domingo, janeiro 29, 2006

Até quando?

É com alguma apreensão de mente e de espírito que tenho acompanhado a vida da Cidade.
A Comunicação Social local tem amplamente divulgado sinais contraditórios que nos levam a ficar em dúvida. Aliás, a grande certeza que parece existir neste momento, na Cidade, é que tudo está em dúvida, só há certeza de que não há certezas quanto ao que se quer, quanto ao futuro da Cidade e dos seus Projectos.
Ainda assim, creio que esta indefinição é natural nos primeiros meses de governação, seja na Cidade, seja no País. Sobretudo quando há mudança de Rostos, de Alianças e de Ideias. Nada se faz de um dia para o outro. Nada se inicia a partir do nada. Um executivo que sucede a outro, ainda para mais quando há mudança de filosofia governativa, herda um património que precisa de ser cuidadosamente avaliado, aproveitado e enriquecido no seu melhor, purificado e re-elaborado no seu pior. Mas nada justifica o transparecer de um certo estado de caos, de indefinição, sobretudo quando todos percebemos que os Rostos de hoje, eram os de ontem também, só que em posições diferentes. Os que hoje governam eram oposição, e nessa condição tiveram conhecimento dos Projectos e das Obras; sobre elas se pronunciaram, escreveram, apoiaram ou contestaram, ora com mais ora com menor veemência. Não se pode dizer agora que não se tem ideia alguma sobre o que se pensa sobre determinada matéria quando meses antes, até mesmo na Campanha eleitoral, se defenderam ideias concretas sobre essas mesmas matérias que agora estão penduradas numa espécie de limbo político.
O último tabu político é o de saber se o Presidente vai ou não terminar o seu mandato... Parecem haver pressões para que isso não aconteça. Apesar de ter já afirmado que tal possibilidade (de renunciar ao mandato daqui por dois anos) não estar sobre a mesa, a verdade é que durante os próximos dois anos vamos viver na incerteza, nada vai fazer assentar a poeira levantada por este 'boato'... Pessoalmente, espero que, para bem do próprio município e como o próprio afirmou ao JMG, o Senhor Presidente honre o compromisso que assumiu com todos os Marinhenses.
Entretanto é bom que se vá trabalhando para responder a tantas questões que pairam sobre o ar... O Concelho não pode viver na indefinição eternamente! E não basta responder com a falência da Tesouraria, ou com os erros dos outros, para fugir à responsabilidade de resolver os problemas. Para isso é que foram eleitos!

Nélson Araújo

sexta-feira, janeiro 27, 2006

A montanha pariu um rato


O JMG dá hoje conta de uma suposta vistoria ao mercado que terá sido chumbada pelo delegado de saúde. A julgar, repito, a julgar pelas matérias descritas no jornal estamos perante aspectos risíveis para não dizer cómicos.
Senão vejamos: Diz o jornal que o "chumbo" se deve à "ausência de frigoríficos, à falta de zonas para armazenar produtos, à iluminação insuficiente, às bancas apresentarem uma inclinação reduzida, à falta de iluminação na zona dos talhos e ao facto dos tectos falsos serem susceptíveis de acumular lixo”. Viram bem, caros leitores, são estas as questões que, verdadeiramente, impossibilitam o mercado de funcionar ?
Não, o-b-v-i-a-m-e-n-t-e que não!
O CDS durante a campanha eleitoral mandou para a câmara um conjunto de sugestões ( a própria câmara já tinha feito o levantamento de outras) muito mais exaustivas que estas para colocar o mercado a funcionar nas melhores condições.
Enquanto o vereador do PSD vai fazendo o seu trabalho de casa (leia-se eleitoral) o Presidente da Câmara continua a assobiar para o ar sem fazer a mínima ideia do que fazer e os custos de manutenção mensais do mercado a aumentarem em muito milhares de euros.



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, janeiro 25, 2006

O que é feito da agenda cultural ?

A agenda cultural foi uma aposta de risco do anterior executivo municipal, pois não é fácil garantir, todos os meses, uma programação cultural regular fora dos grandes centros urbanos. Com esforço próprio e das associações locais conseguimos manter, durante mais de quatro anos, uma oferta cultural vasta.
Este mês a câmara municipal não publicou a agenda cultural, interrompendo (ou terminando) assim um ciclo de iniciativas e actividades que entravam todos os meses nas nossas casas e que estavam à nossa disposição e à nossa escolha.
Na próxima reunião de câmara vou procurar saber o que se passa e apresentar a minha discordância. Face à maioria PCP/PSD que se junta para tudo, não deve valar muito a pena, mas ainda assim entendo que não devo deixar passar esta perda sem o meu mais vivo protesto.



