sábado, dezembro 31, 2005

Moleskine,o mítico caderno preto...

Trata-se da mais bem sucedida recuperação de um produto de utilidade que virou moda e marca de sucesso.Era fabricado em pequenas oficinas francesas que forneciam as papelarias de Paris.Durante os dois últimos séculos circulava nas mãos e nos bolsos dos mais conceituados escritores,pintores e jornalistas.Nas suas páginas emergiram em bruto os primeiros esquissos de Van Gogh a Picasso ou os "borrões" das páginas literárias de Hemingway a Bruce Chatwin.Algumas das mais belas crónicas jornalísticas nasceram nas páginas lisas ou com linhas desses lendários cadernos pretos.
Em 1986 desapareceu a última oficina parisiense que os produzia.Dizia-se, "o Moleskine já era"...mas em 1998 um editor de Milão optou por arriscar e descobriu que havia um nicho de oportunidade,apesar dos notebooks e dos diários cada vez mais sofisticados.
A aposta foi ganha.Há até quem fale de "uma geração de Moleskines",tal a indiscutível imprescindibilidade do caderno preto e do seu uso distintivo por intelectuais de todas as áreas.
Eu, que desde 1996 me habituei a uma agenda electrónica,a famosa Palm Pilot,que surgira por essa época e que a Catarina me trouxe de Nova York,voltei a render-me ao prazer das notas manuscritas no meu Moleskine.Claro que uso a agenda electrónica,mas quanto a notas de reuniões ou outros escritos,as primeiras impressões vão directas para o caderno preto.Tudo,aliás,graças à gentileza do Jornal de Leiria que desde há dois/trés anos resolveu oferecer,pelo Natal, aos seus colunistas tais preciosidades.
É por tudo isso,pela utilidade inequívoca do famoso caderno preto,mas também pelo peso da sua tradição, que não mais me desabituarei do seu marcador,da simplicidade das bolsas e do elástico de fecho do Moleskine.
Parece estar na moda,mesmo muito "in",mas para mim o importante é sentir que trago na mão, em todos os momentos, um precioso caderno das minhas muitas notas.
Há coisas assim...eu, que quase só consigo escrever em directo para o computador, redescobri o prazer da nota manuscrita com data organizada...é a mais pura das verdades,o Moleskine é um acumulador de ideias e de velhas emoções.
Vale a pena experimentá-lo...!


Osvaldo Castro

BOAS FESTAS E BOM 2006!


Embora atrasados,aqui vão os meus votos de Boas Festas e de Feliz Ano Novo para todos os leitores que acedem ao "Praça Stepens",a todos os "bloggers", aqui comentadores, e a todos os marinhenses,vieirenses e moitenses,no fundo o nosso público alvo. Mas sempre sem esquecer a "blogolândia".
Que 2006 permita a melhorar a situação económica e financeira do país e que se constitua no ano em que a luz comece a surgir ao fundo do túnel.
Um abraço de solidariedade e confiança na democracia.



Osvaldo Castro

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Pintar a cara de preto

era o que devia fazer Pedro Silva, engenheiro do ambiente e deputado minicipal do PSD. Como todos recordarão, a dois dias das eleições autarquicas ( e nem quero falar aqui da possível influência que terá tido nos resultados finais) Pedro Silva denuncia que o parque da Cerca, local por onde passeavam milhares de marinhenses, estava contaminado - de acordo com análises que alegadamente terá feito - com venenos e metais pesados e que a situação era tão perigosa para a saúde pública que nunca lá levaria a sua filha.
A confirmar-se a veracidade destas análises que ele tinha tido conhecimento cinco meses antes, Pedro Silva preteria miseravelmente a sua honra e dignidade profissional, com consequências graves para a saúde pública, ao mais básico e rasteiro aproveitamento eleitoral partidário.
Ontem, na assembleia municipal, Pedro Silva declarou que afinal já lá tinha ido passear com a filha, que em vez das quinze análises exigidas tinha realizado apenas quatro e que o local das colheitas não foi propriamente no parque da Cerca mas no terreno junto aos estaleiros. Uma vergonha!
Se este fosse um país a sério esta pusilânime criatura já teria perdido a carteira profissional.



