sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Com os olhos noutras Praças...

João Abel Freitas, O bem estar social nos inícios do século XXI
João Tunes, Cultura e Internet
António Dornelas, Romper o Ciclo Vicioso
João Pinto e Castro, "Quem tem lucros não pode despedir"
Ana Paula Fitas, Como se fazem os Santos?
Rui Namorado, Pintores Solidários com a Origem da Vida






OC

Um Link Inevitável...

Com a devida vénia, dou por reproduzido tudo o que o Tomás Vasques aqui , deliciosamente, prantou...Com Conquilhas destas não há JAD que não baixe os olhos...em sinal de "desculpas de mau pagador"...
Osvaldo Castro

Combater a crise económica é também reforçar o investimento público,diz José Sócrates


Leiria, 26 Fev ( Lusa)
O primeiro-ministro José Sócrates defendeu hoje, em Leiria, que a estratégia de combate à crise passa por reforçar o investimento público, considerando que este dá oportunidades às empresas e emprego à população.
“O mais importante, não tenho dúvidas, é reforçar o investimento público no nosso país, porque só o investimento dá oportunidade às empresas portuguesas e só o investimento público dá mais oportunidades de emprego”, afirmou o chefe do Governo na assinatura da concessão Litoral Oeste, que prevê um investimento inicial de 348 milhões de euros na construção e beneficiação de estradas nos distritos de Leiria e Santarém.
José Sócrates afirmou que “um pouco por todo o mundo”, os governos, independentemente da cor, “procuram pacotes de investimento para responderem às necessidades de animação da sua economia”
“Não vi ainda nenhum governo no mundo, quando apresenta os seus programas anti-crise dispensar o investimento público”, acrescentou José Sócrates, admitindo, contudo, ser necessário a “estabilidade do sistema financeiro”, a melhoria das “condições de acesso ao crédito”, como também responder “às necessidades das famílias mais carenciadas que podem ser mais atingidas pela crise”.
“O que se pede às lideranças não é que nos entretenhamos a descrever e a lamentar a crise, é que façamos alguma coisa para combater a crise”, disse ainda.
O primeiro-ministro reconheceu que “a questão principal” é saber se o investimento contratualizado agora “é bom ou mau para o país”, mas lembrou que o custo/benefício “também se mede”.
“Nesta concessão, como em todas as outras, antes de se lançar o concurso, fez-se um estudo custo/bemefício”, recordou o governante, considerando que na concessão rodoviária Litoral Oeste o documento “é particularmente elucidativo”.
“Essa relação entre o investimento e o benefício é muito favorável”, assinalou José Sócrates, sublinhando que “satisfaz todos aqueles que exigem que o investimento público tenha qualidade”.
O primeiro-ministro reiterou que o País precisa de “obra e rápido”, manifestando satisfação pelo consórcio vencedor, que integra, entre outras empresas a Somague, o Grupo Lena e a Brisa, anunciar o início dos trabalhos em Junho, para concluir em Fevereiro de 2012.
“Há um síndrome de urgência em todo o mundo”, lembrou José Sócrates, que apontou a necessidade de se fazer “coisas rápidas”, pois este “vai ser dos anos mais exigentes” para a economia portuguesa.
José Sócrates destacou, por outro lado, que as vias previstas na concessão vão fazer-se “contra ventos e marés”.
“Há quem naturalmente preferisse que esperássemos mais 15 anos para as fazer. Mas isso seria um erro”, disse, lembrando que as vias “já foram prometidas há muito tempo e a região há muito tempo que as espera”.
“Só quem não conhece a região é que se atreve a pensar que a região iria esperar mais 10, 15 anos para ter acesso a infra-estruturas rodoviárias”, declarou o chefe do Governo, considerando o investimento necessário para uma “economia moderna” e para “a qualidade de vida que a contemporaneidade hoje exige e hoje impõe”.
A concessão Litoral Oeste tem uma extensão total de 109 quilómetros: 85 de lanços a construir, acrescidos de 24 quilómetros de troços já em serviço para exploração.
Inclui a concepção, construção, aumento do número de vias, financiamento, exploração e conservação, com cobrança de portagem aos utentes, da ligação em auto-estrada entre a A1 e a A8, em Leiria, (IC36) e a Variante da Batalha ao IC2.
Já nos lanços sem portagem estão integrados o IC9 entre Nazaré e Tomar, e as variantes de Alcobaça e Nazaré, assim como a Cintura Oriente e a Via de Penetração, ambas em Leiria, e o IC2.
SYR.Lusa
OC

