domingo, maio 31, 2009

As Artes em Serralves...

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Dizem que está a valer a pena a Festa "non stop" no Museu de Serralves, no Porto,ali bem perto da Foz.A mistura das diversas artes,a estética do jardim e dos espelhos de água...
Que Viva a Arte em Serralves!

Osvaldo Castro

sábado, maio 30, 2009

Um Link Inevitável...Valupi no Aspirina B...

Valupi é um blogger de língua afiada e sem punhos de renda...é de rara inteligência e com um sentido de observação muito apurado. Vale a pena ser lido,quase sempre, pela coragem e desassombro literário dos seus "posts"... Este é um dos seus melhores exemplos...



Osvaldo Castro

O que diz Vital...(4)...na Marinha Grande......Não me calarei sobre o caso BPN ...

Marinha Grande, 29 –(LUSA)

O cabeça de lista do PS às europeias, Vital Moreira, avisou hoje a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que não se calará sobre o caso Banco Português de Negócios (BPN) até ouvir uma explicação da sua parte.
“Alguém devia dizer à líder do PSD uma coisa elementar: neste caso [do BPN] quem pede explicações não é ela são os cidadãos portugueses. Neste caso, quem tem o dever de dar explicações é ela e não eu”, declarou Vital Moreira no jantar comício da Marinha Grande.
O constitucionalista da Universidade de Coimbra, galvanizou os apoiantes quando deixou a seguinte advertência a Manuela Ferreira Leite, elevando o tom de voz:
“Não conte [Manuela Ferreira Leite] que me vá calar, não conte que me vá calar. A mim não me intimida, nem me amordaça”, disse, reagindo a declarações também hoje feitas pela presidente do PSD sobre o comportamento de Vital Moreira em relação ao caso BPN.
Segundo o cabeça de lista do PS, “o PSD deixou de ser num partido de confiança democrática, porque convive sem qualquer condenação política pública com situações como a do BPN, apesar do escândalo e da vergonha que esse caso significa como negociata indescritível”.
“A líder do PSD saiu hoje da sua letargia e do seu recato político para condenar a forma como eu desafiei o PSD relativamente ao seu silêncio sobre o caso do BPN. Mas é para admirar que a líder do PSD continue a abster-se de se pronunciar sobre a substância da questão”,
apontou Vital Moreira.
Para Vital Moreira, “são os cidadãos portugueses, incluindo os militantes do PSD, que têm o direito de exigir que a sua líder diga finalmente, ao longo de todos estes meses, o que pensa sobre o caso do BPN, em que estão envolvidas pessoas gradas do partido e antigos membros de governos do PSD”.
O caso do BPN não é um caso qualquer, não é apenas mais uma negociata do sistema financeiro. E era o que faltava que um candidato às eleições europeias se tivesse de calar por causa da ira de uma líder partidária num caso que lesa gravemente a credibilidade do sistema financeiro português em toda a Europa, que causa pesados prejuízos a outras instituições financeiras e pesados encargos aos contribuintes portugueses”, acrescentou.
De acordo com o constitucionalista da Universidade de Coimbra, “pelas responsabilidades políticas dos protagonistas (dirigente, ex-dirigentes e ex-goverantes do PSD) este caso do BPN só pode manchar o bom nome da democracia portuguesa, que a todos nos cabe defender”.
“É por isso que não me calarei”,
insistiu
PMF.
Lusa
OC

O que diz Vital...(3)...na Marinha Grande


2...
Osvaldo Castro

sexta-feira, maio 29, 2009

Vital distancia-se também na sondagem da TVI...

Na sondagem da Intercampus para a TVI o PS ganha ainda maior distância e o lugar de Nuno Melo parece estar em risco...A conferir aqui.




OC

PS distancia-se do PSD...

O estudo de opinião da Eurosondagem, destinado à SIC/Expresso/RR, que na semana passada dava um "empate técnico" entre PS e PSD, apesar da diferença superior a 2 pontos do PS sobre o seu mais directo adversário, vem agora apresentar dados que reforçam o distanciamento de Vital Moreira. Na linha, aliás, de todas as sondagens até agora apresentadas.
Novidade pode ser a ultrapassagem do BE pelo PCP. Tudo a ver aqui.
E Vital Moreira comenta os resultados...


OC

quinta-feira, maio 28, 2009

Sondagens comparadas...um link inevitável para o Grande Zoo...

Rui Namorado, docente universitário na Faculdade de Economia de Coimbra, colocou no seu "O Grande Zoo" um post muito ilustrativo sobre a controversa matéria de sondagens em eleições europeias. Tudo a ver aqui.


