segunda-feira, dezembro 31, 2007

FELIZ E MAIS PACÍFICO 2008...!


Sem esquecer as crianças famintas e violentadas do Darfur, do Quénia, do Iraque, do Afeganistão,do Paquistão...e todas as que sofrem por todo o mundo.
Osvaldo Castro

domingo, dezembro 30, 2007

Obrigadinho,revisores de blogues...

Afinal o Praça Stephens é lido com muita atenção....desta vez calhou-me ser escrutinado por exegetas-linguistas, que confundem o celofane das palavras com a apreensão do seu conteúdo e sentido...enfim, tudo pessoas muito escorreitas no léxico!
De todo o modo, como sou filho de professora primária e não sinto que me caem os parentes na lama quando alguém me sugere que a redacção podia ser mais chã e clara, obviamente que me apresso corrigir, o que já fiz.
Agora, eu que sempre dei a cara e o nome antes e depois da democracia, bem gostaria que os "revisores" de blogues assinassem o seu próprio nome...seria tudo mais transparente e democrático. Mais não fosse para lhes agradecer pessoalmente o cuidado com que me lêem.
E mais,em nome "dos direitos, liberdades e garantias" que, a despropósito, citaram, bom era que respeitassem o direito ao nome de todas as pessoas a que se referem, até para evitarem atribuir corruptelas nominais, por vezes ofensivas e discriminatórias, dos cidadãos a que aludem.




Osvaldo Castro

O ditado popular do coxo e do mentiroso

Chegou-me agora a informação que, há umas semanas atrás, o sr. Saul Fragata do PCP tinha dito num dos seus escritos no Jornal da Marinha que havia duas diferenças muito importantes entre mim e Alberto Cascalho. Um é sociólogo mas tem profissão (professor), o outro é sociólogo mas ninguém sabe o que faz. O sr Fragata é um habitual caluniador, tenho feito o possível para ignorar as suas ofensas com base apenas num facto, que é o das pessoas que nos conhecem, a ambos, mais de perto, de ginjeira, como se costuma dizer, ficarem bem reconfortadas com o meu silêncio.
Todavia, esta prosa merece que, a propósito disto, conte aqui, aos leitores do Praça Stephens, o seguinte:
Curiosamente, têm sido muitas pessoas do PCP, algumas delas eleitas em órgãos municipais, que me têm procurado no centro distrital de Segurança Social de Leiria para ajudar a resolver ou para esclarecer matérias que se prendem com a minha actividade profissional. A ajuda e o apoio que dou não é, obviamente, um favor, mas apenas o cumprimento da minha actividade profissional. Podia dizer, então, ao sr. Fragata que falasse com essas pessoas...
Mas, acontece, que um deste dias, a telefonista da segurança social, liga para o meu gabinete e diz-me o seguinte:
"Tem uma chamada da Marinha Grande, do Partido Comunista, é o sr Saul Fragata, atende ?"
Do outro lado, o sr Fragata estava a ligar-me não para tratar de nenhum assunto de serviço, de facto, mas para meter "cunhas".
O que é que eu devia fazer ? Não lhe atendia o telefone ?



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Os Assassinos não Vencerão !

Sirvo-me para título das palavras que "a defensora dos pobres paquistaneses" usou, em entrevista ao "Le Figaro" ,em fins de Outubro passado, poucos dias após um atentado que provocou mais de 130 mortos e centenas de feridos, dentre as milhares de pessoas que assistiam a uma manifestação popular em torno da principal candidata às legislativas no Paquistão.
Resistente, corajosa, lutadora infrene pela democracia e pela liberdade no seu país, apesar do cortejo de horrores por que a sua família já passara sob as botas dos generais paquistaneses, preferiu a honra, arriscando a vida, ao opróbio da chantagem de terroristas e ditadores.
Mataram-na pelas costas...no decurso de mais um combate pela democracia.
Honra e glória a Benazir Bhutto!
Osvaldo Castro

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Ainda a crise política do concelho

visto por um blogue de referência nacional.


João Paulo Pedrosa

As tendas do sr Artur (actualizado)

Felizmente para o erário público que o tempo melhorou, senão não sei quanto iriam custar os estragos na "feira dos porcos". Ainda assim chegou-me a informação que a revolta imperava lá na passada quarta-feira. Com a chuva que caiu e que se inflitrou na electricidade as balanças deixaram de funcionar e ninguém conseguia vender a mercadoria. A revolta instalou-se entre muitos vendedores e compradores. A procissão ainda agora vai no adro.