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Blogues no congresso do PS




Por proposta minha ao presidente da comissão organizadora, Luis Capoulas Santos, o congresso do PS, a realizar nos próximos três dias em Espinho, vai pela primeira vez acreditar Blogues para a cobertura noticiosa. Fico muito feliz por isso e dedico essa conquista, verdadeiramente inovadora a nível nacional, a todos aqueles que fazem deste instrumento da web uma ferramenta de comunicação e interecção com outros e, sobretudo, um espaço de liberdade!

Não há bela sem senão, mas foi através dos blogues que conheci um dos meus melhores amigos . Valeu a pena!





João Paulo Pedrosa

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Aconteceu há 40 anos, em Praga...

Este é o Memorial a Jan Palach e Jan Zajic junto à estátua de S.Venceslau, na Praça que leva o mesmo nome...mesmo em frente ao Museu Nacional. Precisamente no local onde se imolou pelo fogo, Jan Palach,aos 19 anos, no dia 16 de Janeiro de 1969, como forma de protesto político contra a invasão por tropas do Pacto de Varsóvia, que pôs termo à "Primavera de Praga". O mesmo é dizer, terminar pela via brutal dos tanques com um conjunto de reformas de natureza liberal e reformista que o governo checo-eslovaco de Alexander Dubcek liderava, assim antecipando as reformas que Gorbachov viria a conduzir com êxito, 20 anos mais tarde, na então URSS.
Em continuação da luta dos estudantes checos e na senda do acto de máximo simbolismo de Palach, inúmeros dos seus colegas decretaram uma greve da fome em homenagem ao sacrifício do seu colega.
É nesse contexto que Jan Zajic, decidido a tornar imorredoiro o acto de coragem de Palach, opta por lhe seguir o exemplo, ateando fogo a si próprio, no exacto local onde se imolara o seu colega.
Era o dia 25 de Fevereiro,faz hoje 40 anos.
Jan Zajic tinha 18 anos de idade...!Deixou cartas escritas à família e aos companheiros de luta em que explica politicamente o seu gesto, apesar do seu amor pela vida...
Mais alguns jovens, em Praga e noutros locais da, então, Checoeslováquia quiseram passar pelo martírio do fogo, imolando as suas vidas na luta pela liberdade e pela democracia.
Nunca os poderemos esquecer.
Osvaldo Castro

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

As pontes de Praga...

Praga é uma bela cidade,com séculos de história e pedras ou monumentos que falam.
Trata-se de uma cidade com muitas pontes sobre um rio estreito...
Foi também disso que se falou na Conferência de presidentes das Comissões que tratam de assuntos relativos à administração interna, no âmbito da presidência checa.
O tema consubstanciava o problema da conexão entre a segurança ambiental e a imigração legal ou ilegal...Questão complexa e problemática em tempos de crise globalizada. Há quem defenda que haja muros e até que os muros cresçam...há também quem preconize e se bata pela construção e consolidação de pontes, mesmo quando adequadamente reguladas. Foi o caso de vários dos países com governos mais "open minded"...foi o caso do parlamento português através da minha voz.
Convenhamos,nestes tempos de alguma xenofobia, os rios têm margens apertadas, mas, mais que nunca torna-se necessário construir mais pontes com África,onde os problemas ambientais tornam ainda mais dura a vida dura...e o mesmo com os demais países que carecem em absoluto de arranjar fonte de vida para os seus habitantes desempregados e sem os mais elementares meios de subsistência.
Hoje falou-se muito de seca em África e noutros países onde a água escasseia...
Em Praga, ao cair da noite, no fim da reunião,quando saí do Parlamento checo caía neve em flocos pequenos...
Fiz-me ao caminho atravessei a Charles Bridge e calcorreada a ponte, dei por mim a pensar que a Europa tem deveres para com os países mais pobres, para com a África ...
E vai ter de cumpri-los.