Osvaldo Castro

quarta-feira, maio 27, 2009

São Pedro de Moel: Projecto de estabilização das arribas orçado em 1,9 milhões de euros


..."A estabilização das arribas de São Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande, está orçado em 1,9 milhões de euros, disse hoje à Agência Lusa o chefe de divisão de Protecção Costeira do Instituto da Água (INAG).
José Manuel Proença, que ao final do dia participa numa sessão pública de apresentação do projecto à população de São Pedro de Moel, afirmou que a obra - cujo concurso público ainda não foi lançado - deverá “começar em Dezembro ou no princípio do ano”, tendo um prazo de execução de dez meses.
É financiada em 75 por cento pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), sendo o restante a componente nacional”, adiantou o responsável do INAG.
José Manuel Proença explicou que os problemas detectados em São Pedro de Moel que determinaram a intervenção do INAG prendem-se com a “instabilidade do maciço rochoso”, que desencadeou “o deslizamento de alguns blocos”.
A situação levou, inclusivamente, no Verão de 2006, à aplicação de medidas restritivas à circulação pedonal e automóvel na marginal.
Segundo o responsável, tratou-se de uma “medida cautelar” numa zona que “se considerava mais em risco”, embora reconheça que “segurança absoluta não existe”.
O projecto do INAG que hoje é apresentado inclui medidas de estabilização das arribas, através do enchimento de cavidades em determinadas zonas, obras de protecção marítima na base do talude e a implantação de estruturas de contenção na marginal, adiantou o chefe de divisão do INAG.
A melhoria da drenagem das águas superficiais, a criação de um muro de contenção e a colocação de estacarias estão também contempladas nas obras, que se estendem por sete troços...."

Agência Lusa, 27 de Maio


OC

terça-feira, maio 26, 2009

A Qualidade da Legislação...Colóquio no Parlamento

Hoje, andarei por aqui ... Se puder, passe pelo Auditório do Edifício Novo...!


Osvaldo Castro

domingo, maio 24, 2009

Com os olhos noutras Praças...

JM Correia Pinto, no "Politeia";
João Tunes, no "Água Lisa";
Daniel Oliveira, no "Arrastão"( parabéns pelos 3 anos!);
Rui Bebiano, no "A Terceira Noite";
Miguel Abrantes, no "Câmara Corporativa";
Carlos Santos, no "O Valor das Ideias";




OC

Generalizações precipitadas em processo penal ...por Fernanda Palma



"A afirmação de que a reforma penal de 2007 é “laxista” não tem qualquer base factual.
Devo ao meu professor de Filosofia no Liceu – à data, o Liceu Nacional de Oeiras – um ensinamento de honestidade e rigor no uso das palavras que jamais esquecerei: explicou-me ele, há já mais de trinta anos, que conceitos como "Humanidade" ou "Bem Comum" são tão genéricos, vagos e imprecisos que podem comportar qualquer conteúdo.
No actual discurso penal, há uma afirmação que também ilustra de modo exemplar o equívoco e a indefinição levados ao extremo. Assim, tem-se dito que as leis penais, após a reforma de 2007, permitiram libertar um número elevado de delinquentes perigosos. Mas que significado real e preciso possui, afinal, esta afirmação tão peremptória?
A afirmação seria verdadeira se a reforma tivesse diminuído as penas, sobretudo dos crimes violentos e graves, ou descriminalizado condutas. Mas fê-lo? De modo nenhum: a reforma criou novos tipos de crimes, como a violência doméstica, o incêndio florestal ou o tráfico de pessoas, alargou o âmbito de vários outros e só agravou (nunca atenuou) penas.
A afirmação faria sentido se a prisão preventiva tivesse deixado de se aplicar a crimes violentos e graves. E deixou? A resposta é negativa: a prisão preventiva aplica-se a crimes violentos e graves puníveis com mais de 3 anos de prisão (limite constitucional) e pode durar agora metade da pena a que o arguido for condenado em segunda instância.
A afirmação seria correcta se já não fosse aplicável a prisão preventiva em casos de perigo de fuga, continuação da actividade criminosa ou perturbação da ordem pública. Não o será? A resposta é um novo não: se houver indícios graves, como sempre se exigiu e decorre da Constituição, a prisão preventiva continua a ser aplicável nesses casos.
A afirmação seria ainda plausível se a introdução de prazos mais rigorosos na investigação criminal facilitasse a libertação de delinquentes perigosos. Facilita mesmo? Mais uma vez, não: os prazos correspondem a uma exigência de maior eficácia na perseguição e punição dos crimes, a que o sistema de Justiça terá de dar resposta.
A afirmação de que a reforma penal de 2007 é "laxista", introduzida no debate jurídico e retomada, de tempos a tempos, no debate político, não tem, pois, qualquer base factual. Não há nenhuma relação de causa e efeito entre as novas leis (e a pretensa "libertação de perigosos delinquentes" que elas não autorizam) e o aumento da criminalidade.
Mas a insistência nesta afirmação talvez consiga tornar verdadeira, ao nível das consequências, uma tese que assenta em pré--compreensões e generalizações precipitadas. Se tal suceder, é de recear que alguém venha apresentar propostas incompatíveis com o Estado de Direito – da eliminação das garantias de defesa à abolição dos prazos processuais."