João Paulo Pedrosa

quarta-feira, dezembro 19, 2007

A Marinha Grande não está em boas mãos

Hoje, praticamente toda a imprensa escrita e até a televisão, assinalam o problema da água no concelho estar contaminada com Arsénio. Não deixa de ter amplo significado isso só ter acontecido porque um jornal regional o noticiou e por os vereadores do PS terem solicitado esclarecimentos. Fica claro de todo este processo que a câmara municipal sonegou, escondeu, encobriu, receptou esse informação da população e não o devia ter feito.
Na verdade, só agora, quatro meses depois das primeiras análises terem sido conhecidas, a câmara municipal e a autoridade de saúde (ambas estavam ao corrente da situação desde o primeiro minuto) vêm alertar a população e, mais grave do que isso, dizer às mulheres grávidas que não devem beber água porque prejudica a sua saúde e a do seu filho por nascer.
Perante isto é caso para fazer algumas perguntas:
- Porque não informou a câmara a população quando uma parte dela (mulheres grávidas, há quem diga também que pessoas hemodializadas e transplantadas, por exemplo, não podem beber a água, era por isso essencial que as autoridades esclarecessem isto) corria riscos de saúde ? É que nesta altura, caros leitores, andavam os responsáveis autarquicos mais entretidos a tratar do saneamento do presidente da câmara eleito do que propriamente preocupados e a tratar dos problemas do concelho;
- Será que não avisaram a população porque não quiseram que um problema desta gravidade ofuscasse o processo de saneamento político do presidente da câmara ?
- Terá prevalecido o interesse pessoal e partidário em detrimento da saúde pública da população ?
- Quem foi o responsável por ocultar a informação da população ?
- Fê-lo de que forma ? Em despacho ? Deu ordens ao Vereador do Pelouro ? Ou foi o Vereador do Pelouro que deu ordens ao presidente da câmara em exercício ?
- Quem assume essa responsabilidade já que é a câmara, como única entidade gestora da rede de abastecimento público, quem tem competência para tomar este tipo de decisões e não foi confrontada com ela, nem sequer a informação do teor das análises foi transmitida aos vereadores ou a quem quer que fosse ?
- Qual a razão que não informaram os vereadores dessa decisão tão importante para a saúde das pessoas ?
- E se uma senhora grávida tiver tido, nestes meses de omissão de informação, um qualquer problema de saúde ou má formação do seu feto, quem se responsabiliza ?
- E depois da informação só ter vindo a público 4 meses depois, qualquer cidadão que adoeceu neste período de tempo não poderá vir a público acusar a câmara municipal e reclamar dela elevadas responsabilidades ?
- E que consequência é que isso terá na perda de confiança dos cidadãos numa câmara municipal com este grau de irresponsabilidade ?
- Porque é que a autoridade de saúde (ao que diz a câmara), só agora, 4 meses depois, perante a divulgação pública dos dados das análises é que vem fazer um alerta de impedimento de consumo, para mais, quando o seu responsável se encontrava no seu legítimo gozo de férias ?
- Não há mais médicos de saúde pública no centro de saúde capazes de elaborar um relatório sobre esta matéria ?
- Será que os restantes médicos de saúde pública que trabalham no centro de saúde tiveram conhecimento deste processo e deste relatório (uma vez que a câmara informa que pediu informações há dois meses atrás) ? Analizaram-no ? Concordam com ele ? Alguma vez tiveram conhecimento ou acesso ao que se estava a passar?
- Uma matéria desta natureza e com esta gravidade não justifica a colaboração dos outros médicos de saúde pública do concelho ?
- Porque será que, faça sol ou faça chuva, estando de férias ou a trabalhar, todas as matérias polémicas da câmara que, algumas delas, envolvem disputas políticas e partidárias até (mercado do atrium, mercado da feira dos porcos, etc) hão-de sempre encontrar como interlocutor o Dr Artur Felisberto (1) ? Será que é só ele que pode tratar e decidir dos assuntos que envolvem polémicas político-partidárias públicas entre os partidos políticos do concelho ?
- Será que este procedimento ajuda e favorece a confiança dos cidadãos nas suas autoridades públicas?


