportar”.
Segundo o ministro, através das lojas, que juntam as competências do IAPMEI e do AICEP, os empresários passam a estar “em contacto com as instituições públicas que lhes podem dar apoio”.
As lojas são uma ferramenta de trabalho de toda esta estratégia em que pretendemos ajudar a economia portuguesa a exportar mais e melhor”, acrescentou.
Vieira da Silva justificou a escolha de Leiria para a abertura da primeira Loja de Exportação porque “é uma região que tem um conjunto diversificado de segmentos exportadores, uma região que está cada vez mais a afirmar-se como uma região exportadora e que tem, por outro lado, empresários com experiência nos mercados externos”.
O ministro referiu ainda que Leiria “é uma região com dinamismo empresarial e económico que sempre teria que ter aqui um dos pólos desta rede nacional que pretendemos construir”.
O presidente da direcção da NERLEI, Ribeiro Vieira, afirmou que se trata de uma “dupla satisfação”: a formalização do Conselho para a Promoção da Internacionalização decorreu em Leiria, onde também vai ser aberta a primeira Loja de Exportação.
“Acho que Leiria está de parabéns porque foi formalizada a formação do Conselho para a Promoção da Internacionalização aqui, o que é sinal de algum reconhecimento por aquilo que é o tecido empresarial da região no que respeita à produção de bens e serviços exportáveis e também à dinâmica empresarial da região”, declarou Ribeiro Vieira, manifestando o desejo de que a loja de Leiria seja instalada na NERLEI
."


SYR/Lusa



OC

sábado, janeiro 09, 2010

Marinha Grande na TV por boas razões...

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OC

quinta-feira, janeiro 07, 2010

A primeira intervenção

No passado dia 17 de Dezembro proferi a primeira intervenção em plenário na AR, sob a forma de pergunta e a propósito de uma proposta de resolução do CDS sobre a agricultura portuguesa e que podem ver aqui.
Ao contrário do que generalizadamente se pensa, no plenário da AR, não fala quem quer. Os tempos e os debates são previamente determinados e o tempo é muito escasso. Em termos normais há intervenções de 10 minutos para declarações políticas e 2 minutos para perguntas. O tempo é plenário, como se costuma dizer, vale ouro.
Tratando-se da primeira intervenção confesso que estava um pouco nervoso. Por mais experiência e hábito que se tenha de falar em público, o espaço da Assembleia da República contém em si uma elevada carga simbólica. A sala em si, o envolvimento geral, o mediatismo e o ritual condicionam, sem sombra de dúvidas, qualquer um.
Confesso que, para além da ansiedade, as minhas maiores preocupações eram de ordem funcional, ou seja, se conseguiria falar de pé e o microfone distante captava o som ou, ao contrário, se tinha que me curvar muito para me fazer ouvir. Pelo sim pelo não, optei pelo meio termo.
Acho que não me saí mal!



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, janeiro 06, 2010

post-it parlamentar (7)

Ontem foram os operadores de carroceis, hoje foram os depositantes do BPN. Presumo que seja normal este tipo de manifestações à porta do Parlamento, todavia, a centralidade da instituição nesta legislatura, poderá potenciar uma crescente prevalência deste tipo de manifestações. Dado que em ambas as manifestações estavam presentes muitos cidadãos do distrito de Leiria, saí da Assembleia, por algum tempo, e dirigi-me a eles. Os grupos parlamentares receberam alguns dos seus representantes inteirando-se, mais pormenorizadamente, dos problemas e anseios.



João Paulo Pedrosa

terça-feira, janeiro 05, 2010

post-it parlamentar (6)

Uma das surpresas que resultam da minha (recente) experiência parlamentar tem a ver com o excessivo carácter "funcionalizado" da AR. De facto, o funcionamento da AR segue muito o espírito da função pública (das nove às cinco, como se costuma dizer), seja ao nível dos serviços, sejas da própria presença dos actores políticos.
Há excelentes deputados, gente que trabalha e que se prepara imenso e isso deve ser realçado. Todavia, a ideia que anteriormente tinha formulado era a de que esta casa nunca parava. Pelo carácter individual do mandato dos deputados, imaginava que muito do trabalho efectuado (estudo, pesquisa, reflexão, escrita, etc) obrigaria a longas permanências "noite fora" na AR. Ora tal não acontece porque a forma de funcionamento da AR impede praticamente que isso aconteça. Pode parecer um exemplo muito simples e insignificante, mas se algum deputado quiser ficar a trabalhar a partir das seis da tarde não tem onde beber um café, um sumo ou comer qualquer coisa, até a luz de presença é reduzida ao mínimo, para abrir a porta do gabinete é necessário acender um isqueiro ou andar com uma lanterna.
Uma grande surpresa de facto...