Fernanda Palma, Professora Catedrática de Direito Penal (in Correio da Manhã, 24/Maio/ 2009)

O.C.

Corrida para Bruxelas...ou da busca do Manneken Pis!

A famosa estátua do "menino a urinar", situada em Bruxelas, tem por trás de si muitas lendas e fantasias...uma das mais conhecidas tem a ver com a coragem do jovem filho de um duque que, algures no século XII, em plena batalha, resolveu "aliviar-se" junto a uma árvore... sempre enfrentando e vociferando contra as "fréchadas" desferidas pelos inimigos...

Uma estátua de 30 centímetros que homenageia a coragem...assim uma espécie de condecoração pela bravura do bastonário perante a Moura Guedes...!

E já agora, Bruxelas é o objectivo em 7 de Junho...Vá votar, mas verifique se está recenseado...Pode fazê-lo, clicando aqui.



Osvaldo Castro

sábado, maio 23, 2009

Um raro momento de televisão...!

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OC

quinta-feira, maio 21, 2009

O Eterno Retorno, como disse Mircea Eliade

Não há muito a acrescentar ao que está dito aqui, e ainda bem!


João Paulo Pedrosa

quarta-feira, maio 20, 2009

Haja decoro

Este executivo municipal, logo que tomou posse e com o dr Alberto Cascalho como vereador da Educação, a primeira medida que tomou foi reduzir de 50 euros para 40 euros o subsídio mensal que atribuíamos a cada sala de pré-escolar para material de trabalho das crianças; Depois, não satisfeito com isso, rescindiu contrato com uma empresa de pequenas reparações (substituição de lampadas, vidros partidos, fechaduras, etc), levando a que hoje, por exemplo, esteja escandalosamente uma fechadura avariada numa escola de 1º ciclo há quase um ano e os alunos tenham que entrar pelas traseiras do edifício; Continuando o desprezo pelo sector, não recebem os professores e há associações de pais com dois meses de espera para uma audiência; Não adquiriram nenhum equipamentos de recreio, não renovaram o material das bibliotecas escolares, não criaram uma única sala de Jardim de Infância deixando muitas crianças fora da aprendizagem e, ainda por cima, deitaram para o lixo um projecto para a construção de novas salas e uma creche que lá tínhamos deixado. É este o saldo trágico da actuação deste executivo PCP/PSD à frente da câmara municipal no sector da educação.
Por isso, quem vê agora o dr Alberto Cascalho tão prolixo nos jornais a apresentar a semana da educação, não pode deixar de se indignar e, como dizia Mário Soares, todos temos direito à indignação...



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, maio 18, 2009

Quem subscreve estas palavras?

O candidato do PSD a presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria afirmou ao Jornal Expressões que queria conquistar os vieirenses e cativar os mouros. Conhecendo a personalidade em causa, esta linguagem típica de contratadores de gado, não me surpreende. É, no fundo, tentar explorar para proveito próprio sentimentos e desconfianças ancestrais entre populações, alicerçadas em bairrismos exacerbados vindos de épocas remotas onde predominava a ditadura, o analfabetismo e a pobreza. Se há obrigação fundamental que incumbe aos políticos é, justamente, esta, lutar contra todas as formas de intolerância, de fanatismo e de menorização da cidadania. Colocar as populações umas contra as outras (os da Vieira contra os da Marinha ou vice versa) com base na exploração de sentimentos de inveja social que estão cada vez menos presentes no espírito das pessoas e que são cada vez mais incompreensíveis em democracia, é um exercício de acção política típico de países de terceiro mundo e que merecem o nosso total repúdio.
As campanhas eleitorais devem-se fazer com ética e elevado espírito cívico e não procurar a facilidade aparente da exploração dos sentimentos das pessoas, procurando colocá-las umas contra as outras. Mesmo que consideremos que o actual poder autárquico descriminou, na sua acção política, as freguesias da Vieira e da Moita, porque não são da sua cor política, isso não nos dá o direito de considerar a população da freguesia da Marinha como mouros. A prazo, os resultados da exploração destes sentimentos, trazem más consequências a todos os níveis. O pior que uma pessoa que está na vida pública pode fazer é ceder à ilusão de atitudes aparentemente fáceis e rendíveis.
Nesta medida, quero aqui lançar um desafio ao candidato do PSD à câmara municipal, ´para que se demarque destas palavras e para que diga publicamente se acha que as pessoas que vivem na Marinha Grande são mouros e, já agora, se se reconhece nesta linguagem e neste estilo de fazer campanha eleitoral. É para sabermos com o que contamos!
PS - agradeço que a resposta (se entenderem que a devem dar) a este desafio não seja em língua de pau, ou seja, agradeço que o candidato à câmara municipal não diga coisas do tipo, "frase fora do contexto", "palavras mal interpretadas" e coisas do género, porque todos sabemos que o candidato à Junta de Freguesia disse mesmo aquilo que queria dizer, pois é isso que ele pensa, como todos que o conhecem sabem.



