quarta-feira, abril 29, 2009

Declaração Política



"Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não."

Nos últimos três anos o PCP tem-se aproveitado vergonhosamente das comemorações do 25 de Abril para fazer propaganda político-partidária. Tem directamente a ver com isto os discursos efectuados pelo presidente da câmara na sessão solene que tem lugar na varanda do edifício da câmara municipal.

Ao falar em nome do município, o sr presidente da câmara esquece-se que está a representar todo o colectivo camarário, em consequência da população que representam. Ora, nem eu, nem nenhum dos vereadores do PS, se sente representado pelas suas palavras ( as deste ano e as dos anos anteriores), porque elas não encerram nenhuma mensagem de valor político sobre o 25 de Abril, são antes um péssimo panfleto de retórica político-partidária, a que nem sequer escapam os actuais slogans eleitorais do PCP/CDU.

Já este ano, a varanda da câmara municipal, quase exclusivamente, se cingiu ao PCP e aos seus apaniguados e a diminuição drástica de marinhenses na Praça Stephens foi pública e notória. Infelizmente, é do meu conhecimento que muitos marinhenses que organizaram sessões de comemoração do 25 de Abril se recusaram a ir para a Praça, onde o presidente da câmara confundia as comemorações do 25 de Abril com o comício do PCP no Império.

Se o presidente da câmara não pedir desculpas à população por este vergonhoso aproveitamento partidário de uma cerimónia pública, os partidos políticos, no próximo executivo municipal, deverão propor um novo formato de comemorações do 25 de Abril. Era a última coisa que merecia ser objecto de conflitualidade político-partidária na Marinha Grande, mas ao sectarismo deste PCP já nada escapa!



João Paulo Pedrosa

terça-feira, abril 28, 2009

Uma diferença decisiva

São cada vez mais os municipes da Marinha Grande que se queixam do acesso difícil aos membros da Câmara Municipal. O PS escolhe, justamente, para primeiro e segundo da lista à câmara municipal dois ex-presidentes de Junta de Freguesia. Ou seja, dito por outras palavras, aqueles que estão habituados, como é sua obrigação, a receber os municipes a qualquer hora e em qualquer local.



João Paulo Pedrosa

Palavras ditas: Não vou ser o Cascalho de Barros Duarte!