Osvaldo Castro

domingo, fevereiro 22, 2009

Europa de acordo na regulação e fiscalização de todos os mercados...

" Os países europeus pertencentes ao grupo do G20 chegaram hoje a um acordo quanto à necessidade de uma regulação e uma fiscalização de todos os actores dos mercados onde se incluem os fundos de investimentos especulativos chamados de hedge funds.
O grupo de países europeus do G20, reunidos hoje na Alemanha na cidade de Berlim onde preparam a cimeira de Londres de 2 de Abril, chegaram a um consenso sobre a necessidade de "nenhum mercado financeiro, nenhum produto financeiro, nenhum actor dos mercados poder agir sem regulação ou fiscalização". Estas informações foram prestadas por fontes do governo alemão que adiantaram ainda que “o pedido de uma regulação directa dos hedge funds também não foi posta em causa por nenhum dos participantes".

Normalmente os fundos especulativos são acusados de ter, pela sua volatilidade e opacidade, contribuído para a crise financeira internacional que se vive, embora os britânicos se tenham até agora mostrado reticentes quanto a uma regulação mais eficaz destes fundos. A iniciativa da reunião de hoje partiu da chanceler Angela Merkel que convidou os seus homólogos e os ministros das Finanças europeus do G20, Reino Unido, Itália, França, a que se juntaram ainda a Espanha e a Holanda, para definirem antes da próxima reunião do G20, a 2 de Abril, uma linha comum sobre a reforma financeira internacional. Ainda segundo as mesmas fontes foi possível no final da reunião de hoje em Berlim conseguir “progressos claros e importantes no acertar de uma posição comum dos participantes europeus na cimeira de Londres". No final do encontro foi igualmente anunciado que “os ministros das Finanças reunidos hoje para preparar a reunião do G20 não publicarão um texto comum no final do encontro” tendo renunciado a fazê-lo “sobretudo para deixar aos países da União Europeia ausentes a possibilidade de se juntarem a uma posição comum para a cimeira financeira de Londres".

Fundo Monetário com mais fundos

Os países europeus do G20 reunidos hoje em Berlim também "chegaram a acordo para apoiar uma duplicação dos recursos do Fundo Monetário Internacional para lhe permitir ajudar os seus membros depressa e de forma flexível". No entanto, esta promessa já foi classificada como uma simples declaração de intenções, porque falta saber como é que os países europeus vão contribuir para "reforçar os recursos" do fundo. A instituição financeira internacional tem sublinhado nas últimas semanas que os seus recursos actuais para empréstimos aos países em dificuldades correm risco de esgotar se a crise económica internacional durar muito tempo. O Japão, entretanto, anunciou a intenção de emprestar até 100 mil milhões de dólares à instituição financeira mundial."


RTP,2009-02-22 14:49:5



OC

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Joana Amaral Dias...a brincar ao Carnaval?

No excelente Bicho Carpinteiro ,onde posta muito o excelente Medeiros Ferreira, Joana publicou o texto ja' linkado...So' pode ser brincadeira de Carnaval...Nao quero crer que a Joana Amaral Dias, la' por ter sido enxovalhada pelo seu partido, culpe por tudo o governo e o primeiro ministro...!

Seguramente sabe que a Camara onde se passam os acontecimentos a que alude e' dirigida pelo PS...

Seguramente sabe que o Ministerio Publico goza de autonomia em termos constitucionais e a sua verticalizacao hierarquica tem como vertice o PGR...

Seguramente sabe que a Procuradora que tomou a patusca decisao nao depende em nada do governo...Portanto, estamos no famoso dominio do preconceito do anti-preconceito e a Joana assume-se em pretensas fugas pela esquerda baixa, erigindo o governo em inimigo principal, ou pior do que tudo, a Dra Joana Amaral Dias desconhece o Estatuto dos Magistrados do Ministerio Publico...