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, maio 14, 2009

Até no Santuário de Fátima encontram Quique Flores


João Paulo Pedrosa

quarta-feira, maio 13, 2009

A dúvida

A pré-campanha para as autárquicas está assaz enigmática. A CDU já apresentou uma dúzia de vezes os seus candidatos (na semana passada, na Vieira, dizem-me, juntaram-se uma dúzia de pessoas para rezar o terço), o PSD, segundo relato aqui da vizinhança, encheu a sala do vieirense mas com gente de Leiria e da Marinha, por junto, dos que votam na freguesia, não eram mais dos que rezaram o terço na fonoteca, no entanto, a julgar pelo conhecido espírito folclórico dos protagonistas da noite, bem que podia ser na confissão do reino de Deus. Enfim... ou está tudo cheio de trunfos para as iniciativas seguintes, ou então há aqui muita desinformação, ou melhor, muita informação não revelada.
Enquanto estava a escrever este post, deparo-me com a informação que na próxima sexta-feira, no museu do vidro vai ser apresentado o candidato do PCP à Junta da Marinha Grande, outra vez? Pensei que já tivesse sido divulgado e apresentado, já que não há novidade...
Não será tudo isto, afinal, apenas uma estratégia para garantir semanalmente meia página no jornal da terra? Se for, não me parece bom sinal.



João Paulo Pedrosa

Esclarecimento

Quando construi este blogue, em 2005, o objectivo era criar um instrumento de comunicação com os eleitores, tendo em conta que me candidatava a presidente da câmara municipal. Comprometi-me, como se devem lembrar, a continuar o blogue, num registo diário de acção política, se tivesse sido eleito presidente da câmara. Como isso não se veio a verificar, e como gostei da experiência, decidi continuar com o blogue, agora noutros moldes.
Como o exercício solitário da blogosfera é demasiado exigente, convidei um conjunto de pessoas para aqui escreverem. Alguns acederam ao convite e, numa fase inicial, o Praça Stephens diversificou-se. A pouco e pouco, só eu e o Osvaldo Castro mantivémos uma postagem regular, por isso, o blogue acabou por ficar "meu e dele", não obstante já termos vindo a falar da necessidade de lhe acrescentar mais colaboradores o que, por manifesta falta de tempo de ambos, não tem sido possível concretizar.
Vem isto a propósito de perguntas que me têm sido feitas por mail no sentido de saber se o Praça Stephens vai ser o blogue oficial da campanha de Álvaro Pereira para a câmara municipal. A resposta é óbvia. A candidatura está organizada e é da responsabilidade da concelhia do PS da Marinha Grande, não sabendo eu se esta forma de comunicação vai ser seguida ou se é sequer partilhada pela nova equipa de candidatos. Cada candidatura, em cada momento, adopta os mecanismos que entende para fazer passar a sua mensagem e estou certo que vão encontrar formas ainda melhores para o fazer.
Em suma, este blogue ( eu próprio e o Osvaldo Castro) apoia a candidatura de Álvaro Pereira e das restantes equipas do PS, faremos aqui a apologia das vantagens dessas candidatura em detrimento das concorrentes e vamos continuar com o blogue da forma como o temos vindo a fazer até aqui, quase todos os dias. É o que gostamos de fazer e, como diz o ditado, "quem corre por gosto não cansa".



João Paulo Pedrosa

Nós, Europeus em Leiria

Realizou-se ontem em Leiria com casa cheia (mais de 200 pessoas), a sessão de apresentação da candidatura de Vital Moreira ao Parlamento Europeu. Depois da apresentação do manifesto, o candidato prestou-se a responder às dúvidas e aos esclarecimentos do público. O Prof. Vital Moreira na sua forma simples e clara, deu uma verdadeira lição de assuntos europeus, o que é fundamental para aproximar ainda mais os cidadãos do projecto de construção Europeia.
Foi ainda apresentada a independente, professora do 2º ciclo do ensino básico, Amélia do Vale como mandatária.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, maio 11, 2009

O que diz Vital...(2)...ao jornal "Público"





Vital diz que o PS “não teme ser julgado nas eleições europeias”

11.05.2009 por Nuno Simas


O cabeça de lista do PS às europeias, Vital Moreira, fala sobre as suas dúvidas quanto a ser federalista e diz que o défice democrático é coisa do passado. Acredita que o Tratado de Lisboa será aprovado e elogia José Sócrates pela resposta à recessão.