Estas são algumas perguntas incortornáveis que um processo destes tem forçosamente que ter. O que se passou foi mau de mais para ser verdade, não podemos ter confiança em quem tem à sua guarda a responsabilidade de decidir pela qualidade do nosso abastecimento público. Por mim já tomei uma decisão, enquanto estes protagonistas políticos lá estiverem, nem eu, nem ninguém da minha família, beberá água da rede pública do concelho, não me merecem o mínimo de confiança. E o leitor devia fazer o mesmo.


(1) queria aqui deixar o seguinte esclarecimento: sou amigo do dr Artur Felisberto há mais de 20 anos, hesitei se, em nome dessa amizade, devia calar o que penso sobre todo este processo, conclui que não! Os amigos são precisamente para nos dizerem o que devemos ouvir e não apenas o que queremos ouvir. Já tive oportunidade de lhe dizer isso pessoalmente. Institucionamente a minha relação é de vereador com o sr delegado de saúde. Não confundo as duas coisas, mas elas também não podem, obviamente, ser ignoradas. Limitei-me por isso aqui a lançar apenas questões e interrogações para reflexão de todos, mas é óbvio que tenho opiniões mais sólidas e seguras do que as interrogações que por agora levanto.



João Paulo Pedrosa

Água da Vieira Não Prejudica a Saúde Pública?!?!

Essa é muito boa...então beber ou cozinhar com água com valores de arsénio acima dos normais, não afecta a saúde de qualquer cidadão? Só mesmo as grávidas? E as mulheres em idade fértil que ainda não sabem que estão grávidas?E as crianças?
Como é possível que a Câmara e o delegado de saúde conheçam análises com valores paramétricos acima do normal em 8 de Agosto e só agora informem a população?
Trata-se de uma falta de responsabilidade e de um alheamento do bem estar público muito mais grave do que se poderia esperar de responsáveis autárquicos e de saúde.
E o problema é que as análises de 21 de Novembro mantinham níveis superiores ao normal. Ou seja, pelo menos na Vieira, há três meses e meio que se bebe água imprópria para consumo...
Pior que o despautério do teor fingido do comunicado da Câmara é a falta de sentido de serviço público dos responsáveis do actual Executivo...
É que, ainda por cima estes são os mesmos senhores que propalaram a "inventona" da contaminação da Cerca, onde hoje passeiam os filhos e realizam espectáculos públicos...
Haja siso...e peçam desculpa à população da Vieira!
E já agora tomem as medidas necessárias para corrigir a impropriedade da água para consumo.





Osvaldo Castro

Informação de última hora

Ao almoço disseram-me que "as tendas do sr Artur" (vulgo mercado da feira dos porcos) andaram todas pelo ar por causa do mau tempo. O muro que lá construiram deu-se e, por milagre, não caiu em cima de ninguém. Andam agora à pressa os serviços da câmara a tentar segurar o muro (será que lá passam o Natal a segurá-lo?) e colocaram uma camioneta a tentar abrigar as tendas do vento.

Como era previsível esta irresponsabilidade começa a pagar-se caro. A sorte é o mau tempo ainda não ter sido muito intenso, mas nunca se sabe o que por aí vem. Deus queira que não aconteça nada, mas também pode acontecer e depois estou cá para ver quem assume a responsabilidade e os prejuízos. É que lá tudo é ilegal e sem segurança, as instalações, os equipamentos, as construções precárias sem projecto nem licença (os cidadãos que fizerem o mesmo estão no seu pleno direito pelo exemplo que a própria câmara dá), enfim... a tragédia do Darfur aqui mesmo ao pé da porta.

PS - Se alguém puder que tire umas fotos para dar conhecimento aos leitores.


João Paulo Pedrosa

terça-feira, dezembro 18, 2007

Alguns factos graves e um facto gravíssimo

Da resposta que a câmara municipal me forneceu (sem ter os dados que o comprovem, mas acreditando no relato circunstâncial) parece-me que do ponto de vista técnico o problema foi competentemente agarrado (a Srª Engª Edite que tem este assunto em mãos é uma técnica qualificada e, sempre me pareceu, muito responsável), o mesmo já não se pode dizer do ponto de vista político, onde a incompetência e a irresponsabilidade parecem, infelizmente, estar para ficar, senão vejamos:

1- A câmara informa-me que desde 8 de Agosto de 2007 as análises de água revelam valores de Arsénio acima dos valores de referência, o mesmo voltando a acontecer em novas análises efectuadas na delegação de saúde e em laboratório, em Outubro, e posteriormente, na delegação de saúde, em 23 de Novembro (apesar de me informarem que as análises são públicadas no site da câmara, a verdade é que só consegui apanhar na pesquisa as de 8 de Agosto que acusam os 13 microgramas, mas não apanho as posteriores e as anteriores, admito que seja incapacidade minha)

2 - Em data que não indicam, referenciam-me que o delegado de saúde informou a câmara sobre a natureza do Arsénio, a sua origem e os sintomas e efeito cumulativo que a ingestão do mesmo provoca no organismo, nada referindo quanto às soluções a adoptar para superar o incumprimento.