Aposto que era apenas um post de Carnaval...?!?!

Oh Dra Joana, esta muito frio em Viena e eu nao acerto com os acentos neste computador de teclado diferente...Sera' que a culpa e' do governo, ou mesmo do Socrates...?





Osvaldo Castro

Elisa Ferreira, uma Mulher de excepcional qualidade para o Porto ...

De Viena, no contexto de uma Assembleia Parlamentar da OSCE(Organizacao de Cooperacao e Seguranca Europeia), presidida pelo socialista Joao Soares, desde ha' seis meses, no meio de muita neve e muito frio...enquanto os vienenses bailaram, ontem, na Opera, #contra a crise# disseram eles,... para me associar aos muitos que ja' saudaram a coragem da Elisa...
Mulher de elevada competencia academica e profissional, ministra do Ambiente e do Planeamento de rara qualidade, deputada nacional de 1a fila e eurodeputada de grande influencia na Europa,tudo cargos que proficientemente desempenhou e desempenha, Elisa pode fazer regressar ao Porto e ao Norte a qualidade de vida e a centralidade que a cidade e a regiao bem necessitam.
Tenho pena de nao ter podido la' estar...



Osvaldo Castro

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Combater a crise económica...

"...Desde logo, foi necessário estabilizar o sistema financeiro, recapitalizando-o, e promover o acesso ao crédito por parte das empresas e das famílias, e tal ocorreu como medida necessária para evitar a falência em dominó do sistema bancário, com todo o cortejo de inevitáveis perigos e problemas para a garantia pública de todos os depósitos, para a confiança dos pequenos e médios depositantes e para a própria confiança interbancária.
E foi indispensável apoiar as empresas e o emprego, o que não estando ainda estabilizado, poderia ser verdadeiramente dramático se o governo tivesse baixado ou cruzado os braços. Ou seja, foi necessário disponibilizar novas linhas de crédito, dirigidas às pequenas e médias empresas e sectores em crise, bem como seguros de crédito à exportação e foram feitos renovados esforços para antecipar o acesso aos fundos comunitários do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e proceder aos pagamentos das dívidas do estado e das autarquias, tudo visando recapitalizar empresas e particulares.
Mas, óbvio se torna que contornar os efeitos da recessão e do desemprego só pode ser conseguido se o governo insistir no investimento público de carácter reprodutivo, nas pequenas e grandes obras, sendo que algumas destas últimas não exigirão avultado investimento no ano corrente e no próximo.
Mas que ninguém duvide, na linha do Prémio Nobel da economia, Paul Krugman, o investimento público é necessário e urgente e com carácter selectivo, ou seja redireccionado para áreas estratégicas. Daí as medidas já definidas viradas para a modernização das escolas, os equipamentos de saúde, as infra-estruturas tecnológicas, o sector exportador e a agricultura.
E combater a crise passa também por apoiar e reforçar a protecção social visando atenuar as desigualdades entre os que mais têm e aqueles que mais precisam..."

Osvaldo Castro (excerto de Crónica a publicar no Jornal de Leiria de 19 de Fevereiro)

domingo, fevereiro 15, 2009

Ler devia ser proibido...!!!




"...ler pode tornar as pessoas perigosamente mais Humanas"





OC

sábado, fevereiro 14, 2009

Com os olhos noutras Praças...

Correia Pinto, no Politeia
Ana Paula Fitas, em A Nossa Candeia
Francisco Seixas da Costa, em Duas ou Três Coisas
Vital Moreira, no Causa Nossa
Correia Pinto, "O casamento entre pessoas do mesmo sexo e a Igreja"
Paulo Pedroso, no Banco Corrido

O Blogue do Francisco, Embaixador em Paris...

"Duas ou três Coisas" é o nome...ele explica porquê. Alega a veia cinéfila, mas em Paris com tal cartaz...não sei. Lembras-te de Seattle? e já agora, foi bom ser recebido por ti em Brasília. Aposto que nos havemos de encontrar em Paris...e já agora, também com os demais diplomatas portugueses..."Duas ou três coisas" está aqui.