Como se define: europeu e federalista?
Europeu a favor de uma União cada vez mais estreita, para usar uma expressão que está nos tratados. Utilizar qualificações que são no mínimo polissémicas, no pior dos sentidos, não ajuda nada a qualificar a nossa posição. Obviamente, a União Europeia (UE) tem traços federalistas, mas não é um estado federal. Devemos ser prudentes e responsáveis quanto a configurar o futuro institucional da UE. Se o Tratado de Lisboa for aprovado, como desejo e espero, a configuração institucional da UE vai ficar estabilizada durante um período longo.
Tem receio da palavra federalista?
Não, não. É apenas a fidelidade da palavra àquilo que existe, que não é ainda um estado federal nem sei se algum dia o chegará a ser.
Há um défice democrático na UE?
Esse é um problema do passado. Inicialmente, esse défice era óbvio: a UE já tinha poder legislativo, executivo e judicial e não havia nenhum órgão representativo. Os Governos legislavam em Bruxelas sobre matérias que a nível interno eram dos seus Parlamentos e não havia transparência nem escrutínio. Criou-se a cidadania europeia, o Parlamento Europeu (PE) passou a ser directamente eleito, tem vindo a crescer, e o Tratado de Lisboa até vai trazer algumas novidades notáveis em matéria democrática: a democracia aprofunda-se e alarga-se. O PE passa a ter mais poderes. O conselho de ministros, quando legisla, passa a ter reuniões abertas. Mais democrático do que entre nós!
Há poucas semanas, Mário Soares defendeu o imposto europeu. Também é a favor?
Um dos grandes problemas da UE é ser uma união económica quase completada, e depois ter um orçamento exíguo. A questão dos recursos financeiros tem de ser encarada. A ideia de um imposto europeu introduz um ruído que não facilita as coisas. Pode ser um elemento, mas pode não ser necessário. Temos é de ver as coisas em termos gerais: deve ou não a UE ter mais recursos? O orçamento comunitário ser tão reduzido como é - um por cento do PIB da UE - e assentar nas contribuições dos Estados-membros constitui hoje uma clara limitação da capacidade de intervenção. Por isso, a esquerda é a favor de aumentar os recursos financeiros da União.
Está a discutir-se política interna a mais e Europa a menos nesta campanha?
Estas são eleições para eleger deputados ao Parlamento Europeu, que vão aprovar leis europeias, fiscalizar a Comissão Europeia e não para aprovar leis nacionais, criticar ou vigiar o Governo nacional. Hoje não há política europeia que não tenha repercussões nacionais. Quem procura reduzir as europeias ao debate de questões nacionais está a fazer duas coisas censuráveis: desconsiderar a UE e a autonomia e importância das eleições e a desconsiderar os eleitores, induzindo-os em erro quanto ao que vão votar.
Mas as europeias serão um ensaio para as legislativas...
Ao nível europeu, a disputa é entre a visão de esquerda democrática, reformista, progressista do PSE e, por outro, a visão conservadora, liberal, mais económica e menos social que caracteriza o PPE. A clivagem é a mesma, os protagonistas são os mesmos. É natural que os cidadãos vejam as europeias com os paradigmas das eleições nacionais, sem ignorar que os temas não são os mesmos. O que está em causa nas eleições é a continuação da actual hegemonia de direita, com políticas conservadoras, neoliberais, ou o reforço das posições de esquerda, com políticas mais progressistas, mais sociais. Penso é que se tornou mais clara essa opção, dado o fosso entre o PS e o PSD. O PSD entrou numa deriva liberal, conservadora, anti-reformista, anti-investimento público.
Teme ser penalizado nas urnas pelas políticas do Governo?
O Governo há-de ser julgado globalmente...
Agora?
Porque não? O PS não teme esse julgamento. Vai ser julgado desde logo pela sua política europeia. E nisso poucos não admitem que foi uma brilhante legislatura ao nível da política europeia.
Atenção, que nessa equação também entra a política interna...
Já lá vamos. Mas há desde logo a política europeia: o êxito na negociação das perspectivas financeiras, a brilhante presidência da União e a cereja no bolo que foi o Tratado de Lisboa. Neste plano, o PS não merece censura, só aplauso.
Mas há ainda o lado interno, as manifestações, o desemprego...
Vivemos num Estado democrático e é natural que haja sectores que acham que têm razões de queixa. Mas há alguma reforma que não crie insatisfeitos? Como se pode acabar com regimes especiais no sector público que nada justificavam? Como fazer uma reforma da educação, da segurança social, da saúde sem criar resistências? Quando se quer reformar e aperfeiçoar o desempenho do Estado, há que encarar resistências. Não há que julgá-las de outro modo. O que é de admirar não é que Portugal esteja a ser atingido pela recessão, a diminuição do investimento, do consumo interno e das exportações. O que é de admirar é que, sendo um país da periferia da UE, uma economia aberta, relativamente frágil pelas suas dificuldades estruturais vindas do passado, Portugal tenha resistido melhor do que muitos países. Basta olhar para a Espanha, onde o desemprego vai em 15 por cento. Isto não nos alivia as dificuldades, mas torna claro que o facto de pertencermos à UE e à zona euro e com políticas correctas de resistência deste "barco" que é o nosso país à "vaga", a crise que nos atingiu, fazem com que estejamos menos mal do que a média. Isso é um mérito e não um demérito.
O que é para si ganhar as eleições?
Ganhar as eleições. Por mais um voto, mais um deputado.
Qual acha que deve ser o envolvimento de José Sócrates na campanha: discreto ou activo?
Cabe ao eng.º José Sócrates determinar a sua intervenção. O que posso é pôr em relevo o seu empenho, a sua determinação em fazer destas europeias eleições que contam, e que o seu envolvimento valoriza e torna claro a responsabilidade que o PS põe nestas eleições...
Excerto de entrevista concedida ao Público e publicada em 11/05/2009
OC