João Paulo Pedrosa

Irreconhecível

estava a Marinha Grande esta tarde. As ruas cheias de cartazes a anunciar um circo, a anunciar o passeio TT da Batalha e as festividades dos Conqueiros. Os postes de iluminação de tão carregados até metiam medo, platex, cartazes e arame de quinta categoria conspurcam toda a cidade, um horror. Cadê o vereador da higiene pública ? Será que autorizou todo aquele terceiro-mundismo ? Pior ainda, será que concorda com aquela forma bizarra de anunciar actividades ? Tudo perguntas que gostaria de ver respondidas.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Palavras lidas




João Paulo Pedrosa

Resultados Eleitorais

Resultados das Eleições Presidenciais
(Dados do STAP)
CONCELHO - MARINHA GRANDE
CAVACO SILVA
5838 Votos; 31,09%
MANUEL ALEGRE
5226 Votos; 27,83%
JERÓNIMO SOUSA
3464 Votos, 18,45%
MÁRIO SOARES
2519 Votos; 13,42%
FRANCISCO LOUÇÃ
1661 Votos; 8,85%
GARCIA PEREIRA
68 Votos; 0,36%

Possível leitura:
1º Cavaco Silva ganha na Marinha Grande, tendo o eleitorado mudado o seu sentido de voto em relação às Autárquicas.
2º Manuel Alegre e Soares juntos ultrapassam Cavaco. Se tivesse havido um candidato único da área do PS o eleitorado Marinhense teria votado maioritariamente nesse candidato e assim teria mudado a sua orientação de voto em relação às autárquicas.
3º Jerónimo de Sousa fica num honroso terceiro lugar com 18%, longe dos 36% (metade!) que o seu partido alcançou nas autárquicas. O eleitorado da Marinha Grande mudou o seu sentido de voto em relação às últimas autárquicas.
4º Estas são eleições presidenciais e não há ilações autárquicas ou legislativas a tirar delas. Mas, o que sempre ouvimos dizer ao PCP é que qualquer voto, em qualquer eleição, é sempre manifesto de descontentamento, um voto contra alguém... neste caso, e de acordo com esta lógica, o PCP condena-se a si mesmo, porque o eleitorado Marinhense votou contra o seu líder.
O Povo falou e mudou.
Esperemos que nos Paços do Concelho a Voz do Povo se faça ouvir e a mudança aconteça também.

Solideo

Dia de Luto

O país está de luto.
'Morreu' ontem, pelas 20,00 horas continentais, 19,00h nos Açores, após três meses de luta, o Professor Cavaco Silva.
Líder destacado do Partido Social Democrata, de que foi Presidente e pelo qual foi eleito Primeiro-Ministro de Portugal, com duas maiorias absolutas. Governou Portugal com mão de ferro, foi a versão masculina em Portugal da Dama de Ferro britânica, Margaret Tatcher. Deixou como herança da sua governação o betão, o cimento, as estradas, e um país sem rei nem roque, onde só quem era rico ficou a ganhar.
Os momentos mais altos da sua governação foram sem dúvida acontecidos na Ponte 25 de Abril, na manifestação contra as Portagens na Ponte; em Lisboa na manifestação dos Polícias, em que Polícias lutaram contra polícias e na Marinha Grande, onde ordenou a investida da Polícia de Intervenção contra operários revoltosos, decerto anti-patriotas e caluniadores do regime democrático que ele, como Primeiro-Ministro, sempre personificou.
Nos últimos dez anos esteve retirado da vida pública, depois de ter tentado ser eleito Presidente da República em 1996. O povo de então não lhe perdoou o seu Governo e mandou-o 'ir às ortigas'.
Reapareceu em cena há poucos meses, já com sinais de enfraquecimento. Portugal percebeu que não era mais o Professor Cavaco Silva, aquele que foi Primeiro-Ministro que ali estava. Ele bem que quis ainda mostrar que sim, que era ele, o mesmo de sempre, e que tinha voltado em força, e para ser como sempre foi, mas o povo não se engana!
Morreu ontem.
Causa da morte: foi eleito Presidente da República.
Deixou, no entanto, um 'sósia'. O Presidente Aníbal Cavaco Silva. Não sendo o mesmo, é o mesmo. Ou, sendo o mesmo não é o mesmo!
Vá-se lá perceber esta metamorfose... mas perguntem ao Zé Povinho que ele deve saber explicar! Aliás, foi ele que lhe deu vida!
Ao extinto Primeiro-Ministro dizemos: Resquiat in Pacem

Nélson Araújo

sábado, janeiro 21, 2006

Dia de reflexão

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Quem é que julgam que enganam ?