Osvaldo Castro

Inverno, de Vivaldi, por Nigel Kennedy...






OC

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

O Francisco Louçã vai pôr ou tirar a gravata...?

(foto surripiada ao Água Lisa)

Pode parecer questão de somenos, mas a verdade é que da sua resposta se poderá concluir dos destinos do BE... sim, todos sabemos da "decisão" que foi instituindo a opção do "preconceito do anti-preconceito", uma espécie de recaída no centralismo democrático de uns tantos e logo aceite por outros tantos, filhos pródigos das concepções "mais vale estar por dentro" do que ser corrido, na esteira da Joana... Foi, pode dizer-se, o tempo da contestação, do "partido do protesto", incapaz de tomar de assalto um ninho de metralhadoras mas apto a vociferar a luta anti-capitalista mesmo que à custa da estafada berraria em frente aos vidros dos bancos.

Sem embargo do desvelo da comunicação social, a verdade é que, 10 anos depois, tais atitudes e concepções não resolveram um só dos problemas reais dos trabalhadores, já lá dizia o "Barnabé"...lembram-se? "Bon chic, bon genre", mas a revolução continua por fazer...

Daí que me pareça que o Francisco está a pôr a gravata, a romper com o "partido de protesto" e a comprometer-se a fazer um rol de promessas num programa de governo...edição de luxo, não em papel pardo...

Ou seja, a procurar percorrer o caminho da implantação de um partido nacional que o PS e o PCP até agora não têm permitido...estribando-se em sectores intelectuais ainda ungidos pelo já redito "preconceito do anti-preconceito" e sacando das candeias para descortinarem os guias operários, que usam gravata quando se justifica, mas que os dirigentes do BE só conhecem de vista...

Francisco coloca a gravata para poder dizer com a direita que "quer tirar a maioria absoluta ao PS", assim mandando às malvas a estratégia que confunde com a táctica... e soletrando maviosamente que "o PS é o inimigo principal do BE"...!?! Como diz o Vital Moreira, trata-se de obsessão (1) , (2)...

E sobre a "convergência das esquerdas", não será que o BE desapertou a gravata e de forma cavilosa e oportuna não se terá esquecido das esquerdas maiores, precisamente o PS e o PCP, ou as sondagens já valem pelos resultados...? Talvez não fosse pior ler o João Tunes no Água Lisa...é bom aprender, aprender sempre.

Cá por mim, o Francisco vai render-se à gravata, o mesmo é dizer, ao "mainstream"..."escovar" o Zé Sá Fernandes é bem típico de um dirigente de partido clássico, ou melhor, nem todos,... que o PS ainda se vai aguentando na tolerância...quero crer...

E vai render-se à gravata porque vai querer mendigar os votos de protesto misturados com os votos dos realmente descontentes...e nestes, é melhor ser realista, aprender com os que querem ver os seus problemas resolvidos,os reais..., a pobreza, o desemprego, a doença, a falta de habitação condigna...

O Francisco vai render-se à gravata porque isso é apenas um pormenor...

Para crescer, sustentada e responsavelmente, vai ter de estar apto a beber do fel que escorre da disponibilidade de dirigir um partido que deve tentar dialogar com toda a esquerda para impedir o regresso da direita ao governo da câmara de Lisboa ou, pior, do país.

Ao invés, se o BE se arrogar do preconceito e rejeitar, como vem dizendo, ser participante nas decisões que o país pode carecer, então que se prepare para o deslise pela colina dos maus resultados...É que os seus apoiantes nunca lhe perdoarão que seja cúmplice no regresso da direita!

E aí,tarde demais, ao Francisco já de nada serve a gravata.

Osvaldo Castro


Scolari despedido do Chelsea...enganei-me por pouco



Como se pode comprovar aqui , enganei-me por um mês...o Felipão já não tem arcaboiço para a extenuante Liga Inglesa, como não tinha para a selecção nacional no último campeonato...Só espero que o Madail não o queira ainda aproveitar...Talvez no Sporting...