Para votar...falta menos de um mês! Sabe onde está recenseado?

Para confirmar o seu recenseamento para as eleições basta que escreva o seu nome, nº do Bilhete de Identidade e data de nascimento...e pode fazê-lo aqui.
OC

A quem interessa falar do bloco central?...

Obviamente, tal como já o escrevi no Jornal de Leiria da passada semana e aqui publiquei, interessa, sobremaneira, a quem pode ser esvaziado pela bipolarização partidária que as sondagens vão revelando...no caso, aos chamados pequenos partidos, como o salientei nestas declarações ao DN....

E interessa a quem, de modo pouco avisado, suscitou a questão no último discurso do 25 de Abril...sim o PR, cuja importância e força de recandidatura sempre poderá insuflar se não houver condições eficazes de governabilidade assentes numa maioria estável e coerente.
Osvaldo Castro

domingo, maio 10, 2009

De facto, não há palavras!

Esta foto mostra-nos a Fonoteca Juvenil da Vieira inaugurada pelo executivo municipal do PS. Tratava-se de um espaço multi-funções (informática, cinema, musíca, jogos, biblioteca, etc) destinado aos mais jovens. Para a gestão do espaço celebrou-se um protocolo com uma colectividade local, a BIP, para assegurar o funcionamento e a actualização dos equipamentos. O actual executivo da coligação PCP/PSD tratou logo de arranjar um conflito com a BIP e a Fonoteca Juvenil está sem funcionar e encerrada, privando os jovens de Vieira de Leiria de ter acesso a um equipamento desta qualidade.
Qual não é o meu espanto, caros leitores, quando vi, esta semana, anunciado por aí, que a sessão de apresentação do candidato do PCP à Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, Sr Albino, iria ser feita neste espaço. Nem sei o que dizer...



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, maio 08, 2009

O milagre da multiplicação do saneamento

O patusco recitador de chinês, ex-porta voz da moribunda coligação PCP/PSD, presenteia-nos hoje - o que penhoradamente agradecemos - com um texto onde demonstra aos incautos os muitos milhões de euros que a ineficaz maioria camarária terá gasto em obras e, sobretudo, obras de saneamento básico no concelho. Ora, como o requerimento que o deputado Rui Rodrigues fez, há meses, na assembleia municipal, para que lhe seja fornecida a listagem de tão importantes obras, ainda não chegou; E como, de memória ou consultando as actas e os relatórios do presidente à assembleia municipal, ninguém encontra tão profícuo desvelo obreiro, só pode tratar-se mesmo de milagre de nossa senhora.
-" Olhem, já que vem aí o 13 de Maio, não se esqueçam de mandar acender um velinha...".

Como diria Odete Santos "noventa anos para isto"!







João Paulo Pedrosa

Gato escondido com o rabo de fora

Hoje, na reunião de câmara, esteve presente uma alteração orçamental onde, basicamente, se retirava dinheiro de obras definidas, elencadas e aprovadas em plano de actividades, para reforçar uma rubrica genérica de "obras diversas". Cheirou-me a esturro e votei contra, fazendo um declaração de voto onde refiro que não executar obras concretas e prever realizar obras abstractas, me parecia uma manobra de campanha eleitoral cujos contornos me pareciam pouco claros. Ainda assim requeri que me fosse dada a listagem dessas obras.
No fim da reunião perguntei ao dr Cascalho se havia algum problema disciplinar na câmara, uma vez que o Jornal da Marinha Grande referia, na edição de hoje, que os funcionários não já obedeciam ao sr Artur Oliveira. Referiu-me que não, que o vereador mantinha a autoridade e que isso era uma invenção do jornal, o vereador não abriu a boca.
Como costuma dizer o povo, não há fumo sem fumo... e chegou-me ao ouvido, já posteriormente, que o dr Cascalho, ultrapassando o trabalho e as orientações do vereador, mandou parar a pavimentação de ruas (o chamado alcatrão eleitoral), dando ordens expressas para que estas apenas se fizessem nos meses de Julho e Agosto, ou seja, um mês antes das eleições.
Penso que os leitores estão agora em condições de perceber porque é que na alteração orçamental no início da reunião de hoje se reforçou a rubrica "obras diversas". As eleições estão à porta.
Bem, se o sr Vereador não tem nada para fazer, pode dedicar-se a uma tarefa mais prosaica, entreter-se a recolher assinaturas para o seu pressuroso movimento cívico. A cidadania agradece...