João Paulo Pedrosa

E a bagunça continua

"A TUMG (empresa de transportes urbanos da Marinha Grande) é viável e já este ano vai dar um lucro de 80 mil euros";
J. João Pereira, ex-vereador do PSD e ex-presidente do conselho de administração da TUMG;

"A TUMG tem os dias contados, a sua estrutura envolve custos que a câmara não pode suportar";
Artur Oliveira, actual vereador do PSD e actual presidente do conselho de administração da TUMG;



João Paulo Pedrosa

Uma grande bagunça

reina no seio da coligação PCP/PSD na câmara municipal, apenas dois meses depois de tomarem o governo do concelho. Ontem, na sessão da assembleia municipal, esta realidade foi penosamente visível, com o vereador Artur Oliveira a contrariar e a desautorizar a posição do presidente da câmara relativamente ao novo mercado municipal. Este vereador, com uma concepção de mercados de produtos alimentares típica do século XIX (a história da velhinha a carregar caixas de maçãs é disso exemplo), está a protelar a entrada em funcionamento do novo mercado, com a patética ilusão de que com uma pintura e a lavagem das paredes consegue resolver todos os problema do mercado velho. Ora, as consequências desta atitude são muito gravosas para o erário público. De facto, enquanto não se assume nenhuma decisão em relação ao novo mercado, este vai-se degradando e os encargos crescem sem o consequente retorno proveniente das receitas de quem o utilizar. A teimosia e a incompetência estão a lesar o interesse municipal.
É, justamente, para evitar que esta situação continue numa total bagunça, sem que se vislumbre qualquer solução à vista que entendo dever o presidente da câmara retirar este dossier das mãos do vereador Artur Oliveira e assumi-lo ele próprio. E é se quer que este problema tenha solução.



João Paulo Pedrosa

terça-feira, dezembro 27, 2005

A verdade é como o azeite

Durante a campanha eleitoral e já depois de ter tomado posse, a coligação PCP/PSD que governa a câmara municipal, tem-se desmultiplicado em declarações sobre a situação financeira da autarquia. Acusaram a gestão anterior de ter aumentado exponencialmente as despesas correntes com subsídios e gastos desnecessários com fins eleitorais. Por outro lado, dizem que a câmara está falida e que por isso não vão poder realizar as obras que prometeram ao eleitorado.
Ora, na próxima quarta-feira, dia 28 de Dezembro, vai estar presente a informação financeira do município (já da responsabilidade desta gestão) e que nos dá os seguintes resultados:

- Entre Jan e Nov de 2004 a despesa corrente foi de .. 10 675 116;
- Entre Jan e Nov de 2005 a despesa corrente foi de ...10 741 433;

Conclusão: Se tivermos em conta que só a despesa com salários, por conta dos aumentos e actualizações, cresceu 4%, logo, as despesas correntes em 2005 em vez de crescerem diminuiram.

- As receitas da câmara em 2005 foram: 17 249 715 euros;
- As despesas da câmara em 2005 foram: 15 808 963 euros;
A disponibilidade de tesouraria em 16 de Dez:..... 3 437 390 euros;


Conclusão: No exercício de 2005, entre o que se gastou e o que se arrecadou, a câmara ficou com um saldo favorável de: 1 440 852, mais 3 437 390 em depósitos à ordem e depósitos a prazo. Ora, para quem diz que a câmara está falida e apresenta um saldo do exercício do ano de trezentos mil contos contos mais cerca de um milhão em disponibilidades de tesouraria, é obra.



João Paulo Pedrosa

domingo, dezembro 25, 2005

sábado, dezembro 24, 2005






A todos um Santo Natal!

Filipe Gomes (o verdadeiro)

Bom Natal,



Filipe Gomes

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Os comandos de Kabul


é um blogue sobre a diáspora de um militar marinhense. Uma saudação fraterna para todos, os de lá e os de cá.


