terça-feira, novembro 29, 2005

Esperança ainda é uma palavra bonita

Acabei há pouco a reunião com o director do Instituto da Droga e da Toxicodependência e com o director do CAT/Leiria para fazer um ponto de situação e prepararmos a instalação do Centro de Atendimento a Toxicodependentes na Marinha Grande. Com efeito desse encontro, posso já informar que, a partir de Janeiro, sensivelmente, o CAT estará em funcionamento e a tratar os doentes. Nesta primeira fase, a unidade de tratamento será constituida por um médico, três enfermeiros, dois técnicos de serviço social, dois psicólogos clínicos, pessoal administrativo e auxiliar. A unidade situar-se-á numa área da ala norte do actual centro de saúde e será composta por uma secretaria e uma sala de espera, sanitários e vestiários, sala de enfermagem, ambulatório, gabinetes médicos e de apoio psicossocial, sala de reuniões para terapia familiar e uma pequena cafetaria, as obras de adaptação iniciaram-se hoje. Como já tive oportunidade de dizer o tratamento, a redução de danos e o combate ao tráfico são elementos fundamentais para que a toxicodependência na Marinha Grande não dizime os seus filhos.


João Paulo Pedrosa

segunda-feira, novembro 28, 2005

Colaboração

O que faz um Padre neste blog? - muitos se perguntarão.
Depois de verem que o Padre é Nélson Araújo, alguma dúvidas se dissiparão. Os mais dados a reacções imediatas e instintivas dirão «pois, ele até é socialista, andou para aí a escrever a defender o PS e o João Paulo Pedrosa! Onde já se viu isto, um Padre metido na política!!». Os mais reflectidos, logo mais inteligentes, pensarão: «o Padre Nélson é um Cidadão da Marinha Grande. Como qualquer cidadão tem também o Direito a pensar, a falar e a escrever sobre o que bem entender e onde entender, desde que respeite a Verdade!». E eu acrescento: quem disse que neste Blog se pode escrever apenas sobre política? Não há mais nada na Marinha Grande além das 'tricas' e das 'calhandrices' políticas? Desacansem que não vou falar sobre as mobílias ou os rendimentos 'escondidos', nem sobre as patéticas tiradas de alguns vereadores... Mas digam lá que não anda por aí um verdadeiro circo? Também não está escrito que neste Blog apenas escrevem ou podem escrever militantes ou simpatizantes do Partido Socialista ou os Amigos do Dr. João Paulo Pedrosa. Bem sei que pode ser dificil para alguns entender esta Liberdade de expressão, de tão pouco habituados que estão a poder manifestar a sua verdadeira opinião tendo de se conformar em apenas «assinar por baixo» o que outros ditam.
A minha presença aqui não é nenhum manifesto público da minha orientação política. Porque simplesmente não a tenho. Defendo o que tenho a defender, critico o que entendo dever criticar. Venha de quem vier. Seja onde for. Essa é a mais valia de se viver num País Livre e de este ser um Blog onde não há falta de Liberdade.

Nélson Araújo

sábado, novembro 26, 2005

Entrada de leão

foi o que teve o Filipe Gomes aqui no nosso Praça Stephens. Gostei bastante e a coisa promete. (ui...!! dói-me tanto aquela frase ali em cima, alguém que "poste" algo para que ela saia dali rapidamente, senão ponho lá um foto do Simão Sabrosa, eh eh)



João Paulo Pedrosa

Comentários

no Praça Stephens estão já aí. É uma experiência nova para debatermos e, sobretudo, para contraditarmos. Esperamos que resulte.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Os meus pelouros: Toxicodependência

