quarta-feira, agosto 29, 2007

É do Benfica (actualizado)


João Paulo Pedrosa

terça-feira, agosto 28, 2007

É do Benfica


João Paulo Pedrosa

segunda-feira, agosto 06, 2007

Lembrar a doutrina

Nunca tive, não tenho, nem vou ter, qualquer simpatia pela personagem política do actual Presidente da República. Por isso, ao contrário de alguns tontos dentro do meu partido, nunca me convenci da bondade de Cavaco para com o governo legítimo de Portugal, ou sequer, me confinei na retórica vicária da cooperação estratégica.
Cavaco, está visto, quer governar o país a partir da presidência da república, mas agora sem os incómodos das medidas difíceis.
Quem se lembrar de Cavaco primeiro-ministro e daquilo que foi a vida do seu governo com os órgãos de comunicação social que chegou, até, a designar como forças de bloqueio, percebe mal o veto a uma lei de imprensa que visa, justamente, regular algumas das matérias que em tempo foram por ele denunciadas.
Por outro lado, a intromissão inqualificável do PR na substituição de uma dirigente da administração pública, substituída, note-se, com toda a lisura e dentro do cumprimento escrupuloso das competências da administração em relação aos seus dirigentes, deixa temer o pior.
Do meu ponto de vista só há uma solução, quem vai à guerra dá e leva e Cavaco não tem aquilo que em Sociologia Política se designa por poder sem compromissos, isto é, ainda precisa de votos para a sua reeleição.


João Paulo Pedrosa

Ainda não consegui parar de rir

" Aonde é que pára o sacana, pergunta Jardim"


João Paulo Pedrosa

Uma grande organização, mas não há sapatos para ninguém

O jornal Avante enaltece a organização da Coreia do Norte, esse nobre país dirigido pelo grande líder Kim Jong Il


João Paulo Pedrosa

sexta-feira, agosto 03, 2007

Isto está lindo, está! (3)

É bem sabido que o primeiro-ministro devia ter demitido a Srª D. Margarida Moreira logo que soube da substância do caso Charrua, para honrar a história e a tradição, muito valiosa, do PS na defesa das liberdades públicas em Portugal. Ao não o fazer, manchou essa tradição, fragilizou o governo e a sua autoridade. Abriu a caixa de Pandora!
Foi por isso que a Srª D. Dalila, que organizava umas exposições razoáveis no Museu das Janelas Verdes como, aliás, naquela casa há muita gente que as sabe organizar, se encontra agora a desafiar a autoridade do Estado. Pois ao não ser reconduzida na direcção de um museu de cujo modelo essencial de funcionamento discorda, não se coibe de anda por aí a pavonear-se, desrespeitando as mais elementares regras a que estão obrigados os funcionários públicos através do seu estatuto disciplinar. Esta Srª é que, justamente, já merecia um processo disciplinar, mas depois do que se passou quem é que vai ter coragem ?



João Paulo Pedrosa

Isto está lindo, está! (2)

A CIP, nata do empresariado português, cujo principal cartão de visita é a direcção de empresas obsoletas através de baixos salários e que até ainda há poucos anos era dirigida por um empreiteiro, decidiu mandar às malvas 30 anos de estudos do Estado para um novo aeroporto e apresentou uma solução milagrosa. O Estado, humilhado, aceitou.
Ontem, a mesma CIP, lembrou-se de dar mais uns bitaites e mandou o governo construir um tunel ferroviário entre o Beato e o Montijo. A Secretária de Estado dos Transportes, como se estivesse a responder à oposição ou a um deputado, veio justificar-se.



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, agosto 02, 2007

Ditosa Pátria - Portugal já não existe (24)

Há poucos meses, no congresso nacional e distrital do PS, lancei na vida pública, não sem a estupefacção e o cepticismo de muitos, mesmo dentro do meu próprio partido, um tema completamente esquecido no domínio das políticas públicas em Portugal – o apoio à natalidade!
Hoje, as políticas de apoio à natalidade são um tema recorrente na boca de quase todos os políticos e ainda bem.
Na verdade, já nessa altura me parecia que não valia a pena canalizar todo o esforço e toda a preocupação de políticas públicas no crescimento da economia, se não cuidássemos de assegurar que, do ponto de vista da população, Portugal seja um país viável. Neste momento somos o país com a mais baixa taxa de natalidade da Europa porque, em bom rigor, o estado e a sociedade não têm desenvolvido as políticas necessárias de apoio às famílias com filhos.
Estas medidas recentes do governo são importantes mas, é preciso dizê-lo com clareza, não resolvem nenhum dos problemas de fundo nesta matéria. Só uma inversão de valores no modo como se organiza a vida social, isto é, não apenas em função do trabalho e da produtividade, mas em função da conciliação da vida profissional e familiar, em nítido privilégio desta, é que poderemos inverter este estado de coisas. Para nos tornarmos um país viável, Portugal necessitaria de ter 35 milhões de habitantes lá por volta do ano 2050, a continuarmos assim seremos pouco mais de 7 milhões. Ao contrário do que disse José Saramago, não precisamos de nos tornar numa província de Espanha, porque assim Portugal já não existe.


João Paulo Pedrosa

Ditosa Pátria - As Maravilhas (23)

Quase 50% das sete maravilhas de Portugal eleitas pertencem ao distrito de Leiria. Este é um feito notável!
Tratando-se de uma escolha na base do voto, é justo salientar todos aqueles que acreditando na valia dos monumentos contribuíram para que o maior número de pessoas os pudessem conhecer e, sobretudo, escolher.
Em primeiro lugar é devida uma palavra de felicitações ao Governador Civil que, desde a primeira hora, fez da eleição um factor de valorização do nosso distrito e das suas potencialidades. Em segundo lugar, felicitar as populações dos concelhos eleitos por terem sabido conservar e respeitar os seus valores culturais. Com excepção do presidente da câmara de Óbidos que procurou vangloriar-se mais a si próprio do que ao Castelo, os representantes dos municípios premiados souberam interpretar os sinais que uma nomeação destas acarreta para a preservação de todo o património cultural existente.
Acontecimentos desta natureza são, por isso, um bom estímulo para um maior conhecimento dos monumentos e para que mais gente os visite. Era bom que iniciativas deste teor pudessem ser continuadas porque as potencialidades são enormes. Por exemplo, se houvesse uma escolha para as maravilhas da paisagem natural, tenho a certeza que, entre outras, as grutas em Porto de Mós, as Fragas de Figueiró e o Sítio da Nazaré seriam das melhores entre as melhores.
Por outro lado são, ou deviam ser, acontecimentos desta natureza, um bom estímulo também para dar mais atenção ao património, do qual me permito sugerir a atenção ainda não dada ao Castelo de Monte Real e ao Convento de Cós.


João Paulo Pedrosa

quarta-feira, agosto 01, 2007

Um tiro no Porta-Aviões

a entrevista de António Arnaut, antigo ministro da saúde e fundador do PS, à revista visão da passada semana e que pode ler aqui


João Paulo Pedrosa