A propósito da denúncia que o PS fez das análises do Parque da Cerca que estavam escondidas da população marinhense, a maioria PCP/PSD tem-se desmultiplicado em trapalhadas e desculpas (ora as análises foram dadas a este e não àquele... ora está tudo bem... ora não está tudo bem porque ainda não temos a certeza, etc, etc,) que demonstram a total irresponsabilidade com que têm tratado este caso e que começa já a ser recorrente. Convém, pois, em breves palavras, relembrar a história:

No dia 28 de Dezembro, Artur Oliveira diz na AM que já tem as análises;
No dia 29 de Dezembro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 30 de Dezembro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 31 de Dezembro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 01 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 02 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 03 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 04 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 05 de Janeiro pedi e é-me entregue, na reunião de câmara, uma fotocópia das análise;
No dia 06 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 7 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 8 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
Neste dia 8, aproveitando a vinda do Engenheiro Miguel Lopes à Marinha Grande de fim de semana, pedi-lhe que interpretasse os valores das análises; Nesse mesmo dia à noite, diz-me que, à partida, as análises não eram perigosas mas que ia pedir ao Instituto do Ambiente que em vez de expressar valores em "miligramas por kilo" lhe dessem os valores em "miligramas por litro" para facilitar a análise; o IA actuou, como qualquer órgão da administração deve actuar, com lisura e transparência, e deu-lhe esses valores de imediato;
No dia 9 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 10 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 11 de Janeiro a câmara tem as análises e não faz nada;
No dia 12 de Janeiro Artur Oliveira vereador do Ambiente diz ao JMG "que não quer pronunciar-se sobre as análises porque é prematuro";
No dia 13 de Janeiro alguns órgãos de comunicação social dão conta que o PS encomendou um relatório técnico e que vai promover uma conferência de imprensa para anunciar as conclusões;
Note-se que esta informação podia ter sido logo dada no dia 29 de Dezembro se a câmara o tivesse solicitado ou pedido parecer técnico;
No dia 16 de Janeiro, enquanto o PS fazia uma conferência de imprensa a dar conta do parecer técnico elaborado pelo engenheiro Miguel Lopes, repito, pelo Engenheiro Miguel Lopes e não por mais ninguém, a câmara apressa-se a colocar na net a informação de que o Parque Cerca não tem perigo;

Aos senhores da maioria PCP/PSD que governam a câmara municipal, exige-se que sejam responsáveis pelas matérias que têm a cargo, que estudem os assuntos, que defendam o interesse público e que se preocupem mais com as pessoas do que com o logro que criaram na campanha eleitoral.



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, janeiro 19, 2006

post it (8) O QUADRADO (adptação livre)

Este é que é o verdadeiro quadrado. O quadrado que defendo até à exaustão, porque ele representa a mais genuína das vontades, a opinião dum homem livre. Um quadrado inviolável, onde só eu posso entrar para revelar o caminho que escolhi. Não, este não é um quadrado de guerras imaginárias, com soldados desconhecidos e motivos insondáveis. Este é um quadrado de lutas reais, de ideais e convicções bem sofridas. Este é o quadrado por quem todos os manhosos clamam, proclamam e prometem. Este é o quadrado onde expressarei o meu voto de confiança a quem considero que é o mais sábio e o mais capaz para desempenhar a função.
FG

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Marinha Grande, uma inquietação de sempre


João Paulo Pedrosa

18 Janeiro

Hoje foi dia 18 de Janeiro.
Dia do Vidreiro.
Longe da Cidade, não pude sentir mais próxima esta efeméride. Mas não esqueci.
Sou filho de Vidreiro. De um Vidreiro que ao fim de 33 anos ao serviço da mesma empresa foi 'dispensado'...
Sei que hoje se devem ter ouvido as Vozes dos mais altos dignitários da Cidade, para elogiar a honra do Vidreiro.
Vozes que não ouvi quando há dois anos atrás o meu pai e outros como ele foram despedidos dos seus postos de trabalho. Vozes que não ouço para defender os verdadeiros interesses da Indústria Vidreira e dos Vidreiros na Marinha Grande...
Hoje, eles lá devem ter estado, a apregoar a honra do Vidreiro.
Mas que importam os discursos de ocasião?
O que importa e o que a História regista, não são as palavras levadas pelo vento, mas sim os feitos grandiosos, da coragem e da tenacidade dos que lutaram e lutam pela Liberdade e pela Justiça. Essa História de que a Marinha Grande se orgulha de trazer no Rosto, e de que o Vidreiro, seja ele qual for, homem ou mulher, traz dentro si, no seu espírito que por ser de Vidro é o mais nobre que pode haver.
Um abraço forte a todos os Vidreiros da Marinha Grande, especialmente aos que nunca souberam ser senão Vidreiros e que agora, por uma ou outra razão, são Vidreiros sem o Vidro na Mão, mas com o Vidro sempre no coração.