Na reunião de ontem apresentei à câmara e ao presidente um relatório do trabalho já realizado nos pelouros que me foram delegados (rede social, toxicodependência e terceira idade). Informei-o que estudei os relatórios que me foram apresentados pelos serviços de acção social sobre o diagnóstico da Rede Social (conjunto de instituições da Marinha Grande que se debruçou sobre as necessidades mais prementes no domínio dos equipamentos sociais) e que, em consonância, pretendo seguir o Plano de Acção nele proposto. Assim, no domínio da toxicodependência, vou reunir, já na próxima terça-feira dia 29, com o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, no sentido de calendarizarmos a instalação de um CAT (centro de atendimento a toxicodependentes) na Marinha Grande. Penso que no início do próximo ano já será possível que entre em funcionamento.
Por outro lado, sugeri aos serviços da câmara, já para o próximo plano de actividades municipal também, a introdução de verbas que possibilitem apoios à prevenção primária, à associação Novo Olhar (este que já vem sendo dado no trabalho das equipas de rua na troca de seringas e cuidados de enfermagem) que recentemente viu aprovado pelo IDT um projecto de redução de danos no domínio da toxicodependência. Trata-se, basicamente, de um espaço na Marinha Grande que possibilita a estes doentes cuidados de higiene, alimentação e saúde, procurando minimizar o sofrimento físico, as condições de degradação da sua dignidade humana e, ao mesmo tempo, atenuar os riscos para a saúde pública que o fenómeno da toxicodependência acarreta. Por último, é preciso que a polícia actue no combate ao tráfico, evitando que a Marinha Grande se transforme num território fácil para o tráfico e consumo de drogas.
Estou em crer que estes são passos fundamentais, diria mesmo essenciais, para "agarrar" os problemas da droga na Marinha Grande. Tratar dos doentes e combater os traficantes é cuidar de nós todos.


João Paulo Pedrosa

Prestar Contas

Ontem, na reunião de câmara, tal como tinha prometido na campanha eleitoral, entreguei ao Presidente a minha declaração de rendimentos e património para ser pública e inserida na acta da respectiva reunião. O Presidente rubricou-a e mando-a para a acta.

Já agora, se alguém tiver conhecimento de outros rendimentos, bens, património ou riqueza não declarada ou de proveniência ilícita que dela não constem, façam favor de dizer.


João Paulo Pedrosa

Pérolas da reunião da Câmara de ontem 2

A propósito da discussão sobre a TUMG (transportes urbanos da Marinha Grande) o vereador do PSD, Artur Oliveira, diz o seguinte: "esta gente não pode ir embora sem prestar contas..."Esta gente a que ele se refere é a administração da empresa liderada pelo ex-vereador do PSD, Joaquim João Pereira.

Vá, admirem-se lá agora de se dizer que ele foi o quarto vereador da CDU eleito nas listas do PSD


João Paulo Pedrosa

Pérolas da reunião da Câmara de ontem 1

No meio da discussão sobre o apoio financeiro à Associação Comercial da Marinha Grande para a iluminação de Natal, Artur Oliveira, vereador do PSD, saiu-se com esta: "O que a câmara devia fazer era dar senhas aos pobrezinhos para fazerem compras no comércio..."

Penitencio-me por ter dito que a coligação PCP/PSD na câmara municipal era ideologicamente contraditória.

João Paulo Pedrosa

Novos afixadores

O padre Nelson Araújo, marinhense sempre atento à vida da sua cidade e o moitense Cristóvão Morgado são, a partir de hoje, os novos colaboradores do Praça Stephens. Dentro em breve conto colocá-los ali no canto superior direito. A partir de agora venham lá esses contributos.



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, novembro 24, 2005

No Jornal da Marinha Grande

de hoje pode ler-se, de um Leitor, que este órgão de comunicação social local poderá estar a ser prejudicado pela colaboração do Senhor Padre Nélson Araújo. Afirma esse Leitor que muitos assinantes deixarão de o ser por não suportarem mais os escritos do senhor Padre.
Pergunto-me qual a reacção do Jornal da Marinha Grande a este tipo de insinuações!
Irá o Director do Jornal pedir a suspensão da colaboração do Autor, que para mais de 4 anos colabora assiduamente com o seu Jornal? Irá ceder à lógica financeira, preferindo garantir as suas receitas a defender a sua honra de Órgão independente e livre de qualquer pressão sócio-político-partidária?
Pergunto-me também o que suscita, neste momento, este tipo de intervenção. Será ela inocente? Será apenas o desabafo de um cidadão comum? Não estará por detrás uma nova mentalidade sócio-política que, na euforia de uma vitória inesperada, dá largas à sua imaginação e se julga detentora da única Verdade?
Pergunto-me se será apenas o cidadão Leitor a fazer este tipo de «ameaças» ao Director do JMG, ou se não haverá por aí outro tipo de intervenções, mais influentes, no mesmo sentido!?
Pergunto-me se, sem darmos por isso, voltámos ao tempo da uniformidade, em que apenas os discursos, as notícias, as opiniões politicamente correctas e conformes ao Poder podem ser livremente expressas e merecedoras do espaço público.
Pergunto-me… cada vez mais, qual o futuro desta Cidade?!