João Paulo Pedrosa

Messias

Nesta quadra do Natal não podia deixar de desejar a todos um Feliz Natal... Para os que não se recordam esta é a Festa do Verdadeiro Messias-Salvador: Jesus Cristo! Não, não é a festa do outro 'messias' que por aí parece andar... devem estar a fazer confusão! É que Messias há só um: o JC e mais nenhum!!

Solideo

Afinal quem é que manda ?

Artur Oliveira no JMG da semana passada diz que " a intenção da câmara é vender o novo mercado municipal".
Hoje, protestei junto do presidente por terem tomado tal decisão sem ouvirem os vereadores do PS. Resposta do presidente:

" Não subscrevo e condeno as declarações que a esse respeito foram feitas ".



João Paulo Pedrosa

Um relógio suiço

Às 10 horas da manhã, no quiosque da D. Flávia, leio no JMG declarações de Artur Oliveira dizendo que " a TUMG tem os dias contados...".

Às 15 horas Barros Duarte diz que a TUMG deve continuar como empresa de transportes colectivos urbanos;

Às 16 horas anuncia que Artur Oliveira vai ser o novo presidente do conselho de administração da TUMG;



João Paulo Pedrosa

Pérolas da reunião de câmara 5

Artur Oliveira, vereador das obras públicas da câmara municipal, disse da empresa municipal TUMG (transportes urbanos da Marinha Grande) o que Maomé não disse do toucinho... que era para acabar, que não servia para nada, etc, etc. Hoje foi proposto e eleito pela maioria CDU para presidente do conselho de administração.
Justificação do presidente da câmara para a sua proposta, competência ? Não ! Experiência ? Também não ! Foi assim:


" Já convidei carradas de gente e ninguém aceitou, mas agora de manhã convenci o Artur".



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Na segunda volta para ganhar !



(nuno golos)


João Paulo Pedrosa

quarta-feira, dezembro 21, 2005

post it (5) A Metáfora

Em Abril deste ano, em Kent, no Sudeste de Inglaterra, foi encontrado um homem sem qualquer identificação, amnésico, vagueando. O homem não pronunciava qualquer palavra. Deram-lhe papel e lápis e ele desenhou um piano. Puseram-lhe o instrumento à frente e o homem tocou horas a fio, interpretando virtuosamente composições de Chopin, Listz e Bach. Era a sua única forma de comunicar. Logo a imprensa “deu à luz” o “homem do piano”, e discorreu sobre tão intrigante e apaixonante personagem à qual foram dadas honras de aberturas de telejornal e de títulos de primeira página. De acordo com os fazedores de notícias, o “homem do piano” impressionava pelo seu talento. A sua incógnita origem alimentava uma áurea romântica de mistério, explorada até ao tutano pelos media. Teciam-se, ante tão impenetrável personagem, as mais originais e criativas teorias. Até a medicina se pronunciou.
Até que um dia, depois de muitas tentativas dos que o rodeavam, finalmente o homem falou… Foi hoje, esta noite. Passavam trinta minutos das vinte horas. Todos ficámos identificados com o seu passado e a saber que destinos o movem. O seu virtuosismo transformou-se num razoável domínio do instrumento, caído que foi o manto diáfano que o endeusava - tecido ardilosamente por escribas apócrifos.
Afinal o “homem do piano” era apenas e tão só o já nosso sobejamente conhecido “homem do leme”. Caiu mais um mito…


FG

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Os direitos humanos,também contra a fome!