João Paulo Pedrosa

O verdadeiro caceteiro

Miguel Tiago, o excelso deputado do PCP que acusou Vital Moreira de agredir os trabalhadores todos os dias é, nesta foto, o primeiro da esquerda.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, maio 04, 2009

Sondagem da CESOP/Univ Católica, por Pedro Magalhães

(Para DN/JN/Antena 1 e RTP)

Legislativas.

CESOP/Católica, 25-26 Abril, N=1244, Presencial.

PS: 41%
PSD: 34%
BE: 12%
CDU: 7%
CDS-PP: 2%
OBN: 4%

Mais detalhes aqui.


"Em grande medida, esta sondagem CESOP/Católica mostra continuidades com o estudo anterior (de Dezembro passado) e com outras sondagens de outros institutos. O PS continua a ser o partido com mais intenções de voto, como em todas as sondagens de todos os institutos realizadas desde, pelo menos, Novembro de 2005. Da mesma forma, está aquém da maioria absoluta, como em quase todos os estudos divulgados desde o "caso da licenciatura". O Bloco de Esquerda, que nos dois estudos anteriores do CESOP estava praticamente empatado com a CDU, passa-lhe desta vez à frente, na linha das outras sondagens entretanto divulgadas. Francisco Louçã continua a ser o líder partidário avaliado mais favoravelmente pelos eleitores, ao passo que José Sócrates continua em terreno negativo. A avaliação que é feita do governo pela maioria dos eleitores - e não apenas pelos votantes prováveis - continua também negativa: 61% classificam-no como "mau" ou "muito mau", contra 60% no estudo de Dezembro. E da mesma forma, a maioria (54%, contra 56% em Dezembro passado) continua a achar que nenhum partido da oposição faria melhor que o actual governo se estivesse no poder. Até a votação no CDS-PP, que nas últimas sondagens do CESOP tem aparecido com valores particularmente baixos, não foge àquilo que a tem caracterizado nos últimos meses: uma enorme instabilidade. Em todas as sondagens feitas desde Outubro, mesmo retirando as do CESOP, o CDS tem obtido valores que oscilam entre os 4% e os 10%.Dito isto, estes resultados suscitam uma questão interessante. Uma das tendências do conjunto de todas as sondagens conduzidas por todos os institutos desde 2005 é a de uma aparente diminuição da bipartidarização do sistema, expressa na soma de votos do PS e do PSD. Nas eleições de 2005, PS e PSD obtiveram, em conjunto, 74% dos votos. Mas se olharmos para todas as sondagens conduzidas nos últimos seis meses, são raros os casos em que essa soma correspondeu a mais de 70%. Este estudo, contudo, recoloca a soma dos dois partidos em 75%, dada a subida do PSD em quatro pontos percentuais desde Dezembro. Várias hipóteses se levantam aqui. A primeira, que não podemos excluir, é que esta sondagem não esteja a captar, por razões metodológicas difíceis de inventariar ou por mero erro amostral, essa real queda do Bloco Central. A segunda é que, pelo contrário, a queda do Bloco Central tenha sido algo sobrestimada por outras sondagens. A verdade é que as sondagens do CESOP nunca apontaram para perdas tão drásticas como as de outros institutos (o valor mais baixo desde 2005 foi, precisamente, o de Dezembro passado, 71%). E a terceira, mais interessante, é que a aproximação das eleições esteja agora a reconduzir eleitores aos principais partidos - especialmente ao PSD - , motivados, entre outras coisas, por considerações de natureza estratégica (ou seja, pelo "voto útil"). Teremos de esperar por mais estudos (ou pelas próprias eleições) para percebermos qual delas (se alguma) é a mais plausível.(comentário publicado também em versão abreviada no DN; o título foi atribuído pelo jornal) "

posted by Pedro Magalhães at
7:06 AM in "MARGENS de ERRO"
OC

Um Link Inevitável...A honradez de Saramago!

Sem comentários....as palavras de Saramago valem tudo o que significam!




OC.

sábado, maio 02, 2009

Eles andam por aí...

Ontem, tal como em Janeiro de 1986! Os mesmos métodos, os mesmos objectivos, os mesmo protagonistas e até as mesmas explicações. Tudo repetido a papel químico. Se lerem as respostas da época, vão encontrar as mesmas que agora foram dadas pelo deputado Miguel Tiago. Para quem, como eu, viveu aqueles momentos, é tudo tão igual que até parece que a história se repete. A única diferença foi Carvalho da Silva que depois de ter dito as palavras mais inqualificáveis e abjectas sobre este incidente, lembrou-se que há televisão, imagem e eleições à porta. Há, pois, que dar uma ideia diferente do que se é. Afinal a história repete-se mesmo, mas para pior. Sabemos o que eles pensam, não saberemos é se o dirão sempre.