3 - O presidente da câmara faz questão de me informar na carta o seguinte (cito) " perante nova insistência da câmara, via fax, em 11 de Outubro, o sr delegado de saúde, por ofício de 14 de Dezembro (note-se, mais de dois meses depois) (1) informa que (atente-se agora no que é dito mais de dois meses depois)

"(...) os incumprimentos paramétricos actuais não põem em grave risco a Saúde Pública para além das grávidas(...). O facto de não haver grave risco significa, ainda assim, que há risco e depois há, como diz o texto, grave risco para as grávidas, ora isso é gravíssimo. Quem é o responsável ?

(1) em 14 de Dezembro, segundo informação que me dão o sr delegado de saúde está de férias, presumo que há outros médicos de saúde pública no centro de saúde que o substituem nas suas ausências e 14 de dezembro é um dia a seguir à notícia do jornal de leiria e do presidente da junta da vieira ter ligado ao dr alberto cascalho informando-o de algum alarme social que tinha chegado à escola por força daquela notícia.





João Paulo Pedrosa

A resposta

Hoje, no início da reunião de câmara, o dr Alberto Cascalho entregou-me uma carta de resposta às questões solicitadas, prontidão essa que logo ali assinalei. Sem prejuizo de uma análise mais pormenorizada que ainda não tive tempo de efectuar, em linhas gerais, o conteúdo da carta em vez de me tranquilizar, justamente, ainda agravou mais as minhas dúvidas pois dela é, desde já, possível concluir três coisas fundamentais e muito graves:
1 - Que o excesso de Arsénio representa riscos consideráveis para a saúde pública;
2 - Que a entidade gestora (câmara municipal) procurou irresponsavelmente esconder isso da população;
3 - Que a autoridade de saúde do concelho e a câmara municipal deveriam ter alertado a população para os perigos que corriam ao beberem a àgua da rede pública, pelo menos desde o passado mês de Agosto;
Não obstante o sr presidente da câmara me ter dito que iria agora (note-se, depois do jornal de Leiria ter publicado a notícia e de os vereadores do PS terem levantado o problema) mandar uma nota para a comunicação social e talvez um edital para informar a população é caso para perguntar o seguinte: E a população que esteve exposta ao risco por irresponsabilidade da câmara ao não a ter alertado? Quem pode confiar nestes protagonistas que põe a saúde das pessoas em risco ?



João Paulo Pedrosa

Contaminação da água de abastecimento público com Arsénio

Na passada quinta-feira, através do Jornal de Leiria, ficámos a saber que há algum problema na rede pública de água de alguns lugares do concelho, designadamente, contaminação com Arsénio. Por via disso os vereadores do PS enviaram ao vereador Alberto Cascalho, presidente da câmara em exercício, o seguinte pedido de explicações:
Exmo Sr Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande

Em nome dos vereadores do PS, vinha solicitar a V. Exª esclarecimentos sobre o seguinte:

Lamentavelmente aos vereadores do PS não foi dado conhecimento, como devia, sobre o grave problema das análises de água contaminadas com Arsénio. Apenas na quinta-feira, pela leitura do jornal de Leiria, fomos surpreendidos com tal notícia e, como é do seu conhecimento, pedidos, ali logo, explicações ao sr presidente. Como estava com pressa para um atendimento, o sr delegou essas explicações no vereador Artur Oliveira. Só que as explicações do sr vereador, como é hábito, não acrescentaram rigorosamente nada. Tudo muito vago e a referência ao facto da UE ter reduzido os valores paramétricos de referência, como se isso fosse fruto de uma decisão administrativa e não da protecção de saúde pública. Ora acontece que nós fomos estudar melhor o assunto (designadamente a recomendação nº 4 de 2005 do IRAR sobre o controlo do arsénio na água para consumo humano) e constatámos que a situação pode ser muito mais grave do que as palavras do sr vereador pareciam querer indicar e nesse sentido estamos muito preocupados com a situação e também com a ligeireza com que a CMMG está a tratar deste problema que pode colocar em causa a saúde pública da população . Assim, solicitamos a V. Exª, no mais curto espaço de tempo, nos forneça as seguintes explicações:
- Desde quando as análises de água no concelho apresentam valores acima dos limites legais?
- Porque não constam essas análises no site oficial da câmara municipal?
- A CMMG socorreu-se das recomendações do IRAR nesta matéria, nomeadamente as recomendações sobre o controlo do Arsénio na água para captação pública nº 4/2005? se não porquê ?
- Que técnicos e especialistas consultou a câmara municipal para encontrar uma solução ou para a aconselhar tecnicamente?
- Onde está e o que diz esse relatório ou parecer técnico?
- Que propostas ou tomadas de posição lá são referidas e recomendadas?
- Que recomendações ou medidas fez também a delegação de saúde da Marinha Grande perante tão grave problema?
- Na actuação da câmara foi seguida a recomendação do IRAR ? Sim ou Não? Se não porquê ?
- Porque não decidiu a câmara municipal, através dos órgãos de comunicação social e juntamente com a factura da água, avisar a população para os riscos e o perigo que o consumo de água com Arsénio implica?
- Que justificação dá a câmara municipal e em que relatório ou parecer técnico se fundamenta para não ter alertado a população e/ou não ter interrompido o abastecimento público?

Caso a Câmara se recuse, o que julgamos que não irá fazer, a fornecer-nos estes elementos, teremos de alertar as instâncias de controlo, fiscalização e saúde públicas nacionais, por forma a garantir a saúde pública da nossa população.

Gratos pela atenção que a este assunto possa disponibilizar, subscrevemo-nos,
com os melhores cumprimentos


Os vereadores

João Paulo Pedrosa
Alvaro Pereira
Cidália Ferreira

Ponto prévio

Na quinta-feira o Jornal de Leiria publicou uma notícia acerca da contaminação com Arsénio das águas de abastecimento público do concelho da Marinha Grande (pelo menos na freguesia da Vieira) cujos contornos, procedimentos e objectivos estão muito longe de estar esclarecidos já que envolvem, para utilizar uma expressão de um blogue conhecido, os suspeitos do costume. Bem me apetecia, mas mandam as regras do respeito institucional das funções, não tecer quaisquer outros comentários que não sejam os que a seguir vou fazer. O leitor tirará as devidas conclusões e, estou certo, não ficará com uma opinião diferente da minha.



João Paulo Pedrosa

domingo, dezembro 16, 2007

Correcção em tempo

Afinal, por informação em comentário, o João Paulo acaba de me esclarecer que o presidente da Comissão Política do PS terá sido ouvido pela Câmara...e que o seu "post" se referia à falta de audiência dos vereadores do PS.
Fica atenuada a gravidade do caso no plano legal, mas não deixa de subsistir o problema político.
Na verdade, desde que há poder local a regra na Câmara da Marinha Grande foi sempre a de ouvir os vereadores da oposição, a propósito da elaboração do Plano e Orçamento, fossem ou não detentores de pelouros...e o PCP sabe muito bem disso. O presidente talvez o desconheça porque ao longo destes 30 anos nunca se lhe conheceu qualquer actividade autárquica, pelo menos de nível municipal...
Osvaldo Castro

Ignorância ou Esquecimento Imperdoável...?

Pelo que diz o João Paulo, num "post" abaixo, o novel presidente da Câmara ter-se-à esquecido da Audição Prévia aos partidos com vereadores sem pelouros,caso do PS, e aos que estão só representados na Assembleia Municipal,caso do BE...e isto a propósito do Orçamento e Plano para 2008 e demais instrumentos previsionais ....
Trata-se de uma falha grave por parte da liderança da Câmara e um desrespeito notório do preceituado na Lei 24/98 que regula o estatuto do direito de oposição.
Para que não subsistam dúvidas e para evitar que qualquer votação na Câmara ou na Assembleia Municipal possam sofrer de irremediável irregularidade,deixo aqui alguns dos preceitos inescapáveis que o Executivo não pode ignorar :
Lei n.o 24/98
de 26 de Maio
Aprova o Estatuto do Direito de Oposição

Artigo 3º
Titularidade

2 — São também titulares do direito de oposição os
partidos políticos representados nas câmaras municipais,
desde que nenhum dos seus representantes assuma
pelouros, poderes delegados ou outras formas de responsabilidade
directa e imediata pelo exercício de funções
executivas

Artigo 4.o
Direito à informação

1 — Os titulares do direito de oposição têm o direito
de ser informados regular e directamente pelos correspondentes
órgãos executivos sobre o andamento dos
principais assuntos de interesse público relacionados
com a sua actividade.
2 — As informações devem ser prestadas directamente
e em prazo razoável aos órgãos ou estruturas
representativos dos partidos políticos e demais titulares
do direito de oposição.