João Paulo Pedrosa

Votação do PS sobre as contas da câmara municipal

Declaração de voto:
Os vereadores do PS votam contra os documentos de prestação de contas fazendo deles, e por essa razão, um juízo político muito negativo pelas razões que passamos a enunciar:
A câmara municipal de maioria PCP/PSD arrecadou a maior receita dos últimos anos e, ao mesmo tempo, concretizou uma das mais baixas taxas de investimento. Portanto, os cidadãos da Marinha Grande viram as suas taxas, tarifas e impostos aumentados sem que isso se tenha traduzido por maior criação de riqueza e melhor qualidade de vida das populações. Os cidadãos pagam mais à câmara municipal e, em contrapartida, receberam muito menos.
Com esta gestão PCP/PSD o concelho empobreceu e as populações perderam qualidade de vida.
A maioria PCP/PSD foi incapaz de gerir a câmara com rigor e eficácia, não acautelando a poupança necessária na despesa corrente para investir em obras que trazem mais-valia e valor acrescentado à Marinha Grande.
A aquisição de bens e serviços é disso um exemplo claro e inequívoco, com o seu valor a atingir a sua expressão mais elevada dos últimos anos, dando razão a toda aquela população que acusa a câmara municipal de desperdiçar recursos em lombas, canteiros e semáforos, como se fosse uma grande junta de freguesia. Sem esta poupança nas despesas e, não fora o aumento brutal da receita, podíamos ter corrido o risco da câmara ter entrado em incumprimento legal na relação despesa corrente/receita corrente, com prejuízos claros para sectores fundamentais da qualidade de vida das populações como é o caso da educação, água e outros serviços de primeira necessidade.
Não estamos livres de, com a crise internacional em que vivemos, um destes anos, haver uma diminuição drástica da receita corrente e aí o que é que a câmara faz? Prescinde dos funcionários? Deixa de prestar o serviço de água à população? Presumimos que não fazem a mais pequena ideia!
A verdade é que só com poupança efectiva na despesa é que a câmara municipal pode acautelar o futuro da prestação destes bens e serviços à população com total segurança.
É de notar ainda, a agravar tudo isto, que a câmara municipal aumenta significativamente a despesa, não obstante ter recebido do Governo apoio financeiro para um conjunto de iniciativas que antes eram suportadas pelo orçamento camarário, como é o caso das refeições escolares, por exemplo.
Como já referimos a receita da câmara municipal aumenta substancialmente, o que significa que os munícipes pagam mais serviços e mais caros; Mas a receita cresce também – e isso é muito importante – por força de algum aumento das receitas de capital, ou seja, transferências de fundos comunitários e outros da administração central para a câmara municipal.
No entanto, através de uma leitura cuidada da informação, constata-se que os fundos comunitários arrecadados não são devidos ao mérito ou à capacidade de realização desta maioria PCP/PSD, mas ao executivo anterior. Na verdade, em bom rigor, as candidaturas ao PITER, ao URBECON, ao PRAUD e o POLIS são quem alimenta o conjunto de fundos captados e nenhum é da responsabilidade deste executivo municipal.
Aliás, nesta matéria, a Marinha Grande é talvez o concelho que menos fundos comunitários tem vindo a captar dos programas europeus. Mais uma vez a Marinha Grande vê os seus vizinhos a andar para a frente e nós a andarmos para trás.
Em termos globais e como consequência do que já foi dito, a execução do plano de actividades é muito baixa, realizando este executivo PCP/PSD pouco mais de 30% (5.853.570 Euros) do que estava inicialmente previsto. Para uma câmara que arrecada 23.339.396 Euros de receita, apresentar pouco mais de 5 milhões de euros de investimento é uma tragédia para o desenvolvimento e para o futuro do concelho. É porque estes responsáveis políticos de maioria PCP/PSD foram incapazes de trazer mais investimento ao concelho, que a Marinha Grande empobreceu muito durante este mandato autárquico.
O saldo é duplamente negativo: É negativo no trabalho realizado e na política que seguiram.
Com efeito, esta maioria actual discriminou os vereadores do PS de toda e qualquer actividade na câmara municipal, marginalizaram-nos, nunca os chamaram para a tomada de decisões e nunca aceitaram ou consideraram as suas propostas, não obstante terem na câmara municipal o mesmo número de mandatos que a CDU e com a agravante, é bom não esquecer, de o actual presidente da câmara não ter sido escolhido pelos eleitores para essa função.
O investimento realizado no concelho de apenas 30% em relação ao que estava inicialmente previsto é o espelho e o resultado desta política de discriminação e marginalização dos vereadores do PS. Uma palavra final para o PSD que, infelizmente, já nem está representado na câmara municipal. O seguidismo acrítico e cego que fizeram da maioria CDU desde o primeiro minuto depois das eleições de 2005 não podia ter dado melhores resultados: Ficaram sem um vereador e levam 30% do que afirmaram à população ser de 100%.

Marinha Grande, 24 de Abril de 2005

Os vereadores do PS



João Paulo Pedrosa

Com os olhos noutras Praças...

Rui Namorado, O Grande Zoo

Raimundo Narciso, Puxa Palavra

Rui Pena Pires, Canhoto

Miguel Abrantes, Câmara Corporativa

Vital Moreira, Causa Nossa

Carlos Santos, O Valor das Ideias

Nuno Teles, Ladrões de Bicicletas


OC

domingo, abril 26, 2009

E a falar de Abril e da Liberdade...