Nélson Araújo

terça-feira, janeiro 17, 2006

Uma página triste para a história da Marinha Grande

virou-se hoje com a conferência de imprensa que os vereadores do PS, o líder na bancada na assembleia municipal, Telmo Ferraz, o presidente da assembleia geral, Telmo Neto e o membro do secretariado da concelhia, Anibal Curto, deram hoje a propósito da análises do Parque da Cerca. Em poucas palavras, há perto de um mês que a câmara tem em seu poder as análises aos terrenos do Parque da Cerca efectuadas pelo Instituto do Ambiente. A câmara em vez de, logo de imediato, informar a população sobre o seu teor - lembrem-se, estava em causa a saúde pública dos frequentadores do parque e, sobretudo, das crianças - decidiu esconder essas análises, não fazendo rigorosamente nada. Perante isto, o PS solicitou-as oficialmente e encarregou-se ele próprio de solicitar um parecer. Assim, hoje, munidos com esse parecer e respectivas conclusões, informámos os marinhenses que não há qualquer perigosidade nos terrenos do Parque da Cerca para a população. Os dados obtidos estão muito, mas muito aquém, dos limites médios e totalmente distantes dos limites perigosos.
Amanhã conto postar aqui uma cópia do relatório completo com as respectivas conclusões.

PS - Uma vez que estamos na blogosfera permitam-me que dedique este post a três pessoas (eles sabem porquê), à Paula Santos, ao Gana e ao Observador Marinhense.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Presidenciais

O próximo domingo é, uma vez mais, dia de eleições. Desta feita, para que o Povo Português escolha o seu mais alto Magistrado, o Chefe de Estado, o Presidente da República.
Num sistema político como o Português, semi-presidencialista, a figura do Chefe de Estado parece envolvida numa nuvem de mistério, sem que se descortine precisamente a sua importância e a sua competência em matéria de definição dos destinos do País. Os seus poderes, para uns demasiados limitados, para outros suficientemente latos, são em muito desconhecidos pelo comum dos cidadãos, como aliás fica patente pelas ideias geradas e comentadas ao longo da pré-campanha e agora na campanha eleitoral dos candidatos.
Por outro lado, candidatos há que, uma vez mais, apoiados pelos seus partidos, parecem esquecer-se que estas são eleições presidenciais e não legislativas. Que tal como das eleições autárquicas não é legítimo retirar ilações políticas sobre o Governo e a sua governabilidade de um resultado presidencial. Vamos escolher um Chefe de Estado, não vamos fazer um referendo ao Governo!
Mas, o que de mais saliente fica para a história nestas eleições presidenciais é o regresso do mito de «el-Rei D. Sebastião». A Pátria vive dias de tristeza, de angústia, de incerteza quanto ao seu presente e ao seu futuro. As dificuldades económicas, de que não são isentas de culpa a instabilidade política e governativa dos últimos quatro anos, são o centro das nossas preocupações, aliadas à instabilidade social, gerada pela forte contestação a políticas restritivas e também pelo declínio dos valores morais, éticos e sociais, com os escândalos a sucederem-se e a porem a nu o que de mais pérfido se esconde pelo país fora, e sobretudo nos estratos sociais mais públicos, tidos à partida por mais íntegros, mais honestos, tidos previamente como modelos de comportamento e de vivência.
A Pátria precisa, neste contexto de um Salvador. Um Messias político. Não foi difícil, a quem mais convém este mito, implantar na consciência de uma larga maioria dos portugueses, esta convicção. Mas o que se espera de uma tal figura? E será essa figura, a de um messias-político, compatível com o lugar que deve ocupar o Chefe de Estado no sistema político português?
De um Messias, espera-se a salvação. A salvação é a resolução de todos os problemas e dificuldades. O seu papel, o do salvador é de nos libertar da opressão, da injustiça, da mentira, do sofrimento. O seu papel é o de nos oferecer a Paz, a Justiça, a Liberdade, a Prosperidade, a Riqueza. Tudo isso, gratuitamente. Sem qualquer compromisso ou esforço da nossa parte. Tudo isso dado de mão beijada. De um Chefe de Estado que assuma esta postura espera-se que governe. Que decida. Que imponha a sua vontade. Que defina as linhas orientadoras de um Governo. Ora, no sistema político português quem governa é São Bento, e não Belém. É o Primeiro-Ministro a quem compete decidir as políticas orientadoras, não ao Presidente da Republica que se deve remeter ao papel de Árbitro no regular da vida das Instituições, e no velar pelo respeito da Lei Fundamental, a Constituição da República Portuguesa. Além de que é pura ilusão pensar-se que é nas mãos de um só homem, o Chefe de Estado, sem qualquer compromisso ou exigência da nossa parte, que está a resposta a todos os nossos dramas e sofrimentos. Não há futuro para Portugal e para os Portugueses sem o sacrifício comum, sem exigência, sem compromisso!
Receio que a eleição de um Chefe de Estado que incarne a figura de um Messias, nascido da vontade e da mente de discípulos mais desejosos do poder, e do Governo, do que em querer servir a Causa da salvação de Portugal e dos Portugueses, gere apenas mais e maior instabilidade política. O silêncio dos discípulos por ora, não significa total imparcialidade ou isenção. Aguardam apenas a hora oportuna para pedirem ao seu Messias que coloque cada um deles, um à sua direita e outro à sua esquerda, quando ele vier com o seu reino. Só evitará a queda deste Governo e eleições legislativas antecipadas, que significaria um retrocesso fatal no caminho de estabilidade e de consolidação política e social do país, colocando em questão o seu futuro próximo e a possibilidade da sua recuperação diante da grave crise económica, financeira e social, a capacidade que tiver o Eleito para ser superior aos desejos dos seus discípulos, mantendo-se acima dos interesses político-partidários, e refreando o seu mais que natural desejo de acelerar mudanças, interferindo além do legitimamente esperado, no que é competência exclusiva do Governo de Portugal, legitimado pela escolha maioritária dos Portugueses, em eleições anteriores.
É preciso garantir que a eleição do próximo domingo signifique o consolidar de uma política governativa, através das legítimas Instituições, que gere confiança e esperança no espírito dos portugueses, e não a dúvida, a incerteza, a insegurança pelas decisões políticas que possa vir a tomar a curto e médio prazo.
É preciso eleger um Chefe de Estado que, pela experiência e pela maturidade social e política, acreditado tanto no interior como no exterior do País, possa ser o Rosto de uma Nação que acredita em si, que acredita nos seus valores, que acredita no seu futuro.
Só há, a meu ver, uma candidatura que nos dá essa garantia: MÁRIO SOARES! E espero que seja essa a que os Portugueses escolham.
Mas, seja qual for a escolha que for feita, esperemos e rezemos, para que o Chefe de Estado, que o vier a ser nos próximos cinco anos, saiba exercer com fidelidade, com integridade, com serenidade, com firmeza, com convicção, a missão de ser a Voz e o Rosto de todos os Portugueses.

