sexta-feira, setembro 25, 2009

Com os olhos noutras Praças...

Ainda a tempo: as novidades de Louçã, por Francisco Clamote ;


Alérgicos à democracia, por Rui Namorado ;



Cenários Eleitorais, por Vital Moreira ;



Razões de uma Escolha, por Ana Paula Fitas ;



Quadro Final, por Pedro Magalhães ;






Osvaldo Castro

quinta-feira, setembro 24, 2009

Dos jogos malabares à teoria da conspiração… e agora, Manuela?

A vida política tem destes desenganos. Quando não se tem um Programa e um pensamento estruturado acaba por se cair no primeiro buraco que surge ao virar da esquina. Foi, claramente, o que sucedeu à Dra Manuela Ferreira Leite. Crente que dos lados de Belém só poderiam vir boas ajudas, e pressionada pelos iminentes indícios de naufrágio, agarrou-se desesperadamente à bóia que um “assessor” de confiança e um futuro ex-director do jornal Público lhe lançaram, uma estória de inverdades…
Fingiu ignorar que entre assessores e presidentes pode haver uma grande distância em matéria de fiabilidade e tratou de cravar os dentes na mais descabelada manipulação de que se pode ter memória em matéria de imprensa de referência.
Tudo porque lhe dava muito jeito enlamear o primeiro-ministro com as alegadas “escutas” da presidência… Vinha tudo a calhar, ali estava o manjar que faria de cereja no cocuruto das natas do bolo que servia de biombo e de esfarrapado tema de campanha, a que os seus epígonos vêm apelidando de “asfixia democrática”…
O problema é que a verdade de que a Dra Manuela tanto fala, diz o nosso povo, “é como o azeite, vem sempre ao de cima…” E, obviamente, tal sucedeu com o estrondo que se adivinhava e com as consequências já conhecidas…O inefável Fernando Lima foi demitido e o director do Público, o não menos inefável José Manuel Fernandes, tem à sua espera, em Bruxelas, as prebendas que Barroso lhe queira dar…se é que ainda quer pagar os favores que também lhe deve.
Em suma, quanto a política de verdade estamos falados…a Dra Manuela bem pode dizer que foi lograda, mas não creio que se atreva a vazar lama sobre o seu amigo, mas também presidente da República, Cavaco Silva…
Se a tudo se juntar a rocambolesca história da “verdade” da lista de deputados de Lisboa, Ferreira Leite vai ter de reconhecer que se enganou nos desígnios que resolveu aceitar no seu combate pelo poder no País. Nem tem jeito para as funções a que se candidata, nem desfruta de adequada credibilidade para agir como se fora Catão, um arremedo de moralista da nossa vida política.
Reconheça-se, a presidente do PSD passou a campanha clamando hossanas pela “política de verdade” e enchendo a boca com a errática expressão da “asfixia democrática”, tudo visando infamar o carácter do primeiro ministro, e sempre à míngua de argumentário de substância programática susceptível de abalar José Sócrates.
A história das “escutas”, que deu azo a que um director de jornal chegasse ao despautério de atingir a credibilidade democrática dos Serviços de Informação, foi uma má pista vendida a Ferreira Leite, mas, reconheça-se, ela bem que a merecia…
Não se pode falar de “asfixia democrática” quando se foi conivente no governo com a violenta repressão à bastonada sobre os operários vidreiros da Marinha Grande e com a invasão policial, inaudita, da própria sede do poder local marinhense…
Corria o ano 1994 e Ferreira Leite era ministra da Educação. Que nunca se esqueça!
(Texto publicado no Jornal de Leiria de 24 de Setembro de 2009)

Osvaldo Castro

terça-feira, setembro 15, 2009

Com amigos destes...

Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, disse há pouco que é favorável a introdução em Portugal da linha de TGV, mas que este combóio de Alta Velocidade não devia parar em Leiria.

Ora, sabendo que o TGV tem prevista uma estação entre Leiria e a Marinha Grande (zona de Albergaria) e que isso é um instrumento fundamental para valorizar e favorecer o tecido económico local, as nossas empresas, os nossos produtos industriais e o nosso turismo, custa perceber que um partido que não defende os nossos interesses económicos possa ter tantos votos no nosso concelho.



João Paulo Pedrosa