Solideo

quarta-feira, novembro 23, 2005

post it (1) - Prólogo


Do cimo deste ponto de vigia, perscruto o horizonte – dum lado o Mar, do outro a Cidade. Do que a minha vista alcança, vejo azul, verde e fumo, sinto a quietude da brisa e o bulício das fábricas. Descanso o olhar no verde deste Pinhal do Rei que de Leiria apenas tem o nome. Nos pinheiros corre seiva de suor salgado dos operários da Cidade. Nos tojos e nos fetos correm murmúrios do ribeiro manso e sinuoso, e do mar que o acolhe e sossega. Nas camarinhas, gotas de cristal bordadas a sangue, correm histórias de revolta e de vontade, de mudar e de vencer.
Do cimo deste ponto de vigia, algures entre o Mar e a Cidade, vejo-me a mim, vejo os outros, vejo o país, vejo o mundo. Vejo os meus filhos a crescer. Vejo o que queria e o que não queria. Mas sei que se olhar para nascente vejo a Cidade, e se olhar para poente vejo o Mar. É dali que venho e é para lá que vou. Não quero partir porque esta terra, este mar e esta gente são aquilo que sou. Quero ficar e construir o caminho que me leve da Cidade ao Mar, porto de descanso e de tormento, que do pinhal faz sentinela e das chaminés das fábricas, faróis de fumo. Terra de gente ilustre, de berço e de acolhimento. Terra de gente modesta e solidária. Terra de trabalho e de luta. Terra de meu pai.
Calma estranha esta que sinto - dum lado o Mar, do outro a Cidade, e deste ponto de vigia de onde perscruto o horizonte ouço de súbito o vento gritar-me:
- Desistes?
- Não, nunca!...
- Então levanta a cabeça e professa a tua fé inabalável na terra e na gente que amas, sem medo, sem rancor. Faz da vontade e do trabalho a mão que moldará o destino dos teus. Não te deixes abater pelas derrotas, vê nelas a oportunidade de renasceres, nunca a capitulação. Não te deixes embalar no torpor do impossível. Conquista os teus adversários pela força da tua razão e pelo respeito. Caminha firme e confiante até ao dia em que na tua Cidade e no teu Mar todos sejam irmãos e não haja mais lugar para indigentes e proscritos. Nesse dia poderás percorrer o caminho da Cidade até ao Mar orgulhoso da tua jornada porque conquistas-te o direito a descansar dos dias e das noites.
Agora vai que a Cidade espera por ti, enquanto o mar prepara o teu regresso
FG

terça-feira, novembro 22, 2005

Largo das Calhandreiras



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, novembro 21, 2005

O candidato Cavaco Silva ignora os poderes presidenciais!

Talvez não se trate de ignorar e antes de fingir...mas a verdade é que Cavaco vai deitando o barro à parede em matéria de poderes presidenciais.
Na entrevista que hoje concede ao "Público",entre outras baboseiras,o candidato presidencial da direita mete-se em grandes sarilhos...
Diz ele:"o Presidente da República também pode pedir a um Governo ou à Assembleia que legislem em determinadas matérias!Não existe essa tradição,mas pode fazê-lo."
Oh,santa e crassa ignorância,não existe a tradição, porque tais "ditames" de qualquer PR carecem de apoio constitucional!Tais pedidos seriam uma grosseira intromissão no poder legislativo que incumbe à Assembleia da República e em certos limites ao Governo...Seria o primeiro passo para a presidencialização do regime...
Está visto,à medida que Cavaco vai falando vão-se-lhe soltando os tiques que os portugueses bem lhe conhecem.