OC

José Sócrates quer aliviar carga fiscal da classe média

Lusa

" Ontem em Coimbra, hoje no Porto, Sócrates anda pelo país a apresentar a sua moção "PS:a força da mudança" que vai apresentar ao Congresso Nacional do PS.
Limitar as deduções fiscais às classes mais ricas e reduzir os impostos à martirizada classe média será a grande prioridade do PS no campo da política fiscal. Foi anunciada por José Sócrates no Porto que quer aumentar a escolaridade obrigatória para 12 anos."


O Secretário-Geral do Partido Socialista e primeiro-ministro está a percorrer várias capitais de distrito a apresentar aos militantes de base do seu partido a moção “PS: A força da mudança”, que vai apresentar ao XVI Congresso Nacional que se realiza entre 27 de Fevereiro e 1 de Março, em Espinho. José Sócrates apresenta uma moção que é um claro piscar de olhos ao eleitorado de esquerda, numa tentativa de estancar e mesmo inverter a fuga desse sector do eleitorado para os partidos que tradicionalmente se posicionam à esquerda e que, a fazer fé nas últimas sondagens realizadas têm conhecido um crescimento contínuo. Depois de anunciar a aposta do PS na regionalização, bandeira querida à esquerda e de defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo, Sócrates anunciou este domingo outra bandeira para um futuro Governo do seu partido. Será necessário, diz Sócrates na sua moção, aliviar a carga fiscal da classe média, e reduzir as deduções fiscais à classe possidente. “Aqueles que são mais ricos, não há nenhuma razão para deduzirem o mesmo que a classe média deduz”, afirmou Sócrates na apresentação da moção no Porto. “Têm despesas com a educação, despesas com a saúde, tudo bem, mas as suas deduções não devem ser o mesmo que são para a classe média”, continuou. “É por isso que temos de reduzir essas deduções, com um objectivo. O dinheiro que com isso se poupará de despesa fiscal, servirá para aliviar aquilo que são as contribuições fiscais da classe média”, concluiu. A medida vem, aliás, conforme lembrou Sócrates no Porto, na sequência de um trabalho já realizado pelo actual Governo socialista de combate à evasão fiscal – “também uma forma de fazer justiça”, lembra –, relembrando que o Executivo que lidera “bateu todos os recordes” na recuperação das dívidas ao fisco. "É preciso continuar esse combate, mas, ao mesmo tempo, é preciso aliviar a carga fiscal da classe média", sacrificando as deduções fiscais dos mais ricos, preconizou. Escolaridade obrigatória de 12 anos Numa sala cheia de militantes socialistas que esgotavam o auditório de um dos mais conhecidos hóteis da cidade invicta, Sócrates anunciou ainda uma outra “bandeira política”: instituir no nosso país a escolaridade obrigatória de 12 anos. Actualmente os jovens têm obrigatoriamente que frequentar o ensino até ao 9º ano. O objectivo agora anunciado é elevar até ao 12.º ano a escolaridade obrigatória. José Sócrates já aquando da sua tomada de posse como primeiro-ministro dana sequências das eleições legislativas de Fevereiro de 2005, elegera a educação como factor determinante para o desenvolvimento do país e para a aproximação à média europeia. È no seguimento dessa ideia chave que agora anunciou esta outra “bandeira política” da escolaridade obrigatória até ao 12º ano. Tempo de mais investimento público José Sócrates aproveitou a ocasião para se referir à actuação governamental e às críticas de que tem sido alvo o seu Governo. Na capital do Norte, Sócrates reafirmou que "este não é momento para o Estado baixar os braços". Para lutar contra o desemprego que tem aumentado de uma forma preocupante devido à crise que abala o sistema económico e financeiro internacional com um ritmo gravíssimo de encerramento de empresas, falências e despedimentos, Sócrates afirma a absoluta necessidade de aumentar o investimento público como forma de sustentação do emprego. Não deixou o líder dos socialistas portugueses de dar uma ferroada nos partidos da oposição. Enquanto nos Estados Unidos e nos principais países europeus as oposições pedem aos seus governos para fazerem mais e investirem mais, em Portugal, pelo contrário, essa atitude é contrariada. "Os portugueses não querem saber de politiquices, querem que os políticos apresentem as suas propostas", afirmou."