O Banco Alimentar contra a Fome foi este ano distinguido com o Prémio dos Direitos Humanos,no valor de 25.000 Euros,que,desde 1999 a Assembleia da República vem atribuindo.
Foi a tal propósito que, na Intervenção que produzi no decurso da Cerimónia de atribuição dos prémios ,como Presidente do Júri e da Comissão de Assuntos Constitucionais,Direitos Liberdades e Garantias, tive a oportunidade de o justificar em palavras que aqui excerto:"É também por tudo isto que, como um tímido sinal, que não visa lavar consciências, mas antes estimular os que, organizadamente, em Portugal, se batem arduamente para minorar a pobreza e atenuar a fome dos desvalidos, que, por unanimidade, o júri deste Prémio propôs a V.Exa,Sr. Presidente da Assembleia da República, que fosse contemplada uma organização que com criatividade e muito trabalho voluntário se dedica a combater a fome no nosso país"...
O júri, que era composto, também, pelos deputados Maria de Belém,Guilherme Silva,António Filipe,Anacoreta Correia,Francisco Louçã e Madeira Lopes, propôs,também por unanimidade, ao P.A.R.,ao que este acedeu, que fossem galardoados com a Medalha de Ouro da Assembleia da República, mandada cunhar por ocasião do Cinquentenário dos Direitos Humanos,o jornalista Pedro Coelho,da SIC,pela excelente reportagem "Mulheres que amam demais", que aborda o tema da prostituição no ângulo da reinserção social,sem concessões ao sensacionalismo, e a Comissão Nacional de Justiça e Paz, pelo seu devotamento à causa dos direitos humanos nos vinte anos que leva de existência.
Com tais excelentes premiados tratou-se de uma bela Comemoração dos 57 anos da Convenção dos Direitos Humanos.



Osvaldo Castro

domingo, dezembro 18, 2005

Mercedes Soza


a minha simpatia pelo Bloco de Esquerda é só por via dela


João Paulo Pedrosa

Venham mais cinco




João Paulo Pedrosa

Russell Watson

Sábado à noite


João Paulo Pedrosa

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Correio dos leitores

Caros Marinhenses, agora que temos o Natal a poucos dias, deve ser sem sombra de dúvida um grande prazer para todos os marinhenses poderem usufruir de tão bela iluminação natalícia. Essa árvore linda que está na praça Guilherme Stephens, junto da Câmara , com uma iluminação de embasbacar, assim como o comboio que passeia cheio de ar e vento pela nossa cidade.Creio que é desta vez que os nossos comerciantes terão de tirar férias para descansar, tal tem sido a afluencia que o comboio e as festas natalicias tem trazido para bem do nosso comércio local.
Bem haja quem teve tão luminosa ideia pela forma de incentivar nesta época as compras natalícias, e desta maneira o comércio local.
Pedro Silva

Iniciação à blogosfera

saiu hoje, em forma de artigo de opinião, no Jornal da Marinha Grande. Este post é apenas para recolher comentários, sugestões e críticas ao modelo que adoptei para falar de blogues. Ajudem-me a melhorar a coluna com a vossa opinião para melhor dar a conhecer os blogues. Agradeço, desde já, a vossa colaboração.



João Paulo Pedrosa

Ainda a procissão vai no adro...

Decorrido pouco mais de um mês, dir-se-á prematuro fazer o balanço da actual gestão camarária, nem é minha pretensão fazê-lo, no entanto seria interessante perscrutar o actual contexto político do nosso Concelho e tentar averiguar das “grandes” mudanças tão veementemente apregoadas, começando então por comparar as orientações programáticas inicialmente definidas e defendidas, com o plano de accção supostamente iniciado. Dessa reflexão, qualquer cidadão comum poderá comprovar o que todos nós receávamos... Numa campanha que nem sempre primou pela transparência e que declaradamente assumiu contornos sinuosos, muitas críticas vieram à ribalta relativamente a muitas medidas e orientações do executivo camarário precedente, críticas essas que me excuso de promenorizar até porque são do conhecimento público e serviram de “porta-estandarte” à defesa da sua causa. Dizia eu que muitas dessas críticas e promessas de mudança cairam em saco roto o que, meus amigos, muito nos apráz confirmar aquilo que todos sabíamos e sabemos: os caminhos traçados conduziam-nos ao rumo certo, a nossa orientação era correcta...é gratificante constatar que afinal de contas a gestão anterior não estava assim tão errada quanto os nossos adversários políticos insistiam em afirmar...
Não fosse a liberdade a maior conquista de um estado democrático, todos têm direito ao benefício da dúvida e como ainda a procissão vai no adro... No entanto, não devemos cruzar os braços e ser meros espectadores do fracasso que pode advir de certas orientações que potencialmente poderão conduzir a uma estagnação ou mesmo regressão economico-social do nosso Concelho, até porque esse fracasso afectar-nos-á a todos. Temos que continuar a desempenhar um papel activo e sempre proactivo, despertar consciências e mentalidades ajudando a consolidar este nosso edificio politico-sociológico que é o nosso Concelho.