Artigo 5.o
Direito de consulta prévia

3 — Os partidos políticos representados nos órgãos
deliberativos das autarquias locais e que não façam parte
dos correspondentes órgãos executivos, ou que neles
não assumam pelouros, poderes delegados ou outras
formas de responsabilidade directa e imediata pelo exercício
de funções executivas, têm o direito de ser ouvidos
sobre as propostas dos respectivos orçamentos e planos
de actividade.
4 — Ao dever de consulta prévia aplica-se, com as
necessárias adaptações, o disposto no n.o 2 do artigo 4º.

Perante o que aqui se deixa plasmado fico à espera de ver se o presidente quer, desde já, arriscar uma eventual perda de mandato...
Costuma dizer-se, "quem não sabe, estuda, ou então, pergunta..."
Agora, iniciar uma presidência com tamanha catilinária não augura nada de bom...nada que não se esperasse, vindo donde vem...!
Se a coligação CDU/PSD(Artur Oliveira) finge ignorar os mais elementares direitos da oposição, designadamente os consagrados na Constuição e na lei...então estamos a ir de mal para pior.
Osvaldo Castro

De Regresso...!

Por razões que a razão desconhece estive demasiado tempo sem comparecer no Praça Stephens...claro, fui acompanhando os "posts" mas deixar o encargo de o alimentar tão só ao João Paulo, reconheço, que era falta de solidariedade...
Não que ele se tenha queixado...na verdade,do cimo das suas etéreas alturas, com estoicismo, aguentou-se e bem, sozinho.
Estou em crer que os pesados encargos a que a Comissão de Assuntos Constitucionais,Direitos,Liberdades e Garantias me obrigam, para além dos demais encargos do Parlamento, me terão retirado disponibilidade para acompanhar mais de perto o blogue...ou então foi pura preguiça e opção por outras escritas e leituras de natureza legislativa...
Portanto, vencido o ócio, estou de volta...


Osvaldo Castro

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Tão equilibrado que se esqueceu da outra metade

"Alberto Cascalho é um homem conhecedor e sabedor(...) Ele tem todas as condições para vencer. (...) tem uma grande sensibilidade para os problemas das pessoas. É um homem muito equilibrado".

José Augusto Esteves, Membro do comité Central do PCP, Jornal de Leiria.

Pela primeira vez em 30 anos de poder local democrático neste concelho, aos vereadores da oposição (neste caso aos do PS), não foi dada a possibilidade de dar um contributo, uma opinião ou colocar uma dúvida sequer, sobre o plano de actividades e orçamento para o ano de 2008. O dr Alberto Cascalho diz que se esqueceu. Tudo bem, qualquer um só pode esquecer! Mas não é estranho que se tenha logo esquecido de uma coisa tão evidente como ouvir 3 vereadores da oposição ? tantos quantos os do seu partido ? E o facto de se ter esquecido, não é uma prova clara da importância que dá à opinião dos outros, à opinião de quem possa pensar de maneira diferente da dele ?
Terça-feira, dia 18, às 14 horas, somos chamados para votar um documento (plano de actividades e orçamento) que ainda não nos foi entregue e do qual nada sabemos. Não há dúvida, caro José Augusto Esteves, um homem tão equilibrado que se esqueceu (só) de metade do eleitorado da Marinha Grande. E mais não foi eleito, imaginem se tivesse sido...



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Barros Duarte diz que o PCP da Marinha Grande é pior que a PIDE

A pouco e pouco as coisas vão-se esclarecendo. Barros Duarte dá uma entrevista ao Diário de Leiria onde diz tudo: A ilegitimidade da sua substituição, a falta de respeito aos eleitores, a irracionalidade do número quatro da lista (não eleito) ser agora o vice-presidente da câmara e a comparação do PCP da Marinha Grande à PIDE.