João Paulo Pedrosa

Com os olhos noutras Praças...

Pedro Adão e Silva, Léxico Familiar
Paulo Pedroso,Banco Corrido
Ana Paula Fitas, Eleições 2009 Público
Guilherme Pereira
Tiago Moreira Ramalho, Corta Fitas
Miguel Abrantes, Câmara Corporativa
João Tunes, Água Lisa
Lília Bernardes, Puxa Palavra
Carlos Santos, O Valor das Ideias
Pedro Vieira, Arrastão
Daniel Oliveira, Arrastão


OC

sexta-feira, maio 01, 2009

A reacção serena mas firme de Vital Moreira

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OC

A vergonha de um jovem deputado comunista através do Twitter...

Às vezes, quanto mais jovens mais velhos estalinistas...é o caso do descrito no País Relativo.



OC

A fúria estalinista sobre Vital Moreira...!





OC

Vital Moreira agredido e insultado por manifestantes da CGTP...!

Trinta e cinco anos passados sobre o 25 de Abril,ainda há estalinistas que violam as mais elementares normas da liberdade e da democracia...Ver aqui.



OC

Falar Verdade…a Mentir…!



Todos terão já reparado naqueles cartazes em que a face hirsuta e levemente enegrecida da Drª Manuela Ferreira Leite se faz acompanhar de uma frase forte:”Falar Verdade”.
É também por isso que muitos se espantam que a líder do maior partido da oposição tenha gravado uma entrevista à SIC Notícias em que respondeu afirmativamente ao inefável Mário Crespo, quando interrogada se admitia a hipótese de participar de “um bloco central” face a um cenário de inexistência de maioria absoluta após as eleições de Outubro.
Para estupefacção de muitos e surpresa de outros tantos, antes mesmo de a entrevista ter ido para o ar, Manuela Ferreira Leite, dizia exactamente o contrário do que tinha gravado poucas horas antes…
Se isto é “falar verdade”, os eleitores que o apreciem.
Mas, compreenda-se, Ferreira Leite disse inicialmente o que lhe vai na alma. Perante uma mais que provável derrota do PSD em legislativas, a líder do PSD já percebeu que só tem uma hipótese de sobreviver à tona da vida política. Ou seja, manter a direcção do PSD, assim fugindo aos ajustes de contas de Rui Rio, Aguiar Branco, Marcelo e quejandos, escondendo-se, anichada, num hipotético governo de “bloco central”. Reconheça-se, se a isto se acrescentarem os tempos de pandemia económico-financeira que se vivem, naturalmente que muitos portugueses poderiam até ver no seu desejo e atitude o sentido de estado que falta a muitos outros dirigentes da direita política e do radicalismo esquerdista.
O mesmo é dizer, Ferreira Leite podia bem ter tirado o trunfo que em vários meses de oposição nunca logrou. Evidentemente, tal declaração, a de aceitar participar num governo de “bloco central” trazia no bojo, bem à vista, a aceitação de uma derrota nas próximas legislativas, o que não é sequer coisa pouca.
Mas foi, exactamente, ao dar-se conta do erro estratégico em que incorria, chamada à pedra pelos seus mais próximos, admita-se, que obrigou Manuela Ferreira Leite a vir de afogadilho corrigir tudo o que lhe ia na alma e que, além do mais, supunha ela, corresponderia ao real sentido da sua interpretação do recente discurso presidencial no Parlamento.
Em termos de coerência e de verdade, no caso, “apanhou-se mais depressa um mentiroso que um coxo”, com todo o respeito pelo politicamente correcto em matéria linguística.
Em sede de orientação táctica, a líder do PSD escreveu nos seus cartazes que falar verdade é admitir que vai ser copiosamente derrotada.
Em matéria estratégica, a Drª Manuela Ferreira Leite incorreu num erro de palmatória em que, infelizmente, estão a incorrer muitos comentadores, mesmo de esquerda. Ou seja, é demasiado cedo para fazer cenários de benefício eleitoral aos pequenos partidos dos leques extremos. O que vai contar para os portugueses, em última instância, será a governabilidade do país, o mesmo é dizer, a criação de condições de exercício do poder, de resolver os problemas candentes do défice da economia, da coesão social e do emprego, em termos tais que possibilitem a existência de maiorias sólidas e assentes em princípios ideológicos consistentes e não contraditórios.
Portanto, aos incautos, há que dizer sem peias: não se precipitem, o “bloco central” não está em cima da mesa e desenganem-se os que querem, à esquerda ou à direita, fazer de tais despautérios o seu tema de campanha eleitoral.
Osvaldo Castro