Fátima Cardoso

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Vá para fora cá dentro

era um antigo slogan de promoção do turismo nacional. Recupero aqui a ideia para apresentar alguns (poucos) belos recantos locais e nacionais, particularmente os que são menos conhecidos do grande público e que eu próprio conheça, dado que não sou um rapaz muito viajado...
Começo por um belíssimo espaço aqui tão perto de nós: O Mosteiro de Santa Maria de Cós.



João Paulo Pedrosa

post it (4) eu opino, tu opinas, ele opina

Vamos lá esclarecer uma coisa, as opiniões são como... as orelhas – cada um tem as suas. E até vendo a coisa do ponto de vista estritamente físico facilmente se conclui que temos tendência para desvalorizar as dos outros. Até porque na maioria das vezes, caso as opiniões dos outros não sejam coincidentes com as nossas, somos tentados a vê-las como hostis e a disparar de imediato sobre tudo o que mexe.
Na perspectiva do politicamente correcto diria que as opiniões valem todas o mesmo, mas não é verdade. A verdade é que existe uma graduação da opinião em função de quem a emite e da importância que lhe atribuímos. Os motivos podem ser variados – credibilidade, conhecimento, capacidade critica, sapiência, influência, demência... E também é verdade que gostamos de emitir opinião, porque em última análise ela representa o nosso pensamento, mais ou menos elaborado, mais ou menos decalcado. Ela representa uma forma de afirmação pessoal que procura reconhecimento.
A mais recente peça do puzzle foi-nos dada pela tecnologia – a blogosfera. Neste mundo, qualquer sacaninha mais ou menos bem intencionado pode colocar as suas opiniões ao alcance de milhões. E embora tal facto por si só não torne essas opiniões mais interessantes, incomoda os que pensam de modo diferente. É aqui que entra uma vez mais essa chatice da democracia e a obrigação de respeitar o pensamento dos outros.
Confesso que às vezes discordo de algumas das opiniões que são escritas neste blogue É um direito que me assiste tão legítimo como o de não ter opinião, o que para a muitos é um pecado capital. Mas há contudo uma coisa que não faço nem nunca farei - dizer aos outros sobre o que podem ou não opinar e a forma como o devem fazer.
FG

terça-feira, dezembro 13, 2005

A dinastia do monge Rasputine



O doutor Louçã (louca para os internautas) sempre gostou de se armar ao pingarelho. Desta vez a tirada foi dizer que se fosse presidente demitia o dr Jardim, pela simples razão que o doutor Louça não gosta dos fatos Maconde que o dr Jardim usa, nem gosta que rivalizem com ele em demagogia e populismo, as suas artes maiores.
Manuel Alegre quis seguir o engraçadinho na sua verborreia demagógica e acabou ridicularizado e com argumentação titubeante perante a figurinha mais perigosa e insuportável da política portuguesa. Bem feito!


João Paulo Pedrosa

Por uma boa causa

na próxima quinta-feira inicio no JMG uma colaboração regular sobre a blogosfera. O objectivo é dar a conhecer esta forma de comunicação ainda restrita. Neste primeiro artigo, num registo pessoal, falo das primeiras incursões nos blogues e das minhas preferências.
Desta vez selecionei dois textos de dois blogues marinhenses, mas conto aumentar as referências em próximos artigos, tal o número de blogues que por cá vão surgindo. Solicito assim aos leitores que nos vão dando conta dos seus blogues para os podermos divulgar. Não sei se este primeiro artigo vai ficar alguma coisa de jeito, por isso, caros amigos, agradeço as vossas sugestões e comentários a fim de melhorar a comunicação.