"....Vou, simplesmente, falar de Abril e do compromisso que ele representou, e continua a representar, para todos aqueles que acreditam que é necessário concretizar o sonho e a utopia que esse dia trouxe a Portugal e a muitos países do Mundo.
Devemos, por isso, recordar, para tornar presente, a madrugada em que o povo português acordou de um pesadelo de quase 50 anos, com a Revolução na rua.
Devemos recordar, para não esquecer, a ausência de liberdade, as prisões políticas, a tortura, a censura, a guerra e o isolamento internacional em que Portugal vivia.
Devemos recordar, para homenagear, todos aqueles, homens e mulheres, que deram a vida pela liberdade, os jovens estudantes que nas universidades desenvolveram as lutas estudantis (alguns dos quais estão aqui presentes no hemiciclo e que, daqui, também cumprimento), os artistas, os cantores de intervenção e toda a população que participou nessa madrugada em que aconteceu a Liberdade.
Devemos ainda recordar, para elogiar, aqueles militares de Abril que já nos deixaram e os que, não se conhecendo o nome nem o rosto, regressaram aos quartéis sem que alguma vez tenham sido objecto de qualquer distinção, havendo ainda hoje, incompreensivelmente, militares a aguardar a reconstituição das suas carreiras prejudicadas pela sua participação no 25 de Abril de 1974.
Falar de Abril é, por tudo isto, compreender e tornar presente o dia em que o povo sonhou ser possível alcançar as conquistas e as esperanças que foram a luta de uma vida.
Falar de Abril é, não esquecer os sonhos e as utopias, tendo presente as dificuldades da concretização de tais sonhos.
Falar de Abril é, também, reconhecer as diferentes concepções e modelos de sociedade que imediatamente se apresentaram e desenvolveram e que, embora com os mesmos objectivos de procura de uma sociedade mais fraterna, provocaram nos primeiros anos da revolução momentos muito próximos da guerra civil. É verdade! Falar e recordar Abril é ter consciência do quanto “custou a Liberdade”.
Falar de Abril é, recordar o fim do isolamento a que estávamos votados, encontrando o nosso espaço natural na Europa em que o PS teve um papel fundamental e determinante. E é afirmar esta Europa como um actor na política internacional, reconhecendo os seus valores como referências universais.
Falar de Abril é, falar do fim da guerra, sem esquecer os milhares de mortos e feridos que, durante treze anos, enlutaram muitas famílias portuguesas.
Falar de Abril é, ter presente os novos países que conquistaram a sua independência e sublinhar a importância da lusofonia e da língua portuguesa num projecto que se desenvolve na CPLP, como forma de novo relacionamento com os PALOP’s e Brasil.
Falar de Abril é, falar dos filhos dessa geração que, vivendo hoje em liberdade e democracia, se confrontam, passados 35 anos, com novos problemas e dificuldades trazidos pela globalização e pela alteração do paradigma de vida.
Falar de Abril é, reconhecer, hoje, que a vida não tem sido fácil, nomeadamente para os mais desfavorecidos, e que o futuro se apresenta incerto, apesar do esforço que ao longo destes 35 anos os vários governos têm vindo a desenvolver.
Falar de Abril é, enfim, saudar, o povo português, tantas vezes esquecido e sacrificado ao longo do tempo, protagonista e verdadeiro herói da nossa História, incluindo do 25 de Abril, quando de novo assumiu o destino nas suas mãos.
O 25 de Abril é de todos os portugueses, é um património colectivo, já histórico, que nada e ninguém pode destruir. Entre ventos e marés, entre ousadias e acertos, ou erros e desvios, evitáveis ou inevitáveis, mas sempre, no fundamental, de uma forma que fez da «revolução dos cravos» a menos violenta e a mais generosa das revoluções em todo o mundo, abrindo aliás o caminho e servindo de exemplo para outros processos de transição democrática.
Na verdade, devemo-nos orgulhar por tudo que se conseguiu e continuarmos a lutar pelo que falta conseguir. Porque a luta pela liberdade, a luta contra a tirania, qualquer tirania, a luta contra qualquer forma de discriminação, a luta pela igualdade de oportunidades, pelo direito de todos, sem excepção, a condições de vida decentes, está no seu código genético e continua a marcar a sua acção a todos os níveis. Incluindo, naturalmente, no Governo. E, ao dizê-lo, não estamos a proclamar nenhuma exclusividade, nem muito menos reclamar qualquer monopólio.
Por certo não terão sido alcançadas todas as metas desejadas, mas não podem restar dúvidas, hoje, de que o balanço é francamente positivo. Não podemos esquecer tudo o que foi conquistado. Portugal é um País diferente do que existia em 1974 e negar esta verdade é pura miopia política e incapacidade de projectar um futuro colectivo.
Celebrar 35 anos do 25 Abril é celebrar 35 anos de Liberdade em Portugal....