Osvaldo Castro

a MINHA (Nossa) Cidade

Inauguro hoje a minha presença neste espaço de encontro e de diálogo.
Tenho de, em primeiro lugar, agradecer a honra que me é dada de aqui me fazer presente, a quem é o legítimo coordenador deste espaço e que amavelmente me abriu estas portas.
Os blogues são uma realidade assumida no espaço cibernáutico e cujas possibilidades vão sendo cada vez mais ampliadas pelos navegadores destes mares nunca antes navegados. Há-os para todos os gostos e para todas as finalidades. Algumas mais justas e honestas, outras nem tanto assim. Alguns, espaço de partilha pessoal, um quase diário, de meditação ou de reflexão. Outros, espaço de discussão, de troca de ideias, informações, conhecimentos. Há-os mais ousados, ou mais conservadores. Há-os mais levianos e provocantes, ou mais sérios e profundos. Há-os para todos os gostos. Mas quem lhe confere a identidade é o seu Criador. É na verdade, uma criatura à imagem do criador.
Assim sendo, não tenho dúvidas do que será este Blogue. À imagem do seu criador, será um local onde todos nos encontraremos, mesmo que na diferença do pensar e na diversidade do viver, para partilhar as nossas reflexões, as nossas ideias, ou mesmo aquilo que ‘nem às paredes’ ousamos confessar.
Sendo um Blogue sobre a nossa (sim, NOSSA!) Cidade, é natural que também eu ouse falar sobre a minha (sim, MINHA) Cidade.
E a primeira coisa que eu aqui quero deixar escrito é precisamente e só isto: A Marinha Grande é a NOSSA Cidade. Não é propriedade exclusiva de ninguém, de nenhum grupo, de nenhum partido. Não é o último reduto de um império perdido, ou o último bastião de alguma ideologia decadente.
A Marinha Grande é dos Marinhenses, disso não há dúvida. E a eles competirá nas horas próprias decidir sobre o seu destino, sobre o seu futuro. Daqueles que servem esses destinos espera-se que saibam em cada momento respeitar a vontade de TODO o Povo, e não se deixem levar apenas pela sede desenfreada de colocar em prática orientações ditadas por entidades terceiras que não têm em vista o melhor Bem da Cidade, mas apenas interesses corporativos ou partidários.
Assim sendo, preocupa-me que a nossa Cidade possa hoje ser governada à distância, a partir da capital, de uma sala qualquer, onde um Comité Central comanda as suas tropas, dá ordens ao seu general e movimenta os seus ‘soldadinhos de chumbo’.
Os sinais que me despertam a atenção e a preocupação têm sido mais que muitos e evidentes. A comunicação social local, o Jornal da Marinha Grande, tem sido a varanda da qual se tem apregoado aos sete ventos a nova forma de se governar e de se lidar com a oposição nesta Cidade. Eles estão lá todos, todas as semanas, batendo e rebatendo sempre o mesmo e no mesmo. A tropa está alerta, para ao menor sinal de movimentação no campo inimigo, soando a trombeta a convocar ao combate, fazerem disparar as armas. Que sentido democrático é este que não aceita críticas, que responde a propósito e a despropósito, e sobretudo convicta de que são os erros alheios que justificam os erros próprios? Que liberdade se defende quando se querem coarctar as liberdades individuais, nomeadamente as de pensamento e expressão? Que sentido de proximidade e de abertura aos Cidadãos se quer construir quando se apelidam de medíocres, de anti-democráticos, de inquisidores, e veja-se lá o que mais, aqueles cujo único pecado é o de verbalizarem, pela escrita, os seus próprios pensamentos?
É assim que será tratado todo o Cidadão que legitimamente contestar o governo camarário? Voltaremos aos tempos, melhor, iremos permitir que nesta Cidade se copiem modelos de sociedade em que apenas se dá Voz ao bom e ao bonito, escondendo-se as misérias, calando os opositores, amordaçando as vozes dissonantes?
Estou preocupado com a MINHA Cidade. Creio que muitos de nós estamos. Estamos, pelo menos os trinta e tantos por cento de eleitores que no dia 9 de Outubro acreditávamos, e acreditamos ainda, que o futuro desta Cidade passa por outros modelos, por outros conceitos, por outras ideias, por outras políticas.
Estou preocupado, mas não desesperado. Estou e estarei atento, por uma única e simples razão: porque AMO a MINHA CIDADE.

Solideo

domingo, novembro 20, 2005

Mário Soares,igual a si próprio!