Nélson Araújo

Alguém faz ideia ?

Na última assembleia municipal, à boca pequena, meio a brincar meio a sério, como é seu hábito, Saul Fragata saiu-se com esta: " Faz tudo o que agente manda, se fosse um pouco mais novo ainda o inscrevia no PCP".
Não estou mesmo nada a ver a quem é que ele se referia...



João Paulo Pedrosa

Crise na coligação, viva a oposição

Esta sólida aliança PCP/PSD que governa os destinos do concelho são uns verdadeiros mestres. Mestres na arte de entreter, já se vê.
Na verdade, pese embora o facto de terem apresentado programas eleitorais, já lá vão quase quatro meses depois das eleições e nem uma única ideia ou projecto para o futuro do concelho. O plano de actividades tarda em aparecer e, por este andar, juntam o de 2006 com o de 2007 que é para não terem que fazer nada até lá. As trapalhadas sucedem-se, cada membro da coligação diz uma coisa e, logo a seguir, outra totalmente diferente a ver qual delas é que pega. A última que promete diz respeito às análises sobre o Parque da Cerca onde a coligação mostra, mais uma vez, a sua arte de dissimular. Senão vejamos:
1- O PCP e o PSD disseram que a primeira medida que tomariam logo que chegassem à câmara seria encerrar o Parque da Cerca, como não o fizeram concluímos que tiveram indicadores seguros de que não havia perigo para a saúde pública;
2- A 28 de Dezembro, Artur Oliveira, diz na assembleia municipal que as análises chegaram nesse dia de manhã e que ainda nem tinha tido tempo de informar o "João Barros" (palavras dele), mas que as análises eram inconclusivas.
3- Apressei-me a solicitar por escrito que a câmara me dessem essas análises.
4- Nessa mesma reunião da AM, Pedro Silva, deputado pelo PSD, tece já considerações sobre as análise que tinham vindo de manhã e que nem o presidente ainda sabia. Estão a ver, não estão ?
5- Artur Oliveira não é técnico de ambiente e na reunião de câmara perguntei-lhe porque é que disse que as análises não eram conclusivas. Engasgou-se e nada, aos costumes disse nada! Estão a ver, não estão ? quem é que lhe terá dito que eram inconclusivas... é caso para dizer, quem faz o mal faz a caramunha.
6- Os vereadores do PS apressaram-se a pedir um parecer técnico sobre as mesmas, já que a maioria PCP/PSD da câmara nada fez para tranquilizar, ou não, a população.
7 - Hoje de manhã o Diário de Leiria diz que Barros Duarte mandou um fax na sexta-feira a perguntar ao Instituto do Ambiente porque é que deram as análises a alguém (leia-se Artur Oliveira ou Pedro Silva) sem lhe as terem dado a ele e que agora quer um relatório explicativo. É caso para perguntar, se as análise vieram ainda durante o mês de Dezembro porque não se apressaram a pedir esse relatório para informar a população do concelho ? Será que só o fazem agora porque leram ou ouviram que os vereadores do PS iriam convocar uma conferência de imprensa para informar a população do teor das análises ?
O estado a que isto chegou! Não é o interesse e a segurança das populações que interessa defender mas sim anteciparem-se às iniciativas da oposição. Se assim é, convém lembrar à maioria PCP/PSD que é bom, muito bom mesmo, haver oposição.