.....Por tudo isto, ao falar de Abril, hoje e aqui, gostaria, de me dirigir à Assembleia da República e a todos os deputados, de todas as bancadas, sem excepção, para vos dizer que é em vós, em todos e em cada um, que eu sinto que Abril está vivo porque Abril é de todos aqueles que, das mais diversas formas lutam pela democracia e pela liberdade.
E é nesta Assembleia, mesmo no cruzar de uma enorme diversidade de posições ideológicas que, em muitas ocasiões, sentimos os momentos de tensão que antecipam aquelas que são as nossas vitórias colectivas. Aqui sente-se, nas mais diversas situações e contradições, a luta por uma sociedade melhor.
Para quem tem a honra de representar os eleitores, que mais pode desejar um deputado militar de Abril?"

editado por OC

Marques Junior no discurso do 25 de Abril...

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OC

sexta-feira, abril 24, 2009

O 25 de Abril Valeu a pena!

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OC

quinta-feira, abril 23, 2009

Ulysses, de James Joyce, pois claro…

No dia mundial do Livro

Pediram-me meia dúzia de linhas sobre “o livro da minha vida”. O mais fácil, ou politicamente correcto, seria estrondear com um qualquer livro de autor português…que os há e de grande qualidade. Vem-me ao teclado e à memória o perfume de Margarida, esse símbolo de quinze gerações açorianas de “meninas belas, filhas umas das outras”, do “Mau tempo no canal”, do imperdível Vitorino Nemésio.
Porém, por entre a minha verdadeira perdição, o meu vício, pelos livros – coisa de adolescente que felizmente se mantém – é indiscutível que nunca esquecerei o Stendahl da “Cartuxa de Parma”e menos ainda as “Memórias de Adriano”, de Marguerite Yourcenar, esse poderoso encontro entre a escritora do século XX com um Imperador romano que viveu 19 séculos antes. É o domínio da ficção, através da carta-testamento ao jovem e futuro imperador, Marco Aurélio. É, com rigorosa fidelidade histórica, o entrecruzar da biografia de um homem com as nuvens anunciadas da decadência de Roma. É um quase monólogo sobre a (sua/nossa) vida, um olhar fundo por sobre a precariedade da existência humana e da inevitabilidade da morte…
Mas as histórias vividas, no dia 16 de Junho de 1904, pelo irlandês Leopold Bloom, nas ruas, bares e bordéis de Dublin, são, verdadeiramente, a reconstrução da odisseia de Ulysses da epopeia homérica.
Bloom sai de casa para tarefas tão comezinhas como comprar comida para a mulher, ir aos Correios levantar cartas da sua amante e para as suas funções de publicitário….e acaba por perder-se no dia e na noite de Dublin. O regresso de Bloom à sua Ítaca, a sua casa, após gloriosa bebedeira, escorraçado de mais um bar, culmina, tal como Ulysses, uma verdadeira peregrinação por tudo o que de perigos e prazeres foi criado por mãos e mentes humanas.
Pisando o pé para conhecer os caminhos, Joyce, através de Bloom, dá a conhecer culturas, filosofias, línguas, maneirismos, religiões, preces, magias e erotismos, sem esquecer as famas etílicas irlandesas.
Enfim, um livro enciclopédico, difícil, denso, a que o leitor tem de voltar inúmeras vezes. Um livro cuja edição esteve proibida na velha Inglaterra até 1936 e nos Estados Unidos até 1933,por ser considerado obsceno! E no entanto, os sábios da literatura incluem-no entre os 50 melhores livros de sempre. E não poucos atribuem ao livro de Joyce a verdadeira criação do discurso narrativo do romance moderno.
É o meu livro de cabeceira, apenas porque do engenho da sua trama narrativa, mas também das suas variadas complexidades, é obrigatório voltar a ele amiúde, até para o compreender melhor. Já agora, o tão mundialmente celebrado Bloomsday comemora-se,sempre, a 16 de Junho.