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Pérolas da reunião da Câmara 4

Há dias, eu próprio mais o vereador Álvaro Pereira, fomos a uma reunião ao centro de saúde para dar conta da nossa disponibilidade em ajudar esta instituição a servir melhor os nossos utentes. Por outro lado, fui também pedir ao director que nos disponibilizasse médicos e enfermeiros graciosamente para desenvolvermos um projecto de educação para a saúde junto da população mais idosa, no que fomos bem sucedidos. O director do centro de saúde pediu-nos também se a câmara podia ceder um funcionário administrativo para proceder ao atendimento de marcação de consultas o que facilitaria a vida dos milhares de utentes daquela instituição. Prometemos que iríamos apresentar o caso em reuinião de câmara. Apresentámos o problema e obtivémos do presidente da câmara a seguinte resposta, -"isso é com o governo". Retorqui-lhe que os problemas dos cidadãos do concelho são também problemas da câmara municipal. Dei até o exemplo que as refeições nas cantinas escolares são da responsabilidade do governo e na Marinha Grande a câmara servia já 200 mil. Resposta do presidente da câmara:
- " Isso foi você que quis dar uma ajuda e uma almofada ao governo".


João Paulo Pedrosa

Pérolas da reunião da Câmara 3

Na quinta-feira passada, a vereadora com o pelouro da protecção de menores, Cidália Ferreira, explicava ao colectivo municipal os problemas que existem na CPCJ (comissão de protecção de crianças e jovens em risco), designadamente os problemas que envolvem 172 crianças em acompanhamento na Marinha Grande e que são vítimas de negligência e maus tratos no seio familiar, correm sérios riscos de violação parental e sofrem de carência alimentar, entre muitos outros aspectos. Daí a necessidade de reforçar os serviços de psicologia clínica que vêm fazendo o acompanhamento delas.

Resposta do presidente da câmara:
Nós agora temos outras prioridades, prioridades que não foram atendidas durante os últimos doze anos.


João Paulo Pedrosa

sábado, dezembro 10, 2005

Só assim me consigo despedir do post ali em baixo

De que cidade inglesa é o Star Of Amadora ?


João Paulo Pedrosa

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Gritem comigo





João Paulo Pedrosa

Lugares de encanto



João Paulo Pedrosa

quarta-feira, dezembro 07, 2005

post it (3) O Meu Amigo Despertador

Uma noite destas tive um sonho mau. Sonhei que já tinham sido as eleições, estávamos na noite do primeiro dia do ano e na televisão, o novo Presidente dirigia-se ao país na sua habitual Mensagem de Ano Novo.
A figura era seca, descolorida e sorria de forma estranha. Na lapela do casaco exibia um crachat gigante do tipo “programa de emagrecimento”, que dizia: EU SOU A SALVAÇÃO.
O decor era austero. Na sala fracamente iluminada percebia-se uma lareira apagada e no chão, encostados à parede, uma pilha de livros de economia em desalinho, por cima da Constituição da República.
O homem, sentado à secretária, hirto, brandia com uma das mãos um spray cujo rótulo dizia “Dissolvente para Assembleias”. Parecia querer usá-lo a qualquer instante. Do lado direito da secretária, mesmo à mão, um abre cartas com uma pega no formato de três setas ligeiramente curvadas no extremo inferior, continha a seguinte inscrição: “força de desbloqueio”.
Eu tentava em vão perceber o discurso mas não conseguia porque o homem, com a boca cheia de Bolo-Rei, apenas emitia sons imperceptíveis. E de repente, o homem pôs-se em pé e de um salto passou através do ecrã e começou a correr atrás de mim…trriiimm! trriiimm! Uff, que alívio, fui salvo pelo despertador que me acordou para mais um dia de trabalho!

Ei, pessoal, acordem! Não quero que também tenham sonhos maus!


FG

terça-feira, dezembro 06, 2005

As palavras matam, caro poeta

Foi penoso ver Manuel Alegre um homem de esquerda, poeta da liberdade, ser tão submisso, diria mesmo reverencial, para com o grande falcão da direita portuguesa. Se dúvidas houvesse sobre a inutilidade desta candidatura para a esquerda, o debate foi a oportunidade para as dissipar.