A convite de Mário Soares, fiz, desde Lisboa, no carro dele, todo o périplo de iniciativas que o trouxeram,na passada 5ª feira, ao distrito de Leiria.
Da empatia com as populações, da homenagem ao seu Pai,o insigne pedagogo,João Soares,no cemitério das Cortes,em Leiria, do debate com jovens no Politécnico, ou da força das quatro intervenções que produziu ao longo do dia,espero bem que os jornais regionais cumpram a sua função...
Quero antes abordar o Soares na intimidade das conversas de viagem, para deixar claro que Mário Soares,o político,o humanista e o experiente conhecedor das coisas do mundo,não perdeu nenhuma das qualidades que sempre lhe foram reconhecidas.
Senhor de uma memória de elefante, deu-me a mim e à Dra.Ana Filgueiras,a outra acompanhante,uma verdadeira lição da história do pós-guerra no distrito de Leiria,com uma precisão de nomes,muitos dos quais eu já nem recordava, e de datas, verdadeiramente invejável.
E, mais do que tudo, foi perceptível o entusiasmo e confiança com está a abraçar a presente campanha presidencial.
Disponível para todas as sugestões e iniciativas,especialmente as que possam marcar a sua afectividade e proximidade com as pessoas,Soares,sem nenhum queixume,quando regressámos a Lisboa e me largou em casa, por volta da uma da madrugada,entre o acerto de pormenores com um assessor sobre um compromisso matinal para o dia seguinte,lá me foi dizendo:"lembre lá aos seus colegas deputados e aos camaradas que os combates políticos não têm prazo de validade...e como o Osvaldo sabe,eu fui sempre um combatente!".Aqui fica dito e sê-lo-à transmitido "urbi et orbe"...
E se eu precisasse de qualquer confirmação a propósito da determinação e robustez de Soares,além do dia que com ele passei,bastavam-me as palavras de duas experientes jornalistas de televisão que, no jantar de Leiria, abriam os olhos de espanto e me diziam..."Mas onde é que ele vai buscar esta pedalada...?" À sua longevidade de combatente,ao seu sentido de portugalidade e à necessidade de unir os portugueses numa curva difícil da nossa história,disse-lhes eu...
E reitero,Soares está igual a si próprio!




Osvaldo Castro

Esperem pela resposta!

Não,não vou fazer nenhum "post" sobre a coligação PCP/PSD na autarquia marinhense,nem vou dizer dos tiques de arrogância de alguns dos neófitos vencedores...nem irei abordar a fábula ridícula da famosa mobília...
Como sempre faço,concedo dois meses de estado de graça a quaisquer vencedores...Terminarão em 9 de Dezembro...
Até lá, podem dizer e fazer as asneiras que lhes aprouver...Deixo passar!
Mas,claro,pelo andar da carruagem,estou a ver que terei de passar os dias imediatos a 9/12 a puxar do varapau das palavras,tais as sendeirais entradas da nova maioria coligada...





Osvaldo Castro

O Filhote Digital

Vai para doze anos, inventámos o "Praça Stephens" impresso,com cheiro a tinta da rotativa...Agora,fruto dos tempos,aqui o temos como orgulhoso filhote digital. Que saiba sempre respeitar o seu antecessor e que se adeque aos novos tempos tecnológicos!
Vai precisar de mais "bloggers"...colaboradores que aceitem a sua raíz ideológica,mas que queiram gozar da sensação de escrever em liberdade e sem terem de ser "politicamente correctos".
Ficamos à espera.E já agora,a técnica para uma fácil legibilidade dos blogs reside na variedade de temas e nas boas ideias, em poucas linhas...e,por vezes,com fotografias...



Osvaldo Castro

Tudo ao molho e fé em Deus

é o que me parece cada vez mais acontecer na câmara. Esta semana, por exemplo, o clube Casal Galego apresentou a próxima edição da feira de artesanto e gastronomia que, nos anos anteriores, contava apenas com a presença do presidente da câmara ou do vereador da cultura, desta vez foram os quatro da maioria (incluindo aqui o que foi eleito nas listas do PSD). É caso para dizer, não têm mais nada que fazer ?



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, novembro 18, 2005

Quinze minutos para levantar a mobília

"Bastaram pouco mais de 15 minutos para os congressistas do PCP «desmancharem» a sala do congresso. Quase todos ajudaram a desmontar e a retirar os panos das mesas, arrumar cadeiras. Até alguns dirigentes nacionais como Agostinho Lopes, Jorge Pires, Vitor Dias. Das bancadas, parecia um autêntico formigueiro a empilhar e a procurar cadeiras. Ao som da Carvalhesa".