(Texto reescrito, com ligeiras adaptações, sobre um original publicado em 2004)
Osvaldo Castro

Talvez amanhã, num jornal perto de si...

a informação que não dispõe. Queria ir por um determinado partido político e mandou recado. Num outro sondaram-no junto da população e não teve aceitação. Diz-se agora que não servindo para primeiro, irá em segundo. À espera de lá chegar, nem que seja pela porta do cavalo. Assim vai a ética da academia...




João Paulo Pedrosa

PS - este post não é realidade é apenas um pequeno teste para me iniciar em romances de cordel agora que morreu Corin Tellado.

A mim ninguém me cala

é uma conhecida expressão de Manuel Alegre para assinalar, aos mais incautos, o valor do pensamento livre. Pois eu sigo-lhe o rasto!
O PCP da Marinha Grande se pensa que me cala ou impede de expressar o que sinto, está muito enganado. E ainda a procissão vai no adro...
Não há texto que escreva, opinião que difunda ou ideia que perfilhe que não tenha logo atrás de mim um conjunto de dobermanns e caniches do pensamento único, atacando, não as minhas ideias, mas a minha pessoa com insultos. Agora entraram numa nova modalidade, são provavelmente os mesmos a escrever os textos, mas dão-nos a assinar a inimputáveis. Se pensam que me calam, bem podem esperar sentados.
Até às eleições conto dizer tudo aquilo que penso sobre o futuro do meu concelho e sobre a total incapacidade política destes actuais protagonistas para lhe darem um rumo de progresso e desenvolvimento. Podem continuar a malhar em mim!
Citando François Mauriac, ao tribunal da nossa consciência apenas convocamos testemunhas de defesa.



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, abril 22, 2009

O prometido é devido!

a Assembleia Geral de Militantes da Secção de Vieira de Leiria acaba de aprovar, por unanimidade e aclamação, o nome de Joaquim Vidal Tomé para candidato a Presidente da Junta de Freguesia.
O "Quim da Leontina", como é habitualmente conhecido, tem 56 anos e foi gerente bancário do BCP nas Caldas da Raínha, Pombal, Leiria, Marinha Grande e Vieira de Leiria. Terminou recentemente a sua carreira de bancário no cargo de director.
Profissional de elevada competência, cidadão de grande dedicação à comunidade e ao associativismo é ainda um vieirense muito estimado e considerado em toda a freguesia. Vai ser um grande Presidente!



João Paulo Pedrosa

E Depois do Adeus, uma das senhas do 25 de Abril,na voz de Paulo de Carvalho, letra de José Niza e música de José Calvário...



OC

terça-feira, abril 21, 2009

Os leitores do Praça Stephens merecem

saber amanhã, em primeira mão, o segredo mais bem guardado deste defeso eleitoral, nada mais nada menos que o nome do candidato do PS a Presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria. Entre vendedores de banha da cobra e criaturas pífias o PS vai, mais uma vez, arrasar.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, abril 20, 2009

Com os olhos noutras Praças...

Diana Andringa, "Caminhos da Memória"


Rui Paulo Figueiredo, "Câmara dos Comuns"


Eduardo Pitta, "Da Literatura"


Carlos Fiolhais, "De Rerum Natura"


Paulo Jorge Vieira,"5 Dias"



OC

Soltem as palavras...São os 35 do 25...