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, janeiro 04, 2010

post-it parlamentar (5)

Confesso que com o período das festas não acedi ao mail da AR e constato agora, com grande surpresa, que em menos de uma semana tinham entrado cerca de trezentos mails apelando, ora de um lado ora de outro, à minha reflexão sobre a votação na proposta sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo. O contacto dos eleitores com os deputados é uma coisa importante, pena é que tivessem sido todos iguais, bastavam, portanto, apenas dois para perceber o sentido e os argumentos que me convocam à reflexão.
Os argumentos aduzidos só reforçam a minha opinião e o meu sentido de voto. E a minha posição é simples de explicar, assim todos os assuntos fossem tão claros.
A política existe para resolver problemas. A impossibilidade de pessoas do mesmo sexo casarem é, para além de um problema concreto no projecto de vida daquelas pessoas, uma discriminação inaceitável que é necessário por cobro.
A legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo não causa nenhum problema à sociedade, nem interfere em nada com a vida de cada um.
Que coisa mais simples e pacífica.
Resolve-se um problema sem criar nenhum dano colateral, nem nenhuma dificuldade a qualquer cidadão ou à sua vida. Repito, conhecem alguma lei ou alguma norma que não tenha nenhum dano colateral, factor restritivo ou condicionante para a vida dos cidadãos?
Assim de repente, só me lembro desta.



João Paulo Pedrosa

domingo, janeiro 03, 2010

Amália, em Abandono...ou o fado Peniche...




Amália Rodrigues interpreta aqui, com música de Alain Oulman, o Fado Abandono, mais conhecido por Fado Peniche, como se retira claramente da Letra do Poeta David Mourão Ferreira.
Trata-se indiscutivelmente de uma letra de homenagem a todos os que passaram e penaram em Peniche, mas também no Aljube, em Angra, no Tarrafal ou em Caxias...Antes que o dia 3 de Janeiro se extinga, aqui fica a minha homenagem.


Osvaldo Castro

Fuga de Peniche uma vitória da resistência antifascista e uma pesada derrota da ditadura...!



No dia 3 de Janeiro de 1960, às 16 horas em ponto, conforme combinado com a Direcção exterior do PCP, em frente ao Forte-prisão de Peniche, em posição pré -determinada, de modo a ser visto do interior de algumas janelas, onde os presos aguardavam o sinal de arranque para as operações de fuga,o actor Rogério Paulo levantou e baixou por três vezes o capot do seu automóvel...Tal significou que os dez fugitivos tinham autorização da direccão do PCP(Pires Jorge, Dias Lourenço e Octávio Pato) para tomar as medidas planeadas para a fuga...

Quando a noite começava a cair em Peniche, 10 dirigentes do PCP,Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Martins Rodrigues(posteriormente rompeu com o PCP),Francisco Miguel, Guilherme da Costa Carvalho(que teve ferimentos graves nas pernas devido a uma queda da alta muralha do Forte)Jaime Serra, Joaquim Gomes, José Carlos, Pedro Soares e Rogério de Carvalho, que no conjunto,somavam já 77 anos de prisão, tomando todas as medidas para não provocar danos irreparáveis, narcotizaram com clorofórmio um guarda da GNR e começaram a sair, um por um, debaixo do capote do GNR, José Jorge Alves, que se havia comprometido, inicialmente com Joaquim Gomes e posteriormente com a Direcção da Fuga no exterior, a dar a fuga e a possibilitar a liberdade aos dirigentes comunistas.

Completam-se hoje 50 anos. Foi talvez uma das fugas mais complexas e bem sucedidas de presos políticos em toda a Europa. Todos os fugitivos, apesar das hesitações de última hora do GNR, lograram atingir pontos de apoio seguros e retomaram a luta clandestina.

Foi uma profunda derrota do fascismo que teve consequências duras no aparelho prisional e policial que sustentava a ditadura de Salazar.

Foi, como outras fugas, um grande contributo pelo reforço da luta pela liberdade, como também se pode ler aqui.




Osvaldo Castro

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Mariza, "gente da minha terra"..Viva 2010!



OC