Por falar em procuradores de cadeiras, lembrei-me desta notícia do DN a propósito da mobília que eu, João Paulo Pedrosa, terei comprado para mim, Presidente da Câmara, que acabei por não chegar a ser. Mas por que raio havia eu de comprar um mobília antes de ser eleito ? seria da pressão inflacionista que a minha eleição acarretaria nas carpintarias marinhenses e assim pouparia dinheiro aos cofres do município ? será, por outro lado, que estão cotadas em bolsas e as suas acções aumentariam com essa aquisição, tornando os indicadores económicos locais favoráveis à minha eleição ? ou seria então, por fraqueza e falta de liderança, uma forma de me submeter aos gostos de Àlvaro Órfão (provavelmente suiços), já que na câmara apenas ele tem competência para fazer este tipo de aquisições ? não ! nada disso, o que eu queria mesmo era fazer uma surpresa ao Barros Duarte...

Sem deixar passar a indignação por esta forma miserável de fazer política, política de sargeta, melhor dito, é lícito perguntar, o que é que se faz com um bandalho que escreve coisas destas ?



João Paulo Pedrosa

terça-feira, novembro 15, 2005

TCHAPUMM !!! (barulho do efeito bumerangue) 3

Há um ano, o PCP na câmara e assembleia municipal desenvolveu uma campanha, em larga escala, criticando o valor da taxa do IMI - imposto municipal sobre imóveis que substituiu a antiga contribuição autárquica - fixado pelo executivo do PS. Aludiram na altura que os 8% fixado para os prédios urbanos e os 4% para os prédios rústicos era excessivo e penalizador das famílias com casa própria. Uma das bandeiras que, em consequência, utilizaram durante a campanha eleitoral foi a promessa de baixar as taxas caso viessem a ganhar as eleições como veio a acontecer.
Na passada quinta-feira, em reunião de câmara, constava da ordem de trabalhos a fixação das taxas do IMI para o ano de 2006. Os valores foram, reparem só, 8% para os prédios urbanos e 4% para os prédios rústicos. Assim não !



João Paulo Pedrosa

domingo, novembro 13, 2005

O ovo de Pavlov




João Paulo Pedrosa

quinta-feira, novembro 10, 2005

Adeus, Lenine



Uma excelente sequência de imagens que dedico ao Tiago Granja que há poucos dias me lembrou a importância dos que lutam pela LIBERDADE


João Paulo Pedrosa

Hoje, alguns vão assobiar para o ar



João Paulo Pedrosa

segunda-feira, novembro 07, 2005

Praça Stephens

aqui está, a conta gotas. A pouco e pouco, com tempo escasso e parcos conhecimentos da coisa, lá vamos mudando a casa. Aí estão alguns dos novos bloguers, Filipe Gomes, Solideo, Ana Patrícia e Fátima Malesso para juntar aos repetentes Osvaldo Castro e eu próprio. Enquanto a casa não tiver totalmente arrumada vou mandar os comandos de acesso à afixação dos posts. Depois é mãos à obra, escrevam o que entenderem, incluindo elogios ao Sporting (uuiiiiii !!!, esta custou tanto...).

PS - porque não tenho de todos, agradeço que me enviem o vosso e-mail.



João Paulo Pedrosa

contra corrente


A Europa precisa de mais e não de menos emigrantes, aliás, os problemas de violência que se têm registado na França não são com os emigrantes, são com os franceses.



João Paulo Pedrosa

sexta-feira, novembro 04, 2005

TCHAPUMM !!! (barulho do efeito bumerangue) 2

A acusação de que o PS fez uma "gestão despesista e de novo riquismo" foi o título da primeira entrevista de Barros Duarte, depois de ser eleito presidente. Vamos aos factos:
O PS tinha no mandato que agora termina dois vereadores a tempo inteiro e um a meio tempo. A CDU, hoje, em reunião de câmara, propôs logo três de uma assentada. Acrescente-se, em bom rigor, que um deles (com os pelouros apenas do desporto e juventude) não justifica, nem de perto, nem de longe, a existência de um mandato a tempo inteiro (eu sózinho geri este pelouro com mais seis ou sete outros pelouros, aliás, como no passado sempre assim aconteceu). Em termos de custos, portanto, a existência de um mandato a tempo inteiro representa (incluindo apenas o titular e o seu gabinete de apoio) um encargo iliquido anual para a autarquia superior a 70 mil euros de remunerações e encargos socias. Para quem criticava os outros de despesismo e fixa despesas desta natureza para praticamente nada, estamos conversados !



