terça-feira, janeiro 30, 2007

Ditosa Pátria - Crime sem castigo (12)

Pode ler aqui


João Paulo Pedrosa

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Vivam as feiras - Um post que eu gostaria de ter escrito

podem ler aqui


João Paulo Pedrosa

segunda-feira, janeiro 22, 2007

A prioridade, agora, são as barracas

Como referi no post anterior, recusadas as minhas propostas para investir nas zonas industriais, aparecem agora as prioridades da coligação PCP/PSD.
Na verdade, na última reunião de câmara, o vereador do PSD e o Presidente da Câmara apresentaram uma proposta para mudar a "feira do levante" do amplo parque de estacionamento do Parque Municipal de Exposições, para a Zona Desportiva da Marinha Grande. Esta proposta, levada a reunião de câmara sem estar na agenda do dia e sem estar munida de nenhum parecer dos serviços técnicos da câmara, designadamente da DOPU (divisão de ordenamento e planeamento urbano) , propõe-se construir, na zona desportiva (cujo plano de pormenor contempla ainda a construção de uma piscina municipal, um pavilhão multi-usos, vários polidesportivos e um complexo de desportos radicais), um conjunto de ruas em semi-penetração e estacionamentos em tout-venant para instalar uma feira. Justamente no local de entrada franca da zona desportiva (no cruzamento do Arco-Iris) com acesso directo à piscina municipal que lá se há-de construir. Protestei com veemência contra este abarracamento de uma zona central da cidade, onde num plano de pormenor que define uma zona desportiva, área de laser e tranquilidade por excelência, se vai instalar toda a quinquilharia de contrafacção, barracas de farturas, assadores de coiratos, lixo e barulho que normalmente este tipo de feiras comporta. Não tenho nada contra as feiras, como toda a gente, já lá comprei algumas coisas, a questão é que a Marinha Grande precisa de equipamentos que a qualifiquem e não que a desprestigiem, precisa de negócios que criem emprego e não de negócios que ponham em perigo os que ainda cá existem.
A instalação de uma feira deste tipo na Marinha Grande é toda uma doutrina sobre as prioridades da coligação PCP/PSD para esta terra.
Estou nos antípodas, por isso votei contra, totalmente contra.



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Choque tecnológico: o mercado de roque santeiro

Já por duas vezes propus, em reunião da câmara municipal, que os planos de actividades e de investimento reflectissem uma preocupação que considero decisiva para o progresso do concelho – o investimento nas zonas industriais. Ambas as propostas foram rejeitadas pelos quatro votos da coligação PCP/PSD. Para nos tentarem baralhar e nos atirarem areia para os olhos, aludem que o processo da zona industrial do Casal da Lebre ainda não está desbloqueado e como tal não se podem fazer lá as infra-estruturas. Muito bem! O processo de ampliação, para mais 23 lotes, no Casal da Lebre ainda não está, de facto, desbloqueado e como tal ainda não é possível executar as infra-estruturas. Todavia, esta verdade acabou aqui. Justamente, há ainda no concelho da Marinha Grande mais duas zonas industriais, a zona industrial da Marinha Pequena (a maior de todas) e a de Vieira de Leiria. Ora e aqui, em ambas, já estão devidamente definidos os projectos e as infra-estruturas que permitem a sua execução. Quero dizer, por outras palavras, nada obsta a que a câmara municipal comece a negociar os terrenos e a fazer as infra-estruturas públicas necessárias (caso da Marinha Pequena) ou a adquirir os terrenos, infra estruturá-los e vendê-los para instalações industriais, no caso de Vieira de Leiria. A falta de vontade política e a total inversão de prioridades deste executivo PCP/PSD é que tem impedido que a instalação de novas unidades industriais no concelho seja uma prioridade. As prioridades deste executivo são as barracas de farturas, os assadores de coiratos e as roulottes com as cassetes do Tony Carreira como poderão constatar no post seguinte.



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Quem assume a responsabilidade e qual é a consequência ?

No passado dia 17 de Abril (como pode ler aqui, acta nº 10) a câmara municipal deliberou, por unanimidade, em reunião de câmara expressamente convocada para o efeito que, passo a citar, "no sentido de poder vir a ser portador na assembleia geral da Valorlis de uma posição credível e consensual e que defenda da melhor forma possível os interesses do concelho da Marinha Grande" só votaria favoravelmente a manutenção do aterro sanitário naquele local nas seguintes condições:

- que os benefícios de investimento a efectuarem nos concelhos afectados sejam divididos em 50% para o concelho de Leiria e 50% para o concelho da Marinha Grande (lembro que a proposta era de muitas dezenas de milhares de euros);

- que passado este novo período de treze anos o aterro sanitário não venha a ser instalado no concelho da Marinha Grande, por considerar que o mesmo se encontra já instalado no nosso concelho, dada a sua situação geográfica e as populações que o mesmo afecta;

Esta proposta, tendo sido genericamente apresentada por mim, acabou por merecer a concordância dos vereadores, sendo por isso, uma proposta de todo o executivo.
Ora acontece que a assembleia geral da Valorlis realizou-se (salvo erro em Novembro), a decisão de manter o aterro foi votada favoravelmente pela Marinha Grande e, fazendo fé nos relatos da imprensa, o representante do município da Marinha Grande não apresentou nenhuma proposta de contrapartidas como estava legalmente obrigado e como, justamente, resultou da deliberação de câmara do dia 17 de Abril. Fiquei, como se compreende, estupefacto, mas esperei serenamente pela explicação que me ia ser dada na reunião de câmara. Apenas na semana passada - cerca de dois meses depois da assembleia geral da Valorlis - o presidente da câmara começou a dar informações sobre a sua actividade nas empresas e associações participadas (Amae, Amlei, Simlis, Valorlis, etc), a determinada altura, como nada me era dito sobre a dita assembleia geral, questionei directamente o presidente se sim ou não a deliberação de câmara tinha sido apresentada para salvaguardar e garantir as muitas dezenas de milhares de euros em investimentos no concelho. Não me foi dada resposta! Voltei a insistir e nada, ninguém me respondia à simples pergunta se a proposta tinha sido apresentada ou não. No calor da discussão, pareceu-me perceber que o presidente da câmara se tinha feito substituir nessa reunião pelo seu parceiro de coligação do PSD. Porque razão isso aconteceu? Tratando-se de uma matéria tão sensível e importante para o concelho, qual a razão da ausência do presidente, ou até mesmo do vice-presidente, tendo-se substituído pelo vereador do PSD que, como todos sabem, é uma espécie de seu capataz? É verdade ou não que dos outros municípios, para uma matéria desta importância, só se fizeram representar pelos presidentes de câmara? A ausência do presidente deu-se por que tipo de razões? O que naquela hora e momento para o presidente da câmara foi mais importante e útil ao concelho? Nenhuma explicação ou justificação foi dada! Por isso, no calor da discussão acusei a coligação PCP/PSD de me estar a sonegar informação e abandonei a reunião de câmara em protesto. À noite, durante a reunião da Assembleia Municipal, a bancada do PS questionou novamente o presidente da câmara sobre o mesmo assunto e voltou a não haver resposta, a ponto de ter que ser feito um requerimento a pedir a acta da assembleia geral da Valorlis onde, finalmente, vamos saber o que se passou.
Tudo isto é muito grave, o município pode estar a ser subtraído de muitas dezenas de milhares de euros de investimentos. Quem assume a responsabilidade e quais são as consequências? A resposta é mais do que óbvia e o caminho também!



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, janeiro 17, 2007

A mentira tem perna curta (IV)

A propósito (presumo) do meu post "a mentira tem perna curta II" o meu estimado amigo Pedro André questionou, na última assembleia municipal, o presidente da câmara sobre o sentido de voto do vereador do PSD no projecto do hipermercado Feira Nova. Artur Oliveira respondeu que se absteve. Mentiu! Como ele próprio bem sabe, não se absteve, votou a favor. Fê-lo na reunião de câmara de 16 de Novembro, como a respectiva acta comprova. A matéria de prestação de falsas declarações à assembleia municipal é um assunto que à própria assembleia compete analisar, pesa embora a demonstração de carácter que está subjacente a uma atitude destas. No entanto, o que me interessa aqui assinalar é o porquê da pergunta do deputado Pedro André. E a conclusão, no meu entender, só pode ser uma: Perguntado pelo partido ou por elementos do partido a que pertence qual o seu sentido de voto neste projecto, ter-lhes-à respondido, mentindo-lhes também. Não consigo vislumbrar outro tipo de explicação.
Bem tinha razão Saúl Fragata que, há uns tempos, meio a brincar meio a sério, terá dito, "com um bocadinho de jeito ainda se inscreve no PCP".



João Paulo Pedrosa

terça-feira, janeiro 16, 2007

Casa cheia




ontem em Pombal, no plenário de militantes socialistas, para ouvir o secretário nacional Pedro Silva Pereira falar sobre a proposta que vai a referendo no próximo dia 11 de Fevereiro. O PS está empenhado na vitória do SIM à despenalização da IVG até às dez semanas se realizada por opção da mulher em estabelecimento de saúde. É esta a pergunta para a qual os portugueses vão ter que dar a resposta. Esta e apenas esta !


João Paulo Pedrosa

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Ditosa Pátria - Sim, pela vida (11)

Pode ler aqui.


João Paulo Pedrosa

sábado, janeiro 06, 2007

A propósito da IVG

tenho mantido algumas polémicas saudáveis na blogosfera, num debate quase sempre desigual, tal a natureza dos argumentos e onde a posição do SIM é sempre muito mais difícil, um dos meus interlocutores preferidos tem sido Vasco Lobo Xavier, pode ler algumas partes dela aqui.



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, janeiro 03, 2007

A mentira tem perna curta (III)

Uma das razões que a actual maioria PCP/PSD alude para a total paralisação do concelho em termos de investimentos é, se bem se recordam, o facto (dizem eles) de a câmara estar muito endividada o que se traduz num encargo financeiro muito elevado (1 milhão e 300 mil euros num orçamento de 32 milhões de euros, dizem os mais entendidos nestas matérias financeiras que, estes 4%, são valores perfeitamente aceitáveis em termos empresariais). Ora, isto pressupõe, claro está, a bem da seriedade política, que esta maioria PCP/PSD na possibilidade de recorrer ao crédito não o faça, mantendo-se assim fiel aos seus pontos de vista e à sua doutrina de gestão da coisa pública. Acontece, porém, que o orçamento municipal, aprovado com os votos favoráveis do PCP e do PSD na câmara e na assembleia municipal, contempla a utilização de um empréstimo à Caixa Geral de Depósitos de valor superior a 500 mil euros.
É caso para dizer, bem prega Frei Tomás, "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".



João Paulo Pedrosa

Ditosa Pátria - Janus (10)

Foi um deus romano que deu origem ao nome do mês de Janeiro. Era o porteiro celestial e, com duas faces apostas, dava-nos, simultaneamente, o fim e o começo, o passado e o futuro, isto é, dito por outras palavras, a catástrofe e a esperança que se apodera de nós à medida que nos aproximamos do fim do ano e outro ano começa. Continue a ler aqui


João Paulo Pedrosa