Eduardo Caetano, RTP,2009-02-08

OC

domingo, fevereiro 08, 2009

Com os olhos noutras Praças...

Correia Pinto, no Politeia
Nuno Ramos de Almeida, no 5 Dias
Medeiros Ferreira, no Bichos Carpinteiros
Tomás Vasques, no Hoje há Conquilhas,Amanhã não Sabemos
Paulo Ferreira, no Câmara dos Comuns




OC

sábado, fevereiro 07, 2009

Locais mal cheirosos...

Quando os animais caem como tordos...o nível fica tão rasteiro que o Corta-Fitas se torna infrequentável...






Osvaldo Castro

Maioria acredita que Sócrates é vítima de manobras políticas...!


"A maioria dos portugueses acredita que José Sócrates está a ser vítima de manobras políticas no caso Freeport e consideram que tem todas as condições para se recandidatar. É o que revela um estudo da Eurosondagem, feito para a SIC, Expresso e Rádio Renascença.


Sondagem Freeport
Maioria considera que Sócrates é vítima de manobras políticas
A maioria dos portugueses é da opinião de que, no caso Freeport, José Sócrates está a ser vítima de manobras políticas. Mesmo assim, são muitos os que entendem que o primeiro-ministro tem de se explicar melhor. Quase 17 por cento são peremptórios em afirmar que não tem culpa do que a família fez ou faz.
Seja como for, a esmagadora maioria considera que José Sócrates tem condições para fazer campanha e apresentar-se a eleições, mesmo que o processo não fique resolvido em breve, apesar de considerar que o caso Freeport está a afectar a imagem do primeiro-ministro.
Para a maioria dos inquiridos da Eurosondagem, casos como o Freeport mostram que o sistema judicial não funciona. Para muitos, fica claro também que a justiça e política não são independentes. São menos os que retiram deste caso a lição de que a justiça tarda mas não falha."

FICHA TÉCNICA Estudo de Opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 28 de Janeiro a 03 de Fevereiro de 2009. O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por Região (Norte - 20,0%; A.M. do Porto - 14,7%; Centro - 28,9%; A.M. de Lisboa - 26,5%; Sul - 9,9%), e aleatória no que concerne ao Sexo e Faixa Etária, de onde resultou Feminino (52,0%), Masculino (48,8%) e 18/30 anos (22,0%), 31/59 anos (53,7%) e 60 anos ou mais (24,3%), num total de 1.025 entrevistas telefónicas validadas, que correspondem a uma taxa de resposta de 83,1%. O objecto da sondagem foi a intenção de voto para eleições legislativas, a actuação de órgãos de soberania e líderes partidários, e questões de âmbito político e social da actualidade. O resultado projectado da intenção de voto, é calculado mediante um exercício meramente matemático, presumindo que os 21,0% respondentes "Ns/Nr" se abstêm. O erro máximo da Amostra é de 3,06%, para um grau de probabilidade de 95%. O Responsável Técnico da Eurosondagem Rui Oliveira Costa Lisboa, 4 de Fevereiro de 2009


OC

Apesar do destempero da campanha do "Freeport"...as sondagens continuam a dar a vitória ao PS!

Pode ler-se aqui a sondagem encomendada pela RR/SIC/Expresso...
E a sondagem da Aximage, para o Correio da Manhã/Jornal de Negócios, pode ser lida aqui...



OC

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

O insolito (actualizado)

Colocaram o edifício da câmara municipal à venda!



João Paulo Pedrosa

PS - Quem clicar agora no link já não aparece o edifício da câmara municipal mas a praceta do vidreiro. Diligentes os serviços, está quase! Talvez hoje possamos ainda saber do que se trata...

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Apelo à luta contra a pobreza...