João Paulo Pedrosa

terça-feira, dezembro 11, 2007

A entrevista de Barros Duarte

foi uma oportunidade perdida, já que os jornalistas se perderam em lugares comuns sobre o que pensa Barros Duarte sobre TUMG, SIMLIS, VALORLIS, quando essas posições estamos cansados de as saber e daí não houve qualquer novidade. Não obstante, há um conjunto de matérias (da parte da entrevista que ainda ouvi) que é necessário referir porque, justamente, elas vêm ao encontro de matérias que aqui fui escrevendo ou em declarações que proferi na reunião de câmara.
1- Barros Duarte diz que combinou com o PCP faltar à reunião onde estava agendada a votação do LeClerc, portanto foi uma estratégia combinada e intencional;
Comentário: Nessa reunião os vereadores do PS recusaram-se a votar o processo, dizendo que lhes parecia que o presidente da câmara faltava sempre que havia matérias onde não se queria comprometer. Meu dito, meu feito. Se se lembrarão, fomos acusados pela maioria PCP/PSD de estar a boicotar o funcionamento da câmara e a impedir que tomassem decisões.
2 - Barros Duarte diz que nunca se comprometeu a renunciar ao mandato e que apenas lhe foi comunicado, no dia 11 de Setembro, que tinha que sair porque, cito, a imagem dele e do partido estavam muito desgastadas no concelho;
Comentário: Em vários artigos de jornal assinalei o logro deste processo de substituição do presidente da câmara, afirmando que o objectivo era colocar todas as culpas da péssima gestão deste executivo PCP/PSD nas costas de Barros Duarte procurando, nos próximos dois anos, fazer de conta que A Cascalho nada teve a ver com os dois anos anteriores;



João Paulo Pedrosa

Respeitar os eleitores da sede do PCP

Dizem-me que o sr Vereador Cascalho (presidente da câmara em exercício) passa mais tempo na sede do PCP do que propriamente na câmara municipal. Não toma nenhuma decisão sem consultar o partido comunista, dizem-me.
Pudera, é lá que estão os eleitores que o escolheram.



João Paulo Pedrosa

Obra feita

Desenganem-se aqueles que pensam que este executivo municipal não tem obra feita. Ainda no anterior mandato foi feita a rede de saneamento da Moita. Por questões de ordem técnica ficou por ligar essa rede em "baixa" a rede em "alta" da SIMLIS. Este executivo andou dois anos para fazer essa ligação. Parece que agora estão em condições de o fazer. Ao que me informaram o vereador sr Artur quer fazer a ligação com uma inauguração. É mesmo inovador o homem, inaugurações subterrâneas.



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Fórum da 94 FM

É o programa de rádio em que participo todos os sábados, há quase 5 anos, comentando os assuntos da actualidade. Amanhã, em entrevista gravada, João Barros Duarte fala da sua saída da câmara municipal. Pelo teor da mesma fica a saber-se que foi mesmo obrigado a sair e não voluntariamente como diz o PCP, afirma que foi "tramado" por três pessoas dentro do PCP, sabe quem gravou clandestinamente a reunião e que as pessoas vão "cair para o lado" quando souberem quem foi e deu ainda a entender que foi obrigado a sair por causa do licenciamento do LeClerc.

Mais um episódio da história mais triste e sinistra da política marinhense. Parafraseando Osvaldo Castro, o lugar queima mesmo.



João Paulo Pedrosa

terça-feira, dezembro 04, 2007

A instabilidade continua

O sr vereador Artur Oliveira, com a sobranceria que o caracteriza, diz hoje ao Diário de Leiria, para justificar a sua manutenção na câmara, que tem respeito pelos eleitores que o elegeram. O sr vereador esqueceu-se, no entanto, de um pequeno pormenor, não foi eleito nas listas do PCP, mas sim nas do PSD, um partido oposto e concorrente; E também não foi eleito para cumprir o programa e dizer amém a tudo o que vem do PCP, se fosse assim, os (escassos) marinhenses que nele confiaram, tinham escolhido a outra lista.
Dito isto, era bom que o presidente da câmara em exercício, vereador Alberto Cascalho, clarificasse a sua posição e não adoptasse a postura de fazer o mal e a caramunha. É que, na verdade, no caso do presidente da câmara, entendeu que este devia sair para cumprir as determinações do PCP e agora no caso do PSD já não entende o mesmo ? Manda a coerência que face a solicitação da comissão política do PSD para que o seu vereador abandone os pelouros que lhe delegou na câmara, o dr A Cascalho diga o que pensa sobre o assunto: É coerente com o que defendeu para o seu próprio partido ou sacrifica a coerência ao conforto de uma voz dócil e acrítica? Não é de bom tom, no exercício da presidência da câmara, começar já com dois pesos e duas medidas, isso seria trágico para a confiança que é necessário granjear junto dos cidadãos. Nem pode sequer alegar que precisa de garantir a governabilidade da câmara, pois foi da sua livre e exclusiva iniciativa a decisão de afastar o PS de toda e qualquer participação nas decisões sobre o concelho. Até aqui governava com o PCP e o PSD, com a saída e sem a sustentabilidade política do PSD, a sua estreita minoria fica ainda menor, o que vai fazer ? Será que tira consequências ? Ou vai continuar a assobiar para o lado ?
Na próxima reunião de câmara vou questioná-lo acerca disto. Tem tempo para pensar na resposta que me vai dar, ou seja, na resposta que vai dar aos marinhenses.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Pelouros