João Paulo Pedrosa

sábado, dezembro 03, 2005

Pior que não falar é não querer que o ouçam

Cavaco Silva marca entrevista à RTP para a hora do Porto/Sporting


João Paulo Pedrosa

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Notas Perdidas

Não quero re-colocar aqui a rúbrica, que teimosamente mantenho no Jornal da Marinha Grande.
Apenas sobre ela expressar um desabafo.
Cometi um pecado. O de no dia 9 de Outubro, à noitinha, depois de sabidos os resultados eleitorais, ter escrito o texto que foi publicado, nessa mesma rúbrica, no dia 13 do mesmo mês. Fi-lo em consciência e consciente das palavras que usava, das afirmações que fazia. Não esperava, como nunca espero, ser secundado por outros nas minhas palavras. Um artigo de opinião é isso mesmo: uma opinião, de alguém. Posso dizer, isso sim, que esperava alguma reacção contrária. Não a esperava com tanta veemência, com tanta força, com tanta violência verbal. Ingenuidade de quem nasceu e cresceu em Democracia.
Nestas semanas que se têm passado tenho sido alvo de todas as críticas. Os meus artigos que até agora, decerto, passavam despercebidos à maioria dos leitores do JMG, devem agora devorados ao ínfimo pormenor, destrinçados, até se encontrar uma mínima coisa por onde atacar. Desde as Cartas ao Director, às Crónicas de outros colaboradores, passando pelo cartonista, todos vão cumprindo o seu papel de defensores da nova Ordem estabelecida pelo Povo.
O que mais me tem intrigado é um outro simples facto: onde estão os eleitores que no dia 9 de Outubro passado, desejaram outro rumo que não este para a Cidade, que não se revêm decerto nesta forma de assumir e de conduzir o diálogo com os que lhes são adversos? Porque não vejo eu nesses a mesma coragem para assumir compromissos, para defender ideais e causas, que vejo nestes que semanalmente lá estão a dar a cara por aquilo e aqueles em quem acreditam?
O Editorial do Jornal da Marinha Grande desta semana é a prova provada de que alguma coisa está a ir mal nesta Cidade... e ninguém está a fazer o quer que seja para o impedir.

Nélson Araújo

Ainda restam dúvidas?

Façam-me um favor: leiam atentamente o Editorial do Jornal da Marinha Grande desta semana. Já leram? Têm dúvidas se leram bem ou não? A perplexidade dos factos faz-vos duvidar? Podem ler novamente, mas tenham desde já a certeza de que o que leram à primeira se confirma à segunda e à terceira. Sim, o Senhor Director do Jornal da Marinha Grande denuncia 'pressões' sobre si («e não só», fim de citação), no sentido de recusar a colaboração de uma determinada pessoa! Depois deste editorial, não restam dúvidas, para quem ainda as tinha, de que há quem ainda pense que o voto do Povo lhes dá legitimidade para usar e abusar do Poder. Esperemos que tenha sido apenas um 'achaque momentâneo' e que a 'doença' não seja crónica...

Solideo

quinta-feira, dezembro 01, 2005

post it (2) Parabéns à Ind. de Moldes


Decorreu na passada sexta-feira, 25 de Novembro, no auditório do Centimfe, o VIII Congresso da Industria de Moldes subordinado ao tema “Afirmação do Presente. Estratégias para o futuro…”.
De acordo com algumas conversas que tive com pessoas que participaram e intervieram no referido congresso, esta terá sido uma das melhores edições deste fórum.
Está por isso de parabéns o sector representado pela Cefamol, pois uma vez mais tenta encontrar ele próprio o caminho e as soluções para o futuro.
Era bom que outros sectores de actividade do Concelho pusessem os olhos nos exemplos de empreendedorismo e dinamismo que o sector dos moldes tem dado ao longo do tempo, em vez de permanentemente reclamarem do governo ou da autarquia a resolução dos seus próprios problemas.

Nota: curioso o facto que um dos jornais do Concelho não ter dado qualquer destaque a este assunto na sua edição da passada quinta-feira, dedicando a maior parte da mesma a assuntos menores. São opções editoriais legitimas, que respeito mas que não compreendo.
FG

Fórum Comunitário

é um grande blogue. Por ser pouco visto é um privilégio dos seus leitores. O autor chama-se Walter Rodrigues e foi meu professor.


João Paulo Pedrosa