João Paulo Pedrosa

TCHAPUMM !!! (barulho do efeito bumerangue) I

Há quatro anos, no início do mandato, Barros Duarte insurgiu-se contra a marcação das reuniões de câmara de 15 em 15 dias, porque isso limitava a discussão e o debate sobre os problemas locais. Durante a campanha eleitoral, fez do diálogo e da discussão exaustiva desses problemas uma das matérias mais acesas de crítica ao PS.
Hoje, chegado à reunião de câmara, informa, " - as reuniões são de 15 em 15 dias". Questionado, por mim, sobre o que fez mudar de posição a CDU (indo ao encontro das posições do PS) de 2002 até hoje, respondeu-me, " - tem razão, de facto, mas por agora fica assim".
Quem manda pode, como se costuma dizer !


João Paulo Pedrosa

TCHAPUMM !!! (barulho do efeito bumerangue)

Vou iniciar uma rubrica chamada tchapumm ( barulho do efeito bumerangue), para dar conta aqui daquilo que foram as críticas da CDU à gestão do PS e aquilo que é já a reprodução do que antes criticavam, mais do que uma reprodução, trata-se, efectivamente, de uma verdadeira amplificação dos seus efeitos. E ainda hoje foi só a primeira reunião da câmara.



João Paulo Pedrosa

quinta-feira, novembro 03, 2005

Força, força, companheiro Vasco que nós somos a muralha d'aço

Há quatro anos atrás o PSD votou, para a presidência da assembleia municipal, no candidato da CDU (apesar de este não ter sido o mais votado) com o argumento de que era necessário diversificar o poder. Quer isto dizer, como o PS tinha a presidência da câmara, era bom que a oposição tivesse a presidência da assembleia municipal. Ora, hoje, era vê-los ali, todos alinhadinhos e sem pestanejar, a votar nas regras ditadas pela bancada do PCP, incluindo dois secretários da mesma força política. É bom lembrar que, desde o 25 de Abril, na câmara municipal da Marinha Grande, já houve cinco, repito, cinco mandatos autárquicos sem maioria absoluta e, no conjunto de todos, esta é a primeira vez que um só partido - o PCP - detém a totalidade do poder. É bom lembrar também que tudo isto foi conseguido pela mão do PSD. Quem diria !



João Paulo Pedrosa

Estará ele a pensar nas presidenciais ?

Saul Fragata (depois de efectivar uma coligação em todo o concelho com o PSD) disse hoje que o concelho virou à esquerda.



João Paulo Pedrosa

Na bate a bota com a perdigota

Hoje, na tomada de posse da câmara, reiterando o que já tinha dito nos jornais, Barros Duarte diz que quer governar com todos os partidos e que vai discutir a atribuição de pelouros na próxima reunião. Ora, a julgar pela informação do Observador Marinhense isso já está tudo discutido mas é com o PSD. O seu a seu dono.



João Paulo Pedrosa

terça-feira, novembro 01, 2005

À atenção do meu amigo Pedro André que é do PSD mas não é um pau mandado

As eleições autárquicas foram no dia 9 de Outubro e o novo elenco camarário vai tomar posse no próximo dia 2, quarta-feira. Nos próximos quatro anos era suposto que a câmara fosse constituida por três eleitos pelo PCP, três eleitos pelo PS e um eleito pelo PSD. Era suposto, disse com propriedade, depois de hoje, à noitinha, me terem contadado a seguinte situação (ressalvando que, como diz o ditado, quem conta um conto...).
Domingo, aniversário dos bombeiros da Marinha Grande. Algum pessoal da Moita dirige-se a Barros Duarte e convida-o para estar presente na abertura das tasquinhas, hoje, segunda-feira, pelas 20 horas. BD diz que não pode e acrescenta: -"Vou já tratar do assunto...".
De um lado da sala grita para o outro, - " Ó Artur ! Arturrr !!!! amanhã tens que ir à Moita".



João Paulo Pedrosa