O presidente da câmara em exercício, vereador Alberto Cascalho, na reunião onde se dava a redistribuição de funções, por força da suspensão do mandato de Barros Duarte, decidiu, com toda a liberdade e de acordo com os poderes de decisão que tem, não atribuir pelouros aos vereadores do PS. Para isso, Alberto Cascalho deu como justificação o facto dos vereadores do PS terem dito que não tinha legitimidade para o cargo (ora, toda a gente sabe que não tendo sido ele eleito presidente da câmara e desempenhar agora essas funções, nos limitámos a assinalar o óbvio), resumindo, não nos atribuiu pelouros apenas porque o criticámos e Alberto Cascalho, como nós já percebemos e muitos irão perceber ainda, não gosta de críticas.
Não foi, por conseguinte, o trabalho dos vereadores do PS que foi mau, não foi o trabalho dos vereadores do PS que não contribuiu para a melhoria das condições de vida da população, não foi ainda a falta de empenho dos vereadores do PS em trabalhar nas matérias que estavam à sua responsabilidade que ditou esta decisão, não, não foi nada disto que levou A Cascalho a não nos voltar a distribuir funções, foi, repito, apenas porque o criticámos. Dito por outras palavras, não foram os interesses do concelho que ditaram o afastamento dos vereadores do PS do exercício de funções, foram os interesses políticos do vereador Alberto Cascalho. E isto, visto agora, faz toda a diferença na compreensão do processo de afastamento do presidente da câmara Barros Duarte.
Na verdade, o vereador Alberto Cascalho não só esteve na base de um processo que visava o afastamento do presidente da câmara eleito, como também o afastamento dos vereadores do PS. Alberto Cascalho (vê-se agora de forma mais clara), não tem nenhuma preocupação com os problemas do concelho que, como se vai ver, não irá contribuir para a resolução de nenhum, a não ser as cedências necessárias ao PSD que permitam assegurar a continuação da coligação e, leia-se, dos seus interesses políticos e eleitorais.
O vereador A Cascalho, agora nas funções de presidente da câmara em exercício, tem um projecto de poder pessoal que pressupõe o afastamento de todos aqueles que pensam ou têm uma opinião diferente da sua. Este é, está à vista de todos, o efeito bumerangue das suas palavras, quando afirmou que o PS iria estar dois anos em campanha eleitoral. É que, justamente, no essencial, o que Alberto Cascalho nos quis dizer foi que já iniciou a sua.
Para isso tratou de afastar primeiro o presidente da câmara, a seguir os vereadores do PS e, a pouco e pouco, procurará silenciar todas as vozes discordantes à sua volta, bem como dificultar o exercício da nossa actividade enquanto vereadores da oposição. Ora chamando (como fez há uns dias atrás) os vendedores do mercado para nos intimidar numa votação e transformando a própria reunião de câmara num comício vergonhoso onde se gritaram vivas ao PCP e ao PSD, ora mandando um vereador da CDU para controlar uma ida dos vereadores do PS numa visita às instalações municipais.
A partir de agora, o vereador Alberto Cascalho, presidente de câmara em exercício, não se pode desculpar mais com os vereadores do PS, com quem não conta e de quem não quer nenhum tipo de contribuição política. Está sozinho! Melhor dito, está acompanhado por pessoas que só lhe dizem o que pretende ouvir. É justo. Trabalhou para isso. Que fique descansado que nós não o pretendemos incomodar. Já que não pretende a nossa colaboração e apoio no trabalho da câmara municipal, os nossos interlocutores passarão a ser directamente os cidadãos deste concelho. É com eles que discutiremos a partir de agora os problemas e as soluções que a nossa terra necessita. Simples!



João Paulo Pedrosa