A guerra colonial durou 13 anos e matou e estropiou milhares de jovens portugueses e africanos.
A voz que se ouve no filme é a do presidente do Conselho António Salazar que chefiou uma ditadura que durou quase meio século.

OC

sexta-feira, abril 17, 2009

O seu a seu dono

Foi com grande perplexidade que vi escrito em alguns jornais desta semana que, após a realização de um inquérito, a câmara municipal tinha deliberado pedir à ACIMG a restituição de verbas não gastas com a iluminação de Natal.
Perante esta falsidade há que esclarecer o seguinte:
1 - Como devem estar lembrados este inquérito foi exigido pelos vereadores do PS, contra a vontade do dr Alberto Cascalho que, na altura, achava que já não havia mais nada para esclarecer;
2 - O dr Cascalho só aceitou "uma coisa parecida com o que foi proposto" desde que isso fosse feito no recato do seu gabinete e ao encargo, apenas, da respectiva chefe;
3 - Na última reunião de câmara foram presentes as conclusões, mas não nos foi entregue qualquer relatório (tendo-o nós solicitado), razão pela qual não houve, ao contrário do que dizem os jornais, nenhuma votação;
4 - Apesar de já ter decorrido uma semana e o relatório ainda não nos ter sido entregue para consulta, a haver benefício para o município ele deve ser atribuído à acção de quem não o desejava realizar?
Por favor, um pouco mais de rigor!



João Paulo Pedrosa

Comemorações do 17 de Abril de 1969


Flores e Balões distribuídos à População de Coimbra
Por: Mário Rui Pereira

"A Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra distribuiu hoje, dia 17, flores e balões pela baixa da cidade de Coimbra. Esta iniciativa pretende recuperar a Operação Flor e Balão de 1969.

A distribuição foi feita por elementos da Direcção Geral da AAC .


Foi por uma rua estreita e escorregadia que os estudantes começaram, esta manhã, a chegar à praça 8 de Maio.

Alguém pergunta, “e as flores?”. “Estão a vir!”, responde um universitário de capa aos ombros e balões na mão. Era meio-dia e o céu ameaçava cinzento.


Esta curiosidade não era inocente, Mário Fonseca de 70 anos, esteve aqui em 1969: “Há 40 anos deram-me uma flor!”, afirma com satisfação.

“Andavam, aí os polícias e os estudantes à pancada”, acrescenta Mário Fonseca ao mesmo tempo que aponta para o grupo de estudantes concentrado em frente à Igreja da Santa Cruz.

Foi a 3 de Junho de 1969 que a polícia de choque carregou sobre os estudantes na Praça da república. Estes, para se protegerem da violência correm para o Mercado Municipal.


A confusão dentro do mercado acabou por resultar na destruição de algumas bancas de venda. Como forma de compensar o prejuízo causado, os estudantes decidiram comprar todas as flores naturais à venda e oferece-las à população.

Vivia-se um período de contestação, luto académico e solidariedade pelas detenções dos outros colegas a 17 de Abril de 69.

Entretanto chegam as flores, e a chuva. Mesmo assim começa a distribuição. Pela rua principal da baixa, ninguém dispensa receber uma flor e um balão. Há quem desça das janelas por uma geribéria vermelha, “mas das direitinhas”.

Quando questionado sobre o número de balões e flores distribuídos, o presidente da DG-AAC, Jorge Serrote responde: “não faço ideia são centenas”.

À medida que vai sendo feita a distribuição transparece a preocupação de explicar às pessoas o porquê da iniciativa e qual o seu significado. Os balões, e tal como em 1969, têm mensagens interventivas dos estudantes para a população.

Ao longo de todo o dia em Coimbra vão decorrer diversas actividades em comemorações do 17 de Abril de 1969. "





Jornal Universitário de Coimbra - A CABRA - Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra
R. Padre António Vieira, 2º piso 3000-Coimbra · Tel/Fax: +351 239 821 554
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Osvaldo Castro

quinta-feira, abril 16, 2009

Adriano , Para os 40 Anos do 17 de Abril,em Coimbra

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Osvaldo Castro

UM LINK INEVITÁVEL...