OC-(via A Nossa Candeia)

domingo, fevereiro 01, 2009

Ler os outros...

Miguel Abrantes, Jornalismo de Investigação
O Tal Canal, no Câmara Corporativa
Correia Pinto, no POLITEIA
Vital Moreira, Freeport(3)






OC

Expresso, Sol, Visão, Sábado e quejandos...pendurados nos estendais da ignomínia!

Como se pode ler no post anterior, um dos sócios da Smith & Pedro, em menos de 24horas, deixou de rastos a manchete do semanário de Pinto Balsemão e retirou qualquer credibilidade aos "emails fatais" que cobrem a primeira página do enublado "Sol", do conspícuo arquitecto Saraiva...
E ademais, as estorinhas publicadas nas revistas e noutros jornais, ditos de referência, desde 5ª feira, apenas "para aquecer os motores"dos semanários de sábado, acabam mergulhadas na mais crua falsidade, apenas passível do residual papel de embrulho para castanhas...
O jornalismo de investigação, na senda da inefável Felícia Cabrita, está a cair bem fundo na matéria Freeport...
Porque não deixam que a justiça faça o seu trabalho de forma descondicionada ?
Os comunicados e declarações do PGR e da Procuradora Geral Adjunta que dirige o DCIAP não são suficientes para evidenciar que José Sócrates não é alvo de qualquer suspeita nem foi constituído arguido? O que vale por dizer que nem sequer carece de qualquer presunção de inocência, pelo menos até ao presente momento.
Como já referi num post anterior,a via do "assassinio de carácter" ou do "linchamento público"já
produziu resultados devastadores em anos bem recentes, e sempre contra dirigentes do PS, razão por que seria prudente que os mais desesperados "tirassem a folga ao gatilho" antes de disparar, ou melhor, antes de vazarem em título e letra de forma notícias inconfirmadas, especulativas e afrontosas do direito ao bom nome de um cidadão que até foi investido como 1ºministro...
Claro, estou crente que os "media" que acabam de ser desmentidos se apressarão a corrigir os logros e inverdades em que terão sido induzidos sob pena de ficar manchada a honra de muitos jornalistas que por eles passaram ou ainda neles trabalham...
Ou não valeu de nada a luta pela liberdade de imprensa?
Osvaldo Castro

Freeport: Manuel Pedro nega ter feito pagamentos ilícitos...

Lisboa, 31 Jan (Lusa) -

"Manuel Pedro, associado da Smith & Pedro, em comunicado enviado à Lusa, afirma que nunca procedeu a "pagamentos ilícitos" e que a única vez que se encontrou com Sócrates foi no Ministério do Ambiente numa reunião pedida pela autarquia de Alcochete.
"Nesse encontro e para além do Sr. Ministro do Ambiente, estiveram presentes os Sr. Secretário de Estado, dr Rui Gonçalves, dois administradores do Freeport, Srs. Gary Russel e Jonathan Rawnsley; representantes do ICN e CCDR, e naturalmente o Sr. Presidente da Câmara de Alcochete, José Inocêncio", refere o empresário Manuel Pedro no comunicado.
No mesmo documento o empresário afirma que além da reunião, cuja data não é referida no comunicado, "jamais" manteve "qualquer encontro de cariz pessoal ou profissional, com o actual Primeiro-Ministro, Engº José Sócrates" e que nunca esteve envolvido em pagamentos ilícitos.
"Nunca procedi a pagamentos ilícitos e nem em circunstância alguma, referi a terceiros ter pago verbas a políticos, governantes ou quaisquer pessoas no exercício de funções públicas".
Finalmente, Manuel Pedro afirma que no âmbito deste caso só vai prestar "declarações no momento e circunstâncias próprias, ou seja, no âmbito do processo judicial que corre, em termos e quando para tal for solicitado pelas autoridades competentes".
O caso Freeport voltou hoje a fazer manchetes nos jornais, com o semanário Sol a falar em “E-mails fatais” e o Expresso de “Mais dúvidas para Sócrates explicar”."
PSP/Lusa
OC