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Pergunta para o presidente da Assembleia Municipal

- O PS teve 6100 votos, praticamente os mesmo votos de há quatro anos atrás;
- O PSD teve 1500 votos, praticamente menos um terço que há quatro anos atrás;
- O PS tem apenas alguns pelouros da área da acção social e trata dos seus conteúdos nas reuniões de câmara com todos e em consenso alargado;
- O PSD tem quase todos os pelouros operativos da câmara e nunca tratou de nada nas reuniões de câmara, mas desmultiplica-se em atoardas todas as semanas nos órgãos de comunicação social;

Se o sr presidente da Assembleia Municipal fosse uma pessoa isenta, como devia ser e como prometeu ser depois de eleito, quem é que achava que desestabiliza o funcionamento da câmara municipal ?

PS - Já agora convinha que dissesse se é presidente da Assembleia Municipal do concelho da Marinha Grande ou apenas dos membros da coligação PCP/PSD, porque a sua atitude de hoje, no JMG, ao defender um vereador com uma representação residual no concelho contra outro que representa uma grande parte do eleitorado é uma atitude de sectarismo político primário como há muito pensavamos não existir no concelho.



João Paulo Pedrosa

Desorientação total

Na semana passada disse aqui isto:
Na reunião de câmara de ontem o presidente apelou a que não se desgastasse o executivo com sistemáticas picardias na comunicação social, estou de acordo com ele. Disse-lhe, aliás, que apesar dos vereadores do PS não terem nenhuns meios para trabalhar (ainda ontem se quis arquivar uns papeis meus da câmara tive que ir comprar um dossier à papelaria), não é por causa dos vereadores do PS que as coisas não funcionam bem na câmara. Antes pelo contrário, os vereadores do PS, nos exercício dos seus pelouros, têm tido uma boa cooperação e um bom relacionamento com o presidente e com a maioria.Assim, por tudo isto, esta semana vou estar em black-out sobre assuntos autarquicos, vamos ver se esta postura é generalizada e se as palavras do presidente ver ser respeitadas por todos. Daqui a oito dias voltamos a falar.
Pois aqui estamos nós para cumprir a promessa. Como os marinhenses bem sabem, e eu tenho vindo reiteradamente a afirmar, a desorientação total que se vive no seio da coligação PCP/PSD não é por causa dos vereadores do PS, mas sim pela sua total incapacidade para governar os destinos do concelho. Desrespeitando totalmente o acordo estabelecido na reunião de câmara do dia 5 de Janeiro, o JMG oferece-nos hoje mais um episódio da triologia do vereador Artur Oliveira, a saber, mentiras, incompetência, desorientação. Aliás, na reunião de câmara foi visível a sua total desorientação (levou apenas dois assuntos dos seus pelouros que teve que retirar devido à má instrução processual e por não saber sequer que matérias eles continham), já que estava atulhado em jornais e recortes numa grande confusão sobre o que disse, o que diz que disse e o que disse, dizendo que não disse. Os vereadores Álvaro Pereira e Cidália Ferreira confirmaram todas as trapalhadas das suas declarações e mesmo os vereadores da coligação, claro está, ficaram-se por um esclarecedor, não confirmo nem desminto.
O atoleiro em que este sr. Vereador se meteu tem sido de tal forma grave que já obrigou o anterior presidente da TUMG e destacado militante do PSD, dr João Pereira, a vir a público desmenti-lo e obrigou hoje o presidente da Assembleia Municipal que tem, ou devia ter, o dever de isenção a vir justificar as suas trapalhadas.
Artur Oliveira não respeitou o apelo do presidente da câmara para fortalecer a coesão do executivo camarário com vista à resolução dos problemas com o máximo consenso possível e, semana após semana, só contribui para a desestabilização do concelho e para o agravar dos problemas. Ao contrário, os vereadores do PS todas as semanas dão conta a todo o executivo e, em especial, ao seu presidente do trabalho que vão realizando nos seus pelouros e as ideias que têm para ajudar os mais desfavorecidos. As ideias e as propostas têm sido bem acolhidas pelo colectivo, pois é com diálogo e com a participação de todos que se ultrapassam os problemas.



João Paulo Pedrosa

post it (7) ???