Palavras de Abril, por Rui Namorado, no Grande Zoo


OC

terça-feira, abril 14, 2009

Já estou no Twitter

http://twitter.com/jppedrosa, a seguir a Fernanda Câncio eheheheh!


João Paulo Pedrosa

segunda-feira, abril 13, 2009

17 DE ABRIL DE 69 – 40 ANOS DEPOIS




O tempo é uma respiração da memória. Mas há uma subtil alegria, quando nos sentimos parte de uma memória colectiva que simultaneamente nos acolhe e transcende.

É em redor de uma dessas memórias que vamos confraternizar. Sem quebrar a nossa irredutível singularidade, soubemos projectar-nos em conjunto num horizonte de esperança. E é isso que está escrito no livro da memória.

No próximo dia 17 de Abril, sexta-feira, em Coimbra, a partir das 19 horas, nos Jardins da AAC, por iniciativa da respectiva Direcção Geral, vamos comemorar o regresso ao futuro sem saudade.

Vamos comemorar o 17 de Abril, em confraternização com os actuais estudantes, que nos deram a imensa honra de ligar as comemorações do 17 de Abril de 1969 com o 25 de Abril de 1974. Não é fácil estar à altura de um simbolismo tão amplo.

Não sintamos, contudo, o peso de imaginárias glórias. Fomos apenas homens comuns que se juntaram e se ergueram, tendo podido, por isso, ficar de pé frente ao destino. É assim que nesta memória queremos homenagear muitas outras, sejam elas largas avenidas da história, sejam pequenas memórias da resistência e da esperança pelas quais, na teimosia de um dia a dia penoso, muitos teceram a possibilidade de um futuro.

Vale a pena inscrevermo-nos nessa confraternização dos 40 anos da crise de 1969. De facto, hoje, é já possível compreender com clareza que a presença de cada um de nós é verdadeiramente indispensável.

Dado que haverá jantar (custará cerca de 10 Euros, por pessoa) e animação, é preciso saber-se atempadamente quantos seremos. Por isso, tens que te inscrever, desde já, indicando claramente o número de pessoas a que corresponde cada inscrição, a qual terá que ser feita o mais tardar até 14 de Abril, por e-mail, para o seguinte endereço 17abril@academica.pt .


Coimbra 26 de Março de 2009


Com um abraço amigo

Décio Sousa
Estela Castilho
Fernanda Campos
José Dias
Manuela Lacerda
Rui Namorado

Com os olhos noutras Praças...

Carlos Barbosa de Oliveira, Delito de Opinião

Ana Gomes, Causa Nossa

Oscar Carvalho, A Pente Fino

Daniel Oliveira, Arrastão

José Manuel Dias, Cogir

Eduardo Pitta, Da Literatura



OC

sábado, abril 11, 2009

A Primavera em Praga...



Manhã luminosa de sol. Trinta mil pessoas na praça do castelo. Uma euforia jovem, própria de quem sofreu muitos anos de céu cinzento.


Obama, dizem, foi inspirador e deu confiança ao mundo e às economias. Sem escamotear as dificuldades... mas arregaçando as mangas para resistir às Cassandras da política e da economia. Desde logo assumindo compromissos em matéria de desnuclearização. E logo na República Checa,onde, sabe-se, o problema tem toda a sensibilidade da Nato a Leste...


Mas sobre Obama em Praga não deve perder-se o que escreve na SIC on line o excelente Daniel Cruzeiro.








Osvaldo Castro

terça-feira, abril 07, 2009

Espero que ainda vamos a tempo...

Com uma pressa que surpreende totalmente, tomei conhecimento, pela comunicação social, que as antigas instalações fabris da IVIMA iam ser demolidas. Tratando-se de uma unidade fabril com mais de 100 anos de existência, espero e desejo que a câmara municipal (no meio desta pressa toda) não se tenha esquecido de salvaguardar, na aprovação do pedido de demolição, a preservação do património histórico/industrial, designadamente fornos antigos que, sem colocarem em causa os vergonhosos armazéns que para lá destinaram, podem ainda ser preservados e musealizados. Penso que não é difícil, nem isso colocará em causa o uso que lhe está destinado, se se preservarem, com recuperação, algumas peças de arqueologia industrial de inegável valor. Por muito menos, aliás, iniciou um anterior executivo comunista uma prospecção de arqueologia industrial na antiga fábrica da Angolana.
É bom chamar a atenção dos responsáveis, enquanto é tempo, senão, amanhã, um dia destes, colocam-se lá umas máquinas para demolir as instalações e, num ápice, perdem-se artefactos únicos da história, elementos fundamentais da nossa cultura e da nossa identidade de forma perfeitamente evitável.
Na próxima quinta-feira conto questionar a câmara sobre tudo isto, espero que não seja tarde!



João Paulo Pedrosa

domingo, abril 05, 2009

As razoes da candidatura de Paulo Pedroso-Espaço Almada 2009: CONVITE

Espaço Almada 2009: CONVITE

Paulo Pedroso, estou ao teu lado no teu maior combate politico!


Meu Caro,

Só nao estou na Incrível Almadense porque a Assembleia me obrigou a sair do país, em representação parlamentar.
Sei que estão aí os teus amigos e os militantes do PS, os simpatizantes e os independentes por Almada. Sei que tens ao teu lado, porque o conheci, um partido de gente competente, jovem e capaz de transformar o concelho onde te candidatas. Sim, fazer dele uma terra onde apeteça viver...!
Almada, pelo que vi e pelo que sei, precisa urgentemente da tua inteligência,da tua criatividade e da tua coragem pessoal e política.
Submeteres-te ao escrutínio popular será talvez a melhor lição que poderás dar aos que tentaram destruir a tua vida...mas nao apenas por isso....essencialmente porque Almada e o distrito de Setúbal ficarão a ganhar com o contributo de um dos melhores da sua geração.
Abraço,



Osvaldo Castro e João Paulo Pedrosa



PS - Não pude estar lá no domingo como era minha intenção, mas ofereço-me para lá ir fazer campanha seja em que missão for (JPP).

sexta-feira, abril 03, 2009

Don Giovanni(abertura) Mozart, conduzido por Von Karajan

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OC

Sondagem Expresso/SIC/RR

Partidos pequenos perdem força

Amanhã poderá ler no jornal, mas vá pensando...



OC

quinta-feira, abril 02, 2009

Da importância das eleições europeias...

"...Para dizer em poucas palavras, se Portugal não tivesse entrado na UE em 1986, e no euro em 2002, é mais que evidente que a actual crise internacional já teria reduzido o país a um incomensurável desastre. Algo bem pior, seguramente, do que o que sucedeu à “rica” Islândia, ou no mínimo, a uma situação de risco cambial e de desastre financeiro com proporções tão irremediáveis como as que aconteceram à Irlanda, à Letónia ou à Hungria.
Portugal, que atravessa uma grave crise decorrente da situação financeira internacional, ancorou-se no euro como meio de defesa contra os mais desastrosos danos da crise, o que só vem retirar argumentos àqueles que sempre defenderam as posições do nacionalismo soberanista e que rejeitavam a nossa adesão e integração plena na moeda europeia…para já não falar daqueles que rejeitavam a adesão à própria União Europeia!
Portugal não deve à EU apenas a consolidação democrática, a modernização ou a maior prosperidade económica e as melhorias em infra-estruturas, devemos essencialmente a maior qualidade de vida, a modernização tecnocientífica e a liberdade de circulação de pessoas, bens e mercadorias.
É também por tudo isto que os cidadãos portugueses devem encarar as próximas eleições europeias com o maior sentido de responsabilidade, contrariando e revertendo os tendenciais níveis de abstenção de actos eleitorais recentes..."


(Excerto de crónica que hoje publiquei no Jornal de Leiria)


Osvaldo Castro