A crer nas sondagens, (esta semana, na TSF, tem sido uma por dia), Cavaco Silva será o próximo Presidente da República. À primeira volta.
Para quem como eu não se revê nas opções ideológicas do candidato, o eventual resultado das eleições dito desta forma, até parece soar a resignação. Mas não, resulta antes de incompreensão e apreensão.
Estes resultados fazem-me interrogar sobre as insondáveis razões que levam a que uma maioria inequívoca dos eleitores até agora sondados, premeie a candidatura de Cavaco Silva com uma dinâmica de vitória que o poderá conduzir a Belém sem grandes sobressaltos. Estes resultados fazem-me interrogar sobre as insondáveis razões que levam a que uma parte substancial do eleitorado de esquerda confie o seu voto a Cavaco Silva. Será? Será que a maioria dos eleitores tem memória assim tão curta? Será que não se recordam que há dez anos disseram “NÃO” a Cavaco Silva? Será que esqueceram que esse “NÃO” foi o castigo pela arrogância de quem nunca se engana e raramente tem dúvidas? Por quem sempre mostrou desprezo pela actividade política? Por quem criou a “Teoria do Oásis” enquanto o país definhava? Por quem elegeu as “Forças de Bloqueio” como causa do seu insucesso? Por quem ele representava? Será que ele mudou assim tanto nestes dez anos? Mas que raio é que o homem fez para merecer a presidência numa bandeja? Deu ideias sobre o país, sobre o mundo? Falou sobre o futuro? Pronunciou-se sobre a guerra no Afeganistão ou no Iraque? Levantou a voz por Timor? Falou sobre a fome? Sobre a dívida dos países mais pobres? Deu alguma opinião? Ah, já sei, escreveu a sua autobiografia em dois volumes, deu aulas de economia e decorou a letra de “Grândola Vila Morena”.
Por favor, mostrem-me que estou enganado e que tudo isto não passa de um grande equívoco.
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FG

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Registo para memória futura

Karyaka, jogador russo do glorioso Sport Lisboa e Benfica deu a um jornal do seu país uma entrevista, verdadeira, mas arrepiante. Diz ele que Lisboa é uma pequena aldeia sem condições já que não há praticamente um jardim público para as crianças brincarem à vontade e para encontrar um jardim de infância para o filho teve que se deslocar 30 km.

Não há em Lisboa, mas há na Marinha Grande !
Jardins públicos para as crianças brincarem é o que se vê e jardins de infância com cobertura total da população escolar a menos, não de 30, mas de 3 km.



João Paulo Pedrosa

Soares homenageou participantes no 18 de Janeiro de 1934



João Paulo Pedrosa

domingo, janeiro 08, 2006

Mário Soares na Marinha Grande


é já na próxima terça-feira dia 10 de Janeiro pelas 12.30 horas. O candidato Mário Soares vem ao nosso concelho colocar uma coroa de flores, no monumento da Praça do Vidreiro, em homenagem ao movimento do 18 de Janeiro de 1934, seguindo-se depois uma visita à FAMARI empresa de embalagem de cartão que, entre outras, tem a particularidade da esmagadora maioria dos seus trabalhadores serem mulheres.
Aos que se quiserem associar a esta homenagem às lutas do movimento operário em Portugal, podem comparecer, pelas 12 horas, junto ao bonito monumento da autoria do artista marinhense Joaquim Correia.



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Um blogue

é uma ferramenta de comunicação muito diferente de um jornal, tem um registo mais informal, pode ser um impulso de momento ou um pensamento longamente ponderado. O que num blogue resulta bem, num jornal pode ser totalmente desprovido de sentido. Uso este blogue, essencialmente, na perspectiva de autarca, procurando dar conta do que se vai fazendo no governo do nosso concelho, apontando as falhas que encontro e indicando as propostas que me parecem mais certas. Isto não é nada de novo, apenas, liberdade.
Acontece que na Marinha Grande como no país, muita da informação que é produzida nos jornais vem dos blogues. Todavia, se a informação não for dada com algum cuidado, um pormenor que sai bem num blogue, num jornal pode não ter o mesmo efeito.
Vem isto a propósito de pequenos posts que aqui apresento e aparecerem nos jornais como artigos de opinião meus que, na verdade, não o são. Quando quiser escrever artigos de opinião faço-o de outra forma e com um registo diferente.
Na reunião de câmara de ontem o presidente apelou a que não se desgastasse o executivo com sistemáticas picardias na comunicação social, estou de acordo com ele. Disse-lhe, aliás, que apesar dos vereadores do PS não terem nenhuns meios para trabalhar (ainda ontem se quis arquivar uns papeis meus da câmara tive que ir comprar um dossier à papelaria), não é por causa dos vereadores do PS que as coisas não funcionam bem na câmara. Antes pelo contrário, os vereadores do PS, nos exercício dos seus pelouros, têm tido uma boa cooperação e um bom relacionamento com o presidente e com a maioria.
Assim, por tudo isto, esta semana vou estar em black-out sobre assuntos autarquicos, vamos ver se esta postura é generalizada e se as palavras do presidente ver ser respeitadas por todos. Daqui a oito dias voltamos a falar.



João Paulo Pedrosa

terça-feira, janeiro 03, 2006

Tão perto o distante mundo de Orwell

Acabei agora de saber que a direcção do ACM (Atlético Clube Marinhense) foi recebida pelo Sr Barros Duarte na câmara municipal no dia 27 de Dezembro. No dia seguinte é assinado o contrato-promessa de compra e venda dos terrenos da Portela para a instalação de uma grande superfície comercial - o Leclerc. Questionado na assembleia municipal pelo Bloco de Esquerda sobre o que sabia sobre a vinda desta unidade comercial para a Marinha Grande e para aqueles terrenos, respondeu:
- Não sei de nada !


PS - Na reunião de câmara de ontem o presidente disse que de facto tinha reunido com a direcção do ACM mas não falaram nada sobre o Leclerc, apesar de no JMG Helder Fernandes ter confirmado a reunião e a discussão do assunto, tomo como certa, obviamente, a palavra do presidente da câmara.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, janeiro 02, 2006

post it (6) “Experiência e Bom Senso”

Um destes dias andava em casa a arrumar uns papéis e encontrei um jornal anterior às eleições autárquicas, com uma entrevista do então cabeça de lista do PSD à Câmara Municipal, Sr. Artur Oliveira. A entrevista era acompanhada duma fotografia do candidato e por baixo podia ler-se o soglan de campanha “Experiência e Bom Senso”. Já na altura achei a frase pouco interessante, de relativa e duvidosa aplicação ao candidato, no que diz respeito à experiência, e redundante relativamente ao bom senso - penso que é o mínimo que se exige a quem se candidata a um cargo político.
(cerca de 3 meses depois)
Sobre a conduta do cidadão Sr. Artur Oliveira, e relativamente aos atributos que reivindicava em campanha, é óbvio que não me prenuncio. Já relativamente à conduta política do vereador Sr. Artur Oliveira e aos mesmos atributos, é obvio que a posso avaliar.
As trapalhadas que se têm sucedido relativamente ao mercado, à TUMG e à suposta contaminação dos terrenos do Jardim da Cerca, são reveladoras de uma desconcertante inabilidade política (para não chamar outra coisa) e que só não se traduzem em momentos de humor hilariante porque se tratam de assuntos muito sérios. Atente-se no exemplo da suposta contaminação do Jardim da Cerca. Tendo as análises já chegado às mãos do Sr. Vereador, de acordo com informação por si prestada na última Assembleia Municipal, as mesmas não são conclusivas. Ah, já percebi! Dito por outras palavras - seriam conclusivas se revelassem contaminação (esta frase é minha!). Está claro que a afirmação da ausência de conclusão nas análises realizadas é desprovida de qualquer sentido de bom senso e quanto à experiência, só se for isso mesmo – esta (bojarda) vai à experiência, a ver se pega...
Já agora era interessante saber até quando o Sr. Vereador vai ter a confiança política do Sr. Presidente.
Tudo isto me faz lembrar a história do elefante numa loja de cristais que de cada vez que se mexe parte qualquer coisa. Só que neste caso as culpas do prejuízo também se repartem por quem o ajudou a entrar na loja e por que lhe abriu as portas de par em par.
FG

Nazaré,um banho de multidão!


Já se esperava,a passagem de Mário Soares na marginal da Nazaré,no 1º dia do Novo Ano,constituíu um sucesso de contacto com os nazarenos e com os demais passeantes que visitavam a vila piscatória.
Soares,que havia passado a noite de fim de ano com jovens,apresentou-se fresco que nem uma alface...deu um pézinho de dança com varinas e sentiu o calor expressivo de muitos jovens ou mais velhos que lhe prometeram o voto.
Como aqui disse em 20 de Novembro,aquando da visita a Leiria,"Soares continua igual a si próprio"...mas,agora,de confiança redobrada.
Mês e meio de campanha de rua,incessante, foi o suficiente para se perceber que Soares continua em grande forma física e com uma grande devoção pelos portugueses.
E,inequivocamente,Mário Soares continua a gozar de um enorme caudal de simpatia por parte dos seus compatriotas...
Fez bem em arrancar para a etapa decisiva na Nazaré...enquanto o seu principal adversário se fechava de pantufas nalguma lareira,Soares foi dizer,de cima de um banco e sem microfone, que "os nazarenos,pescadores e peixeiras,estão sempre no meu coração"...A alegria,os beijos,os pés de dança bem que o retribuíram...
E como dizem os mais jovens,se"não há duas sem três"... façam o favor de contar com Soares para a 2ªVolta...Depois,veremos!